<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559</id><updated>2012-01-03T17:34:00.900-02:00</updated><title type='text'>Filosofia crítica e bem humorada!!!</title><subtitle type='html'>Este blog se destina àqueles que querem refletir sobre os acontecimentos do dia-a-dia. Fatos estes que, na maioria das vezes, nos fazem pensar sobre como seria bom se eles fossem diferentes. 
De uma forma simples, clara e alegre, procuraremos colocá-los e quem sabe aprender com eles, para não errarmos de novo!!!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-1704531448019236387</id><published>2011-07-10T20:59:00.000-03:00</published><updated>2011-07-10T20:59:04.915-03:00</updated><title type='text'>Relação entre poesia e verdade na visão de Marcel Detienne</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-e_os-1lHojY/Thon1H_gMPI/AAAAAAAAAOE/WQd4CAJt2yw/s1600/detienne_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://2.bp.blogspot.com/-e_os-1lHojY/Thon1H_gMPI/AAAAAAAAAOE/WQd4CAJt2yw/s320/detienne_1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Marcel Detienne, historiador belga com forte influência&lt;br /&gt;antropológica.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A relação entre poesia e verdade na visão de Detienne é, a princípio, esclarecedora na medida em que, &amp;nbsp; segundo ele, a poesia se auto-afirma enquanto verdade quanto esta é "sustentada" pela autoridade das musas que são aquelas que retransmitem as palavras ditas pelos deuses aos homens.&amp;nbsp;Entretanto, antes de esclarecer melhor esta relação colocada pelo autor, faz-se necessário compreender o que significa e, principalmente, a importância do conceito "verdade", em outras palavras, o que os gregos entendiam como verdade?&amp;nbsp;Após esta compreensão, deve-se também esclarecer o fundamento sobre o qual &amp;nbsp;verdade se assenta, fundamento esse representado pela tríade: poeta-musas-memória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiramente devemos destacar que, segundo Detienne, a ideia de verdade contemporânea é &lt;i&gt;"...inseparável das idéias de demonstração, verificação e experimentação."&lt;/i&gt;&amp;nbsp;¹. Nota-se que o caminho para se chegar ao conceito de verdade para os gregos devemos - necessariamente - nos afastar do conceito moderno de verdade que possui estas três características apontadas pelo autor. Para ele, os primeiros a procurar estabelecer o que seja a verdade são os filósofos Parmênides, Platão e Aristóteles quando estes se separam da influência mítica. Inicialmente, o conceito verdade é compreendido como "desvelamento" de uma obscuridade provocada justamente pelo mito; a verdade caracteriza-se como &lt;i&gt;Alétheia.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convém destacar que, este conceito de verdade enquanto &lt;i&gt;Alétheia&lt;/i&gt;, está intimamente ligado a uma concepção religiosa. O poema de Parmênides&amp;nbsp;intitulado &lt;i&gt;"As Duas Vias"&lt;/i&gt;, as musas conduzem o filósofo a um caminho que, se percorrido, irá ser-lhe &lt;u&gt;revelado&lt;/u&gt;&amp;nbsp;o conhecimento verdadeiro. Este período é caracterizado, segundo o autor, como uma &lt;i&gt;"Pré-história da alétheia filosófica"&lt;/i&gt;², período esse que dá início ao desenvolvimento deste conceito de &lt;i&gt;alétheia&lt;/i&gt;&amp;nbsp;para um produto da razão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, esta "pré-história" não deve ser concebida como um período "sombrio" ou "inexpressivo". Esta "pré-história" encontra-se em um contexto em que a tradição oral era a única fonte de transmissão de qualquer verdade. Logo, a importância dos poetas não pode - nem deve - ser diminuída ou desprezada, pois suas palavras, segundo Detienne &lt;i&gt;"... é solidária a duas noções complementares: a Musa e a Memória"³ . &lt;/i&gt;São elas, as Musas, que acabam reforçando a importância do poeta, pois, enquanto "palavra cantada", fazem &amp;nbsp;com que os poetas possam transmitir as glórias do passado, a música e a dança, sendo que estas duas últimas são aquelas que trazem vida a poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São as Musas que, como educadoras, ensinam e mostram as principais características que deve possuir um poema: disciplina, improvisação, concentração e, principalmente, a sedução que irá encantar o ouvinte a fim de que se sinta atraído por suas palavras e as guarde enquanto verdade. Como filhas da memória (&lt;i&gt;Mnemosýne)&lt;/i&gt;, conforme Hesíodo cita em sua &lt;i&gt;Teogonia&lt;/i&gt;, as Musas "relembram" o poeta, tornando-o um veículo de transmissão da palavra dos deuses aos homens, palavra essa que deve ser levada principalmente na impossibilidade de se guardar tal conhecimento ou mensagem através da escrita; o poeta torna-se o "livro" que deve ser lido por quem o encontra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar que a Memória da qual surgem as musas não devem se confundidas ou sequer comparadas com o conceito que temos hoje por memória. No contexto em questão, ela se caracteriza pela capacidade de dizer o que foi, o que é e o que será. Além do mais, nem todos possuem-na; por serem intermediários das Musas, os poetas são os únicos a possuí-la. Assim, podemos afirmar que a palavra do poeta tem o poder de unir o mundo humano ao divino através da simbologia das palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta capacidade que possui a poesia é vista por Detienne como uma "dualidade", pois ela eterniza as façanhas dos homens e, principalmente dos deuses. Esta dualidade reforça o caráter de verdade da palavra poética, é ele que, na verdade, irá determinar qual o ato a ser louvado, eternizado. Portanto, não depende ou não se encontra nas mãos dos homens o poder de eternizar-se mesmo sendo os protagonistas de suas ações; é o poeta que, enquanto portador da verdade, identifica quais atos são considerados pelos deuses como eternos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebe-se que a verdade, em sua relação com a poesia somente pode ser encontrada nno âmbito religioso. Ela não pode ser definida como conceito, mas encontra-se ligada aquele a pronuncia em, portanto, não é uma palavra qualquer, ao contrário, por ser divina ela é eficiente, imediata e irrevogável. O adjetivo de "Mestre da Verdade" (p. 23) - que aliás dá nome a sua obra - que Detienne reconhece no poeta pode ser compreendido sob estes aspectos apresentados neste trabalho. Neles, a poesia se confunde com a própria verdade: ela é recebida, admirada e nunca contestada. Por isso, enquanto estiver ligada a palavra do poeta, a poesia será neste contexto, sempre uma verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DETIENNE, Marcel. &lt;i&gt;Os Mestres da Verdade. &lt;/i&gt;Trad. Andréa Daher.&amp;nbsp;Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro. 147 p&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*As referências 1,2 e 3 destacadas neste texto encontram-se respectivamente nas pgs 13, 14 e 16.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-1704531448019236387?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/1704531448019236387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/07/relacao-entre-poesia-e-verdade-na-visao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/1704531448019236387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/1704531448019236387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/07/relacao-entre-poesia-e-verdade-na-visao.html' title='Relação entre poesia e verdade na visão de Marcel Detienne'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-e_os-1lHojY/Thon1H_gMPI/AAAAAAAAAOE/WQd4CAJt2yw/s72-c/detienne_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-6993325084427644744</id><published>2011-06-28T16:22:00.000-03:00</published><updated>2011-06-28T16:22:23.509-03:00</updated><title type='text'>O problema do "não-ser" em Parmênides -  Conclusão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BMf67_Zwqwk/TgooCdUlvcI/AAAAAAAAAOA/7TFN6jujSfU/s1600/pitagoras-parmenides-hypatia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-BMf67_Zwqwk/TgooCdUlvcI/AAAAAAAAAOA/7TFN6jujSfU/s320/pitagoras-parmenides-hypatia.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Agora que sabemos as características principais daquilo que &amp;lt;é&amp;gt;, resta-nos procurar responder as questões elaboradas no início deste trabalho sobre aquilo que &lt;não é=""&gt;. Kirk, Raven e Schofield iniciam a busca pela resposta dos questionamentos colocados, destacando a impossibilidade de se conhecer aquilo que não existe. Entretanto, uma afirmação posterior feita por eles esclarece esta questão que, a princípio, parece ser insolúvel: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“... impossível é, segundo parece, conhecer ou dar a conhecer o que não é uma coisa ou outra, o que não possui atributos e não tem predicados verdadeiros seus.”&lt;/i&gt;(KIRK, p. 256)&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;O problema, portanto, ao procurar entender aquilo que &lt;não é=""&gt;, é justamente em estabelecer que este não é isto ou aquilo, sem características próprias e, por este motivo, incognoscível a qualquer pessoa. No entanto, outra característica apontada pelos autores sobre aquilo que &lt;não é=""&gt;, e que fornece nossa informação mais valiosa, se baseia no fato de que este não nasce nem morre. Tal afirmação é retirada do próprio Parmênides, como se segue: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“... Não te permitirei que digas ou que penses a partir do que não é: pois é indizível e impensável o que não é... Por isso a Justiça jamais soltou as grilhetas para lhe permitir nascer ou perecer, antes as segura firmemente.”&lt;/i&gt;(KIRK, p. 260)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/não&gt;&lt;/não&gt;&lt;/não&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Todas estas conclusões, no entanto, ainda não oferecem a segurança necessária para as questões propostas no início deste trabalho sejam solucionadas. E isto acontece porque o caminho que &lt;não é=""&gt; proposto pela deusa ainda precisa de um melhor esclarecimento. No entanto, a pergunta proposta pelos autores sobre a função do verbo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;estin&lt;/i&gt; em nossa tradução já possui resposta: aquilo que &amp;lt;é&amp;gt;; necessariamente deve existir e, mais, mesmo que nesta realidade não existe nada que se assemelhe ao que &amp;lt;é&amp;gt;; este participa de tudo o que existe, assim tudo o que é só é devido a esta participação daquilo que &amp;lt;é&amp;gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/não&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;Logo, aquilo que &lt;não é=""&gt; em nada participa, pois não nasce e nem virá a nascer. Aparentemente, tal conclusão não resolve as questões propostas, entretanto, veremos que o que os autores classificam como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O erro dos mortais&lt;/i&gt; (KIRK, p. 257) nos dão a resposta que precisamos e corrobora o caminho que é proposto pela deusa. A deusa apesar de advertir sobre a necessidade de escolher o caminho que &amp;lt;é&amp;gt;, no entanto, não é capaz de obrigar alguém a segui-lo. E é neste momento que o caminho daquilo que &lt;não é=""&gt; surge como opção, não como se ele realmente existisse – pois já vimos que este não pode existir, visto que ele nunca nasceu – mas como resultado da indecisão daquele que não escolheu o verdadeiro caminho. É na indecisão que “surge” o caminho que &lt;não é=""&gt;: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Isto te ordeno que ponderes, pois é este o primeiro caminho de investigação, do qual eu te afasto, logo, pois daquele, em que vagueiam os mortais que nada sabem, gente dicéfala...que julgam que ser e não ser&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;são e não são a mesma coisa.”&lt;/i&gt; (KIRK, p. 257)&lt;/não&gt;&lt;/não&gt;&lt;/não&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 17px; line-height: 25px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Para quem não sabe qual o verdadeiro caminho, não existe diferença entre aquilo que &amp;lt;é&amp;gt; e o que &amp;lt; não é&amp;gt;&lt;não é=""&gt;, esta não diferenciação iguala ambos os caminhos, o que é inaceitável para a deusa. Não deve existir a possibilidade do que &lt;não é=""&gt; seja, pois é forçoso – como afirma a deusa – que ele não seja, pois ele nada é. &amp;nbsp;Mas, se a escolha pelo verdadeiro caminho não é feita, surge não somente o caminho daquilo que &lt;não é=""&gt;, mas ainda um terceiro caminho que é o da indecisão, da ignorância sobre aquilo que &amp;lt;é&amp;gt;.&lt;/não&gt;&lt;/não&gt;&lt;/não&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 13pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-6993325084427644744?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/6993325084427644744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/06/o-problema-do-nao-ser-em-parmenides_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6993325084427644744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6993325084427644744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/06/o-problema-do-nao-ser-em-parmenides_28.html' title='O problema do &quot;não-ser&quot; em Parmênides -  Conclusão'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BMf67_Zwqwk/TgooCdUlvcI/AAAAAAAAAOA/7TFN6jujSfU/s72-c/pitagoras-parmenides-hypatia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-8637938902457070566</id><published>2011-06-26T21:17:00.000-03:00</published><updated>2011-06-26T21:17:20.912-03:00</updated><title type='text'>O problema do "não-ser" em Parmênides -  Parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Compartilho com vocês, caros leitores, este texto que é fruto de um trabalho realizado para a pós-graduação que curso em Filosofia Antiga. É um texto essencial para uma inicial compreensão do poema de Parmênides&amp;nbsp;intitulado&amp;nbsp;"As duas vias". O problema destacado neste texto é justamente a possibilidade de existência de um caminho que, a princípio não existe, ou seja, o caminho do "não-ser".Boa leitura!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.0pt; line-height: 150%;"&gt;O poema de Parmênides traz consigo características importantes sobre a questão do que é realmente a verdade e qual o tipo de decisão que deve ser tomada ao se deparar com o problema do que ela –&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;no caso a verdade – seja, as suas características e como identificá-la em meio a multiplicidade de opiniões sobre a mesma. Parmênides em seu poema esclarece qual a forma de se busca-la e qual a sua principal característica: o caminho da verdade &amp;lt;é&amp;gt; e para encontrar este caminho deve-se afastar do que &lt;não é=""&gt;. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Anda daí e eu te direi (e tu trata de levares as minhas palavras contigo, depois de as teres escutado) os únicos caminhos da investigação em que importa pensar. Um, que é e que lhe é impossível não ser... o outro, que não é e que forçoso se torna que não exista...”&lt;/i&gt; ( KIRK, p. 255) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/não&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.0pt; line-height: 150%;"&gt;E é justamente o grande problema que surge da afirmação acima que pede um maior esclarecimento: Como o caminho que &lt;não é=""&gt; não pode existir se, ao declara-lo eu o torno existente, ainda que de forma conjectural? Esta pergunta se torna ainda mais angustiante se levarmos em conta que a deusa afirma anteriormente a existência de dois caminhos, surgindo assim um questionamento: como algo que &lt;não é=""&gt; possa ser caracterizado como um caminho, mesmo que não possa ser seguido? Afinal, se ele é realmente um caminho existe a possibilidade de se seguir por ele? Assim, nosso trabalho terá como objetivo a resolução deste pequeno, porém importante problema do poema de Parmênides que é justamente compreender esta presença-ausência do caminho do &lt;não-ser&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/não-ser&gt;&lt;/não&gt;&lt;/não&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-idDVgjSTKsQ/TgfLlpSHRcI/AAAAAAAAAN8/lGHFcpqrooU/s1600/parmenides.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-idDVgjSTKsQ/TgfLlpSHRcI/AAAAAAAAAN8/lGHFcpqrooU/s320/parmenides.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.0pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.0pt; line-height: 150%;"&gt;O início da compreensão dos problemas colocados na introdução deste trabalho acontece se esclarecermos o outro caminho colocado pela deusa, ou seja, o caminho que &amp;lt;é&amp;gt;. Tal investigação se faz necessária até por um motivo lógico: se este caminho &amp;lt;é&amp;gt; sua compreensão torna-se menos trabalhosa e mais esclarecedora visto que começaremos por um caminho que existe e que segundo a deusa, é o que deve ser seguido. Kirk, Raven e Schofield, em sua obra &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Os filósofos pré-socráticos&lt;/i&gt;, também procuram responder e compreender o caminho que para a deusa &amp;lt;é&amp;gt;: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“O que é o ‘[aquilo]’ que a nossa tradução acrescentou como sujeito gramatical do verbo &lt;u&gt;estin&lt;/u&gt; de Parmênides?”&lt;/i&gt;(KIRK, p.255)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.0pt; line-height: 150%;"&gt;O poema de Parmênides traz consigo a resposta para o problema “daquilo que é”: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Nem é divisível, pois que é homogêneo; nem é mais aqui e menos ali, o que o impediria de manter a coesão, mas tudo esta cheio do que é.”&lt;/i&gt;(Kirk, p.261)Nota-se que Parmênides em sua demonstração das características do que &amp;lt;é&amp;gt;, ressalta em primeiro lugar tudo aquilo que ele “não é”. Tal&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;demonstração se assemelha a de joão Escoto Erígena que, para afirmar e comprovar a existência de Deus, caracterizava primeiro tudo aquilo que Deus não é,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;como bem destaca Etienne Gilson, em sua obra &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A filosofia na Idade Média&lt;/i&gt;: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 212.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;“Então se diz que “(...) Deus não é nem substância, nem quantidade, nem qualidade, nem nada que se inclua em qualquer categoria”“.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;(GILSON, p.250)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.0pt; line-height: 150%;"&gt;Entretanto, há uma pequena, porém importante, diferença entre estas duas “teologias negativas” a princípio implícitas no pensamento de ambos os autores; ao dizer tudo aquilo que o que “aquilo que é” não é, ele logo em seguida faz afirmações positivas sobre “aquilo que é”. O que isso pode significar? A princípio, tais afirmações podem ser entendidas como formas de se compreender o que &amp;lt;é&amp;gt; através de exemplos existentes na própria realidade, isto é, Parmênides age como um professor diante de alunos perplexos diante de um pensamento tão complexo, se utilizando de exemplos palpáveis em uma realidade limitada, que nasce e morre, ou seja, onde todas as coisas possuem um início, um meio e consequentemente um fim.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E a partir destas afirmações de Parmênides podemos já estabelecer que aquilo que &amp;lt;é&amp;gt; não se assemelha em nada que exista neste mundo ou nesta realidade, pois, tudo o que vemos possui uma limitação, uma determinação e que tudo o que existe provém daquilo que &amp;lt;é&amp;gt;. Vemos assim surgir características daquilo que &amp;lt;é&amp;gt;: algo que não possui limite, início ou fim, ele simplesmente &amp;lt;é&amp;gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.0pt; line-height: 150%;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-8637938902457070566?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/8637938902457070566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/06/o-problema-do-nao-ser-em-parmenides.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8637938902457070566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8637938902457070566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/06/o-problema-do-nao-ser-em-parmenides.html' title='O problema do &quot;não-ser&quot; em Parmênides -  Parte 1'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-idDVgjSTKsQ/TgfLlpSHRcI/AAAAAAAAAN8/lGHFcpqrooU/s72-c/parmenides.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-4155790904966629124</id><published>2011-01-14T19:34:00.000-02:00</published><updated>2011-01-14T19:34:02.842-02:00</updated><title type='text'>Virtú x Fortuna: Uma visão além da política sobre Maquiavel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TTC95aIJgWI/AAAAAAAAANQ/1s2_eSMZWCg/s1600/niccolo_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="173" src="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TTC95aIJgWI/AAAAAAAAANQ/1s2_eSMZWCg/s320/niccolo_2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A reflexão que abre as muitas que virão neste ano de 2011 vêm em um momento bastante propício, afinal, a política pelo menos para nós brasileiros, neste ano de 2011 traz esperança, visto que pela primeira vez nosso país terá em seu cargo máximo uma mulher. Ainda mais quando vimos uma disputa eleitoral marcada não por boas promessas ou ideias novas que deixassem a nós eleitores confusos por não saber escolher qual candidato votar; pelo contrário, a religião – mais precisamente a questão do aborto – foi o que decidiu esta conturbada eleição. Não que ela deva ficar de lado no que diz respeito à política, principalmente quando o tema dizia respeito à vida de cidadãos brasileiros que ainda na barriga de suas “mães” são covardemente mortos com o argumento contraditório e enganoso de ser “dona” de seu corpo, o problema é que virou um grande círculo o tema religioso deixando de lado temas de igual relevância, como a educação e saúde que tiveram sua importância diminuída se comparada a uma acalorada discussão que houve referente ao tema, como se a falta de educação e saúde também não dizimasse pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Há pelo menos uma semana, li uma reportagem em que a presidente eleita mandou retirar de seu gabinete o crucifixo e a bíblia, como símbolos de um estado laico. A pergunta que me veio a mente foi que em suas visitas a cristãos sejam eles católicos ou protestantes, e mesmo em seu programa político onde ela afirmava sua crença em Deus, ela teria coragem de dizer que tomaria tal atitude? Mas o pior de tudo foi o sentimento de revolta que se apoderou de mim não porque sou cristão, muito pelo contrário, a revolta foi por saber quanto tempo se perdeu em uma discussão que sabia só tem um valor para a conquista de votos. Maquiavel, em sua obra &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O príncipe&lt;/i&gt; tem muito a oferecer nesta reflexão, visto que ele mostra-nos como a relação entre a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;virtu &lt;/i&gt;e a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fortuna &lt;/i&gt;é de suma importância em um processo eleitoral, visto que é preciso vender uma imagem ao povo para que esta imagem seja eleita, pois o que ele – ou ela – é em sua essência descobriremos aos poucos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Dizer que Maquiavel é um pensador político é, no mínimo, um desrespeito ao pensador e sua obra visto que ele vai muito além de uma perspectiva política ao descrever normas para o príncipe, pois ele se utiliza de historiadores clássicos gregos além de contrapor-se a um pensamento idealista-platônico, quando reflete não sobre um estado &lt;u&gt;possível&lt;/u&gt; ou &lt;u&gt;imaginário&lt;/u&gt;, mas sim, segundo Maria Tereza Sadek*: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“... examinar a realidade tal como ela é e não como se gostaria que ela fosse.” &lt;/i&gt;Ou seja, Maquiavel examina o Estado tal como é, seus problemas e defeitos, para formular uma resposta para que este funcione de maneira correta, sempre levando em consideração a natureza humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Para corroborar o que digo, analisemos um trecho de sua obra &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O príncipe:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;“É, porém, no principado novo que estão as dificuldades... É que os homens gostam de mudar de senhor, julgando melhorar... Isto por sua vez deriva da &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;natural e comum necessidade de ofender aqueles de quem nos tornamos príncipe novo &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;(grifo meu)&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;...” &lt;/i&gt;(Capítulo III)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Vemos que Maquiavel ao analisar a dificuldade que os príncipes encontram quando conquistam um novo estado, entende que a dificuldade inicial origina-se não na nova forma de governo que estava por vir ou nos impostos que este governo iria criar, mas, em uma incidência natural de todo ser humano em ofender ou recusar um governante que lhe seja estranho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;Isto posto podemos retomar a reflexão entre a&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;virtu&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt; e a &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fortuna&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt; em um processo eleitoral. Para Maquiavel a noção de &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fortuna &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;que pairava o pensamento grego clássico foi desfigurada com o advento do cristianismo, pois se para os gregos a &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fortuna&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt; era vista como uma deusa boa e que para possuir tudo aquilo que ela tinha para oferecer era necessário a &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;virtú&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;, isto é, em troca de fama, glória e riqueza os gregos ofereciam toda a sua coragem e virilidade para seduzi-la e posteriormente receber o que deseja. Com o cristianismo e seu pensamento de humildade esta noção de &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fortuna&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt; perde seu espaço, segundo o pensamento cristão a &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fortuna&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px;"&gt; não tem o poder de oferecer a tão sonhada riqueza e glória, muito pelo contrário, quanto mais o homem se aproxima destes bens mais será infeliz e pobre, não para o mundo que é mutável, mas sim para Deus, a fonte de toda felicidade. Desta forma, tais bens tornam-se secundários e submetidos ao destino de cada homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;No entanto, Maquiavel adere a concepção grega, onde a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fortuna&lt;/i&gt; esta submetida a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;virtu&lt;/i&gt;, ou seja, o príncipe que deseja honra, glória, riqueza e, principalmente a manutenção de seu reinado deve possuir&amp;nbsp; coragem e saber utilizar a força. Porém, como bem destaca Maria Tereza Sadek: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Não se trata mais apenas da força bruta, da violência, mas da sabedoria no uso da força, da utilização &lt;u&gt;virtuosa&lt;/u&gt; da força”.&lt;/i&gt; A sabedoria deve acompanhar o príncipe, sabendo fazer uso da força no momento necessário, impondo não o medo, mas, o respeito de seus concidadãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TTC_cZhTfbI/AAAAAAAAANY/NYKVZDbGJKg/s1600/dilmaoficial410x600.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TTC_cZhTfbI/AAAAAAAAANY/NYKVZDbGJKg/s320/dilmaoficial410x600.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Voltando aos nossos dias, a questão religiosa que acabou se tornando a minerva destas eleições, nossa presidente agiu de forma maquiavélica. Mas, isso quer dizer que ela tenha agido de forma má, ao contrário, a referência é a forma com que Maquiavel agiria: agradando ao povo dizendo que era totalmente contra o aborto, quando sabemos que isso não é verdade, ela agiu segundo a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vi&lt;/i&gt;rtú do pensador florentino, percebeu que a maioria que a iria eleger precisava de uma imagem, ainda que ela não dure muito, mas, para&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt; &lt;/i&gt;a política de Maquiavel imagem é tudo. Não seria neste caso uma traição ao povo que a elegeu? Não. Esta negativa quer dizer que como o Estado e sua política não possuem os freios morais da religião, o bem do Estado será colocado – ainda que infelizmente para os cristãos – a frente de qualquer concepção religiosa, ainda que ela tenha alguma influência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Portanto, se alguém pensar que escolheu errado ao votar em Dilma, tenha calma. O candidato José Serra iria agir da mesma maneira, como fez em São Paulo vendendo uma imagem de candidato moderno e preocupado com as camadas mais pobres deste país, pura imagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Maquiavel tornou-se um pensador clássico porque suas ideias não perdem o valor, tornando a leitura de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O príncipe&lt;/i&gt; cada vez mais atual e de diferentes interpretações. Caracterizar ele ou qualquer pessoa como maquiavélico devido a sua doutrina, comprará briga com pensadores de alto nível como Rousseau onde afirmava: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“ Maquiavel, fingindo dar lições aos ricos, deu grandes lições ao povo”.&lt;/i&gt; É possível esta interpretação da leitura de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O príncipe&lt;/i&gt;, entretanto, o que posso afirmar, em minha modesta opinião, é que se ele realmente desejava dar lições ao povo sobre os métodos de seus governantes, o fez através de seus comentadores, pois acredito que este não era e nunca foi seu objetivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;b&gt;* Sadek, Maria Tereza. &lt;i&gt;Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtú.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-4155790904966629124?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/4155790904966629124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/01/virtu-x-fortuna-uma-visao-alem-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4155790904966629124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4155790904966629124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/01/virtu-x-fortuna-uma-visao-alem-da.html' title='Virtú x Fortuna: Uma visão além da política sobre Maquiavel'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TTC95aIJgWI/AAAAAAAAANQ/1s2_eSMZWCg/s72-c/niccolo_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-8843269699448586994</id><published>2011-01-08T10:05:00.000-02:00</published><updated>2011-01-08T10:05:44.223-02:00</updated><title type='text'>A TODOS OS AMIGOS LEITORES DESTE BLOG</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Estarei retomando as atividades neste blog neste mês de janeiro! Desculpem a ausência, mas garanto que ele voltará ainda melhor!!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Feliz 2011!!!!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-8843269699448586994?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/8843269699448586994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/01/todos-os-amigos-leitores-deste-blog.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8843269699448586994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8843269699448586994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2011/01/todos-os-amigos-leitores-deste-blog.html' title='A TODOS OS AMIGOS LEITORES DESTE BLOG'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-8396647863624511442</id><published>2010-08-27T17:23:00.000-03:00</published><updated>2010-08-27T17:23:08.871-03:00</updated><title type='text'>O Banquete ( O amor na ótica de Platão)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: large;"&gt;Caros alunos do 3° ano do colégio CNSR, apesar de ser um pouco longo, este trecho do livro mostra-nos que Platão procura compreender o amor como desejo - de beleza, imortalidade, sabedoria - e tambem como um processo de elevação da alma que busca a perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;É um tanto longo de explicar, disse ela; todavia, eu te direi. Quando nasceu Afrodite, banqueteavam-se os deuses, e entre os demais se encontrava também o filho de Prudência, Recurso. Depois que acabaram de jantar, veio para esmolar do festim a Pobreza, e ficou pela porta. Ora, Recurso, embriagado com o néctar - pois vinho ainda não havia - penetrou o jardim de Zeus e, pesado, adormeceu. Pobreza então, tramando em sua falta de recurso engendrar um filho de Recurso, deita-se ao seu lado e pronto concebe o Amor. Eis por que ficou companheiro e servo de Afrodite o Amor, gerado em seu natalício, ao mesmo tempo que por natureza amante do belo, porque também Afrodite é bela. E por ser filho o Amor de Recurso e de Pobreza foi esta a condição em que ele ficou. Primeiramente ele é sempre pobre, e longe está de ser delicado e belo, como a maioria imagina, mas é duro, seco, descalço e sem lar, sempre por terra e sem forro, deitando-se ao desabrigo, às portas e nos caminhos, porque tem a natureza da mãe, sempre convivendo com a precisão. Segundo o pai, porém, ele é insidioso com o que é belo e bom, e corajoso, decidido e enérgico, caçador terrível, sempre a tecer maquinações, ávido de sabedoria e cheio de recursos, a filosofar por toda a vida, terrível mago, feiticeiro, sofista: e nem imortal é a sua natureza nem mortal, e no mesmo dia ora ele germina e vive, quando enriquece; ora morre e de novo ressuscita, graças à natureza do pai; e o que consegue sempre lhe escapa, de modo que nem empobrece o Amor nem enriquece, assim como também está no meio da sabedoria e da ignorância. Eis com efeito o que se dá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Nenhum deus filosofa ou deseja ser sábio - pois já é -, assim como se alguém mais é sábio, não filosofa. Nem também os ignorantes filosofam ou desejam ser sábios; pois é nisso mesmo que está o difícil da ignorância, no pensar, quem não é um homem distinto e gentil, nem inteligente, que lhe basta assim. Não deseja portanto quem não imagina ser deficiente naquilo que não pensa lhe ser preciso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;- Quais então, Diotima - perguntei-lhe - os que filosofam, se não são nem os sábios nem os ignorantes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;É o que é evidente desde já - respondeu-me - até a uma criança: são os que estão entre esses dois extremos, e um deles seria o Amor. Com efeito, uma das coisas mais belas é a sabedoria, e o Amor é amor pelo belo, de modo que é forçoso o Amor ser filósofo e, sendo filósofo, estar entre o sábio e o ignorante. E a causa dessa sua condição é a sua origem: pois é filho de um pai sábio e rico e de uma mãe que não é sábia, e pobre. É essa então, ó Sócrates, a natureza desse gênio; quanto ao que  pensaste ser o Amor, não é nada de espantar o que tiveste. Pois pensaste, ao que me parece a tirar pelo que dizes, que Amor era o amado e não o amante; eis por que, segundo penso, parecia-te todo belo o Amor. E de fato o que é amável é que é realmente belo, delicado, perfeito e bem-aventurado; o amante, porém é outro o seu caráter, tal qual eu expliquei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;E eu lhe disse: - Muito bem, estrangeira! É belo o que dizes! Sendo porém tal a natureza do Amor, que proveito ele tem para os homens?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Eis o que depois disso - respondeu-me - tentarei ensinar-te. Tal é de fato a sua  natureza e tal a sua origem; e é do que é belo, como dizes. Ora, se alguém nos perguntasse: Em que é que é amor do que é belo o Amor, ó Sócrates e Diotima? ou mais claramente: Ama o amante o que é belo; que é que ele ama? [ ...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;São esses então os casos de amor em que talvez, ó Sócrates, também tu pudesses ser iniciado; mas, quanto à sua perfeita contemplação, em vista da qual é que esses graus existem, quando se procede corretamente, não sei se serias capaz; em todo caso, eu te direi, continuou, e nenhum esforço pouparei; tenta então seguir-me se fores capaz: deve com efeito, começou ela, o que corretamente se encaminha a esse fim, começar quando jovem por dirigir-se aos belos corpos, e em primeiro lugar, se corretamente o dirige o seu dirigente, deve ele amar um só corpo e então gerar belos discursos; depois deve ele compreender que a beleza em qualquer corpo é irmã da que está em qualquer outro, e que, se se deve procurar o belo na forma, muita tolice seria não considerar uma só e a mesma a beleza em todos os corpos; e depois de entender isso, deve ele fazer-se amante de todos os belos corpos e largar esse amor violento de um só, após desprezá-lo e considerá-lo mesquinho; depois disso a beleza que está nas almas deve ele considerar mais preciosa que a do corpo, de modo que, mesmo se alguém de uma alma gentil tenha todavia um escasso encanto, contente-se ele, ame e se interesse, e produza e procure discursos tais que tornem melhores os jovens; para que então seja obrigado a contemplar o belo nos ofícios e nas leis, e a ver assim que todo ele tem um parentesco comum, e julgue enfim de pouca monta o belo no corpo; depois dos ofícios é para as ciências que é preciso transportá-lo, a fim de que veja também a beleza das ciências, e olhando para o belo já muito, sem mais amar como um doméstico a beleza individual de um criançola, de um homem ou de um só costume, não seja ele, nessa escravidão, miserável e um mesquinho discursador, mas voltado ao vasto oceano do belo e, contemplando-o, muitos discursos belos e magníficos ele produza, e reflexões, em inesgotável amor à sabedoria, até que aí robustecido e crescido contemple ele uma certa ciência, única, tal que o seu objeto é o belo seguinte. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Tenta agora, disse-me ela, prestar-me a máxima atenção possível. Aquele, pois, que até esse ponto tiver sido orientado para as coisas do amor, contemplando seguida e corretamente o que é belo, já chegando ao ápice dos graus do amor, súbito perceberá algo de maravilhosamente belo em sua natureza, aquilo mesmo, ó Sócrates, a que tendiam todas as penas anteriores, primeiramente sempre sendo, sem nascer nem perecer, sem crescer nem decrescer, e depois, não de um jeito belo e de outro feio, nem ora sim ora não, nem quanto a isso belo e quanto àquilo feio, nem aqui belo ali feio, como se a uns fosse belo e a outros feio; nem por outro lado aparecer-lhe-á o belo como um rosto ou mãos, nem como nada que o corpo tem consigo, nem como algum discurso ou alguma ciência, nem certamente como a existir em algo mais, como, por exemplo, em animal da terra ou do céu, ou em qualquer outra coisa; ao contrário, aparecer-lhe-á ele mesmo, por si mesmo, consigo mesmo, sendo sempre uniforme, enquanto tudo mais que é belo dele participa, de um modo tal que,  enquanto nasce e perece tudo mais que é belo, em nada ele fica maior ou menor, nem nada sofre. Quando então alguém, subindo a partir do que aqui é belo, através do correto amor aos jovens, começa a contemplar aquele belo, quase que estaria a atingir o ponto final. Eis, com efeito, em que consiste o proceder corretamente nos caminhos do amor ou por outro se deixar conduzir: em começar do que aqui é belo e, em vista daquele belo, subir sempre, como que servindo-se de degraus, de um só para dois e de dois para todos os belos corpos, e dos belos corpos para os belos ofícios, e dos ofícios para as belas ciências até que das ciências acabe naquela ciência, que de nada mais é senão daquele próprio belo, e conheça enfim o que em si é belo. Nesse ponto da vida, meu caro Sócrates, continuou a estrangeira de Mantinéia, se é que em outro mais, poderia o homem viver, a contemplar o próprio belo. Se algum dia o vires, não é como ouro ou como roupa que ele te parecerá ser, ou como os belos jovens  adolescentes, a cuja vista ficas agora aturdido e disposto, tu como outros muitos,  contanto que vejam seus amados e sempre estejam com eles, a nem comer nem beber, se de algum modo fosse possível, mas a só contemplar e estar ao seu lado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Que pensamos então que aconteceria, disse ela, se a alguém ocorresse contemplar o próprio belo, nítido, puro, simples, e não repleto de carnes, humanas, de cores e outras muitas ninharias mortais, mas o próprio divino belo pudesse ele em sua forma única contemplar? Porventura pensas, disse, que é vida vã a de um homem a olhar naquela direção e aquele objeto, com aquilo com que deve, quando o contempla e com ele convive? Ou não consideras, disse ela, que somente então, quando vir o belo com aquilo com que este pode ser visto, ocorrer-lhe-á produzir não sombras de virtude, porque não é em sombra que estará tocando, mas reais virtudes, porque é no real que estará tocando?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Eis o que me dizia Diotima, ó Fedro e demais presentes, e do que estou convencido; e porque estou convencido, tento convencer também os outros de que para essa aquisição, um colaborador da natureza humana melhor que o Amor não se encontraria facilmente. Eis por que eu afirmo que deve todo homem honrar o Amor, e que eu próprio prezo o que lhe concerne e particularmente o cultivo, e aos outros exorto, e agora e sempre elogio o poder e a virilidade do Amor na medida em que sou capaz. Este discurso, ó Fedro, se queres, considera-o proferido como um elogio ao Amor; se não, o que quer que e como quer que te apraza chamá-lo, assim deves fazê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-8396647863624511442?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/8396647863624511442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/o-banquete-o-amor-na-otica-de-platao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8396647863624511442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8396647863624511442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/o-banquete-o-amor-na-otica-de-platao.html' title='O Banquete ( O amor na ótica de Platão)'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-7134595450230867508</id><published>2010-08-27T13:29:00.002-03:00</published><updated>2010-08-27T13:30:03.230-03:00</updated><title type='text'>O homem é um animal político (Aristóteles)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Alunos do 2° ano do colégio CNSR, por favor, baixem este texto para que trabalharmos em sala de aula.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;“É evidente que a cidade faz parte das coisas naturais, e que o homem é por natureza um animal político. E aquele que por natureza, e não simplesmente por acidente, se encontra fora da cidade ou é um ser degradado ou um ser acima dos homens, segundo Homero &lt;i&gt;(Íliada IX,63)&lt;/i&gt; denuncia, tratando-se de alguém: &lt;i&gt;sem linhagem, sem lei, sem lar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Aquele que é naturalmente um marginal ama a guerra e pode ser comparado a uma peça fora do jogo. Daí a evidência de que o homem é um animal político mais ainda que as abelhas ou que qualquer outro animal gregário. Como dizemos frequentemente, a natureza não faz nada em vão; ora, o homem é o único entre os animais a ter linguagem &lt;i&gt;[logos]&lt;/i&gt;. O simples som é uma indicação do prazer ou da dor estando, portanto, presente em outros animais, pois a natureza destes consiste em sentir o prazer e a dor e em expressá-los. Mas a linguagem tem como objetivo a manifestação do vantajoso, e portanto do justo e do injusto. Trata-se de uma característica do homem ser ele o único que tem o senso do bom e do mau, do justo e do injusto, bem como de outras noções deste tipo. É a associação dos que têm em comum essas noções que constitui a família e o Estado.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-7134595450230867508?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/7134595450230867508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/o-homerm-e-um-animal-politico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/7134595450230867508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/7134595450230867508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/o-homerm-e-um-animal-politico.html' title='O homem é um animal político (Aristóteles)'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-2379893371608344931</id><published>2010-08-18T16:14:00.001-03:00</published><updated>2010-08-18T16:15:07.862-03:00</updated><title type='text'>Apologia de Sócrates ( Alunos do 3° ano)</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Apologia de Sócrates &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;(Alunos, perdoem minha falha, ao invés de fazerem uma interpretação do texto, respondam as questões abaixo para entrega na próxima aula!)&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;XXVI&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Ora, é possível que alguém perguntasse: — Sócrates, não poderias viver longe da pátria, calado e em paz? Eis justamente o que é mais difícil fazer e aceitar a alguns dentre vós: Se digo que seria desobedecer ao Deus e que, por essa razão, eu não poderia ficar tranqüilo, não acreditaríeis em mim, supondo que&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;tal afirmação é, de minha parte, uma fingida ingenuidade. Se,ao contrário, digo que o maior bem para um homem é justamente este, falar todos os dias sobre a virtude e os outros argumentos sobre os quais me ouvistes raciocinar, examinando a mim mesmo e aos outros e, que uma vida sem esse exame não é digna de ser vivida, ainda menos acreditaríeis ouvindo-me dizer tais coisas. Entretanto, é assim, como digo, ó cidadãos, mas aqui não é fácil ser   persuasivo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;E, por outro lado, não estou habituado a acreditar que seja digno de algum mal. De fato, se tivesse dinheiro, eu me multaria em uma soma que pudesse pagar, porque não teria prejuízo algum; mas o fato é que não tenho. Só se quiserdes multar-me em tanto quanto eu possa pagar. Talvez eu vos pudesse pagar uma mina de prata; multo-me, pois em tanto.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Mas Platão, cidadãos atenienses, Críton, Cristóbolo e Apolodoro me obrigam a multar-me em trinta minas, e oferecem fiança: multo-me, pois, em tanto, e eles vos serão fiadores dignos de crédito.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Terceira Parte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Sócrates se despede do tribunal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;XXVII&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Por não terdes querido esperar um pouco mais de tempo,atenienses, ireis obter, da parte dos que desejam lançar o opróbrio sobre a nossa cidade, a fama e a acusação de haverdes sido os assassinos de um sábio, de Sócrates. Porque, quem vos quiser desaprovar me chamará, sem dúvida, de sábio, embora eu não o seja. Pois bem, tivésseis esperado um pouco de tempo, a coisa seria resolvida por si: vós vedes, de fato, a minha idade. E digo isso não a vós todos, mas àqueles que me condenaram à morte. Digo, além disto, mais o seguinte a esses mesmos: É possível que tenhais acreditado, ó cidadãos, que eu tenha sido condenado por pobreza de raciocínios, com os quais eu poderia vos persuadir, se eu tivesse acreditado que era preciso dizer e fazer tudo para evitar a condenação. Mas não é assim. Caí por falta, não de raciocínios, mas de audácia e imprudência, e não por querer dizer-vos coisas tais que vos teriam sido gratíssimas de ouvir, choramingando, lamentando e fazendo e dizendo muitas outras coisas indignas, as quais, é certo, estais habituados a ouvir de outros.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Mas, nem mesmo agora, na hora deste grande perigo, eu faria nada de inconveniente, nem mesmo agora me arrependo de me ter defendido como o fiz; antes prefiro mesmo morrer, tendo-me defendido deste modo, a viver daquele outro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Nem nos tribunais, nem no campo, nem a mim, nem a ninguém convém tentar todos os meios para fugir da morte. Até mesmo nas batalhas, de fato, é bastante evidente que se pode evitar morrer, jogando fora as armas e suplicando aos que perseguem; e muitos outros meios há, nos perigos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;individuais, para evitar a morte quando se ousa dizer e fazer alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Mas, ó cidadãos, talvez o difícil não seja fugir da morte.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Bem mais difícil é fugir da maldade, que corre mais veloz que a morte. E agora eu, preguiçoso como sou, e velho, fui apanhado pela mais lenta, enquanto os meus acusadores, válidos e lépidos, foram apanhados pela mais veloz: a maldade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Assim, eu me vejo condenado à morte por vós, condenados de verdade, que sois criminosos de improbidade e de injustiça. Eu estou dentro da minha pena, vós dentro da vossa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;E, talvez, essas coisas devessem acontecer mesmo assim. E creio que cada qual foi tratado adequadamente. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;XVIII &lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Agora, pois, quero vaticinar-vos o que se seguirá, ó vós que me condenastes, porque já estou no ponto em que os homens podem vaticinar, quando estão para morrer: Digo-vos, de fato, ó cidadãos que me condenaram, que logo depois da minha morte virá uma vingança muito mais severa, por Zeus, do que aquela pela qual me tendes sacrificado. Fizestes isto acreditando subtrair-vos ao aborrecimento de terdes de dar conta da vossa vida, mas eu vos asseguro que tudo sairá ao contrário.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Em maior número serão os vossos censores, que eu até agora contive, e vós reparastes. E tanto mais vos atacarão quanto mais jovens forem e disso tereis maiores aborrecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Se acreditais, matando os homens, entreter alguns dos vossos críticos, não pensais bem; esse modo de vos livrardes, não é decerto eficaz nem belo, mas belíssimo e facílimo é não contrariar os outros, mas aplicar-se a se tornar, quanto se puder, melhor. Faço, pois, este vaticínio a vós que me condenastes. Chego ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;XIX&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Quanto àqueles cujos votos me absolveram, eu teria prazer de conversar com eles a respeito deste caso que acaba de ocorrer enquanto os magistrados estão ocupados, enquanto não chega o momento de ter de ir ao lugar onde terei de morrer. Ficai, pois, comigo este pouco de tempo, ó cidadãos, porque nada nos impede de conversarmos mais um pouco, enquanto se pode. É que a vós, como meus amigos, quero mostrar que não desejo falar do meu caso presente. A mim, de fato, ó juízes – uma vez que, chamando-vos juízes vos dou o nome que vos convém – aconteceu qualquer coisa de maravilhoso. Aquela minha voz habitual do demônio (daimon = gênio) em todos os tempos passados me era sempre freqüente e se oponha ainda mais nos pequeninos casos, cada vez que fosse para fazer alguma coisa que não estivesse muito bem. Ora, aconteceram-me estas coisas, que vós mesmos estais vendo e que, decerto, alguns julgariam e considerariam o extremo dos males; pois bem, o sinal do Deus não se me opôs, nem esta manhã, ao sair de casa, nem quando vim aqui, ao tribunal, nem durante todo o discurso. Em todo este processo,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;não se opôs uma só vez, nem a um ato, nem a palavra alguma. Qual suponho que seja a causa? Eu vo-la direi: em verdade este meu caso pode ser um bem, e estamos longe de julgar retamente quando pensamos que a morte é um mal. E disso tenho uma grande prova: que, por muito menos, normalmente, o meu gênio se me teria oposto, se não fosse para fazer alguma coisa de bem. Passemos a considerar a questão em si mesma, de como há grande esperança de que isso seja um bem.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas: ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja, ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para um outro. Se, de fato, não há&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;sensação alguma, mas é como um sono, a morte seria um maravilhoso  presente. Creio que, se alguém escolhesse a noite na qual tivesse dormido  sem ter nenhum sonho, e comparasse essa noite às outras noites e dias de sua vida e tivesse de dizer quantos dias e noites na sua vida havia vivido melhor, e mais docemente do que naquela noite, creio que não somente qualquer  indivíduo mas até um grande rei acharia fácil escolher a esse respeito, lamentando todos os outros dias e noites. Assim, se a morte é isso, eu por mim a considero um presente, porquanto, desse modo, todo o tempo se resume a uma única noite.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Se, ao contrário, a morte é como uma passagem deste para outro lugar, e, se é verdade o que se diz que lá se encontram todos os mortos, qual o bem que poderia existir, ó juízes, maior do que este? Porque, se chegarmos ao Hades,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;libertando-nos destes que se vangloriam serem juízes, havemos de encontrar os verdadeiros juízes, os quais nos diria que fazem justiça acolá: Monos e Radamante, Éaco e Triptolemo, e tantos outros Deuses e semi-Deuses que foram justos na vida; seria então essa viagem uma viagem de se fazer pouco caso? Que preço não serieis capazes de pagar, para conversar com Orfeu, Museu, Hesíodo e Homero?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Quero morrer muitas vezes, se isso é verdade, pois para mim especialmente a conversação acolá seria maravilhosa quando eu encontrasse Palamedes e Ajax Telamônio, e qualquer um dos antigos, mortos por injusto julgamento. E não&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;seria sem deleite, me parece, confrontar o meu com os seus casos e, o que é melhor, passar o tempo examinando e confrontando os de lá com os de cá, os últimos dos quais tem a pretensão de conhecer a sabedoria dos outros, e acreditam ser sábios sem o ser. A que preço, ó juízes, não se consentiria em&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;examinar aquele que guiou o grande exército a Tróia, Ulisses, Sísifo, ou os incontáveis outros? Isso constituiria inefável felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Com certeza aqueles de lá são mais felizes do que os de cá, mesmo porque, são imortais, se é que o que se diz é verdade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;Questões referente ao texto:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;1) Segundo Sócrates, qual o papel do filósofo?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;2) Como podemos entender a firmação de Sócrates de que "a vida sem reflexão não vale a pena ser vivida"?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt;3) Como Sócrates responde as acusações que lhe são feitas?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-2379893371608344931?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/2379893371608344931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/apologia-de-socrates-alunos-do-3-ano.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/2379893371608344931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/2379893371608344931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/apologia-de-socrates-alunos-do-3-ano.html' title='Apologia de Sócrates ( Alunos do 3° ano)'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-708091116383522232</id><published>2010-08-17T17:28:00.000-03:00</published><updated>2010-08-17T17:28:00.716-03:00</updated><title type='text'>Poema "As duas vias" do filosofo Parmênides de Eléia.</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Alunos do 1º ano, de início parecerá confuso o entendimento deste texto, mas em nossa próxima aula, veremos a forma que Parmênides escolhe para expor dua forma de pensamento de uma maneira mais clara, segue abaixo as questões referentes a este poema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ACERCA DA NATUREZA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Greek,Symbol,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Éguas que me levam, a quanto lhes alcança o ímpeto, caval-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;gavam,quando numes levaram-me a adentrar uma via loquaz,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;que leva por toda cidade quem sabe à luz; por ela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;era levado; pois por ela, mui hábeis éguas me levavam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;puxando o carro, mas eram moças que dirigiam o caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;O eixo, porém, nos meões, impelia um toque de flauta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;incandescendo (pois, de ambos os lados, duas rodas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;giravam comprimindo-os) porquanto as filhas do sol&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;fustigassem a prosseguir e abandonar os domínios da Noite,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;para a luz, arrancando da cabeça, com as mãos, os véus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Lá ficam as portas dos caminhos da Noite e do Dia,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;pórtico e umbral de pedra as mantém de ambos os lados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;mas, em grandiosos batentes, moldam-se elas, etéreas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;cujas chaves alternantes quem possui é Justiça rigorosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;As moças, seduzindo com suaves palavras, persuadiram-na,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;atenciosamente, a que lhes retirasse rapidamente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;o ferrolho trancado das portas; estas, então, fizeram com que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;o imenso vão dos batentes se escancarasse girando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;os eixos de bronze alternadamente nos cilindros encaixados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;com cavilhas e ferrolhos; as moças, então, pela via aberta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;através das portas, mantém o carro e os cavalos em frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;E a deusa, com boa vontade, acolheu-me, e em sua mão &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;minha mão direita tomou, desta maneira proferiu a palavra e me saudou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Ó jovem acompanhado por aurigas imortais,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;que, com cavalos, te levam ao alcance de nossa morada,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Salve! Porque nenhuma Partida ruim te enviou a trilhar este&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;caminho, à medida que é um caminho apartado dos homens, &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;mas sim Norma e  Justiça. Mas é preciso que de tudo te &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;instruas: tanto do intrépido coração da Verdade persuasiva &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;quanto das opiniões de mortais em que não há fé verdadeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Contudo, também isto aprenderás: como as opiniões&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;precisavam manifestamente ser, elas que atravessam tudo através de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Pois bem, agora vou eu falar, e tu, prestes atenção ouvindo a [palavra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;acerca das únicas vias de questionamento que são a pensar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;uma, para o que é e, como tal, não é para não ser,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;é o caminho de Persuasão — pois segue pela Verdade —,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;outra, para o que não é e, como tal, é preciso não ser,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;esta via afirmo-te que é uma trilha inteiramente insondável;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;pois nem ao menos se conheceria o não ente, pois não é &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;realizável , nem tampouco se o diria:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;...pois o mesmo é a pensar e também ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Vê como o ausente é, no entanto, presente firmemente em pensamento;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;pois este não apartará o próprio ente do manter-se ente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;nem se dispersando de toda forma todo pelo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;mundo, nem se concentrando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;O Encontro, porém, é para mim,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;de onde começarei; pois lá mesmo chegarei ainda outra vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;VI&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Precisa que o dizer o pensar  o que é seja; pois há ser,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Mas nada não há; isto eu te exorto a indicar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Pois [ ____ ] por esta primeira via de investigação,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Em seguida por aquela em que mortais que nada sabem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;forjam, bicéfalos; pois despreparo guia em frente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;em seus peitos um espírito errante; eles são levados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;tão surdos como cegos, estupefatos, hordas indecisas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;para os quais o existir e não ser valem o mesmo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;e não o mesmo,  de todos o caminho é de ida e volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;VII&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Pois isto não, nunca hás de domar não entes a serem;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Mas o que pensas, separa desta via de investigação;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Nem o hábito multitudinário ao longo desta via te force&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;A vagar o olhar sem escopo, e ressoar ouvido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;E língua, mas discerne pela palavra a litigiosa contenda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Por mim proferida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;VIII&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Ainda uma só palavra resta do caminho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Que é; sobre este há bem muitos sinais:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Que sendo ingênito também é imperecível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Solitário, íntegro como intrépido e sem meta;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Nem nunca era nem será, pois é todo junto agora,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Uno, continuo; pois que origem sua buscarias?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Por onde, de onde se distenderia? Não permitirei que tu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Digas nem penses que do não ente: pois não é dizível nem &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;pensável que seja enquanto não é. E que necessidade o teria &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;impelido, depois ou antes, a desabrochar começando do nada?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Assim, ou é necessário existir totalmente ou de modo algum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Tampouco do ente, nunca força de fé permitirá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;surgir algo para além do mesmo; por isso Justiça nem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;deixa vir a ser nem sucumbir, afrouxando amarras,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;mas mantém; a decisão sobre tais está nisto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;é ou não é. Mas já está decidido, por necessidade,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;qual deixar como impensável e inominado –   pois é um &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;caminho não verdadeiro – e qual há de ser, por existir e ser verídico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Como existiria depois, o que é? Como teria surgido?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Pois se surgiu, não é, nem se há de ser algum dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Assim origem se apaga como o insondável ocaso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Nem é divisível, pois é todo equivalente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Nem algo maior lá que o impeça de ser contínuo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Nem algo menor, mas é todo pleno do que é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Por isso é todo contínuo: pois ente a ente acerca&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Além disso, imóvel, nos limites de grandes amarras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Fica sem partida, sem parada, já que origem e ocaso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Muito longe se extraviaram, rechaçou-os fé verdadeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;O mesmo no mesmo ficando, sobre si mesmo pousando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;E assim, aí fica firme, pois poderosa Necessidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Mantém nas amarras do limite, cercando-o por todos os lados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Porque é norma o ente não ser  inacabado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Pois é não carente, não sendo, careceria de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;O mesmo é o que é a pensar e o pensamento de que é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Pois sem o ente, no qual está apalavrado,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;não encontrarás o  pensar. Pois nenhum outro nem é&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;nem será além do ente, pois que Partida já o prendeu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;para ser todo imóvel; assim será nome, tudo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;quanto os mortais instituíram persuadidos de ser verdadeiro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;surgir e também sucumbir, ser e também não,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;e alterar de lugar e variar pela superfície aparente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Questões para resolução e debate e sala de aula (Em caso de dúvidas, o que é natural, deixem as questões para serem respondidas após a explicação do professor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;1) Como Parmênides caracteriza o caminho da verdade por oposição ao caminho da opinião?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;2) Qual o sentido da distinção entre realidade e aparência em Parmênides?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;3) Comente o fragmento 3: "Pois pensar e ser é o mesmo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-708091116383522232?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/708091116383522232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/poema-as-duas-vias-do-filosofo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/708091116383522232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/708091116383522232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/poema-as-duas-vias-do-filosofo.html' title='Poema &quot;As duas vias&quot; do filosofo Parmênides de Eléia.'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-6142970475155186440</id><published>2010-08-17T17:19:00.000-03:00</published><updated>2010-08-17T17:19:28.284-03:00</updated><title type='text'>O problema do Mal na ótica de Santo Agostinho</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;Peço licença aos leitores deste blog para colocar alguns textos que meus alunos de ensino médio irão trabalhar em sala de aula, no entanto, é também uma forma de fomentar debates sobre um tema tão polêmico tratado por Agostinho sobre a existência do mal.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os comentários com dúvidas e sugestões serão muito bem vindos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O problema do mal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Vi claramente que todas as coisas boas podem, entretanto, se corromper e não se poderiam corromper se fossem sumamente boas, nem tampouco se não fossem boas. Se fossem absolutamente boas seriam incorruptíveis, e se não houvesse nada de bom nelas, não poderiam se corromper. Com efeito, a corrupção é nociva e se não reduzisse o bem não seria nociva. Portanto, ou a corrupção não prejudica em nada, o que não é admissível, ou todas as coisas que se corrompem são privadas de algum bem; quanto a isso não há dúvidas. Mas se fossem privadas de todo o bem, deixariam completamente de existir. Se existissem e não pudessem ser alteradas, seriam melhores porque permaneceriam incorruptíveis. O que seria mais monstruoso do que afirmar que as coisas se tornariam melhores ao perderem todo bem? Por isso, se privadas de todo o bem, deixariam totalmente de existir. Portanto, enquanto existem são boas, e o Mal que eu procurava não é uma substância, pois se fosse uma substância seria um bem. Na verdade, ou seria corruptível e, neste caso, a menos que fosse boa, não poderia se corromper. Percebi, portanto, e isto pareceu-me evidente, que criastes todas as coisas boas e não existe nenhuma substância que Vós não criastes. E porque não criastes todas as coisas iguais, todas as coisas individualmente são boas, e em conjunto são muito boas, pois Deus viu que tudo que havia feito era muito bom. (Gênesis, 1,31).” (Conf. VII, 12).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Questões para resolução e debate em sala:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) Por meio de que argumento Santo Agostinho procura mostrar que o Mal pressupõe a existência do bem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Como santo Agostinho define o Mal neste texto? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-6142970475155186440?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/6142970475155186440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/o-problema-do-mal-na-otica-de-santo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6142970475155186440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6142970475155186440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/08/o-problema-do-mal-na-otica-de-santo.html' title='O problema do Mal na ótica de Santo Agostinho'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-8954450115590353824</id><published>2010-07-23T14:47:00.000-03:00</published><updated>2010-07-23T14:47:49.038-03:00</updated><title type='text'>Filosofia Patrística: seu início e desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TEnTuKfQhLI/AAAAAAAAAMk/SrcVBJEMApg/s1600/DormicaoVirgem.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TEnTuKfQhLI/AAAAAAAAAMk/SrcVBJEMApg/s320/DormicaoVirgem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;Abordarei a partir deste post temas relacionados a Filosofia medieval, com o intuito de esclarecer e colaborar com aqueles que vêem neste blog uma fonte de pesquisa e informação. &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;O que se pode entender como patrística ou período patrístico?&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;Segundo Saranyana, em seu livro &lt;i&gt;A Filosofia Medieval&lt;/i&gt; o período patrístico é caracterizado pelo &lt;i&gt;“lapso de quase sete séculos compreendido entre a morte do último dos apóstolos de Jesus Cristo – ocorrida por volta do ano 100 de nossa era – e o começo da Idade Média.”&lt;/i&gt; (p. 25). Ainda segundo ele, o surgimento deste período está vinculado ás últimas manifestações da filosofia antiga, como o platonismo e o neo-platonismo e as primeiras manifestações filosóficas feitas por pensadores cristãos. Esta vinculação explica, portanto, as influências que tais pensadores principalmente Platão e Plotino, tinham sobre as filosofia de Santo Agostinho, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;Entretanto, para que um pensador fosse considerado um “padre da Igreja”, isto é pertencente a filosofia praticada neste período, a Igreja católica se utilizou de quatro características essenciais para que um pensador cristão, na sua maioria sacerdotes, fosse considerado como tal. Tais características são:  &lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;ortodoxia na doutrina católica: As reflexões 	elaboradas deveriam estar em conformidade com os principais dogmas 	católicos como: a presença real de Cristo na 	Eucaristia e a sua ressurreição.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;Santidade de vida: Tais pensadores, mesmo os que não fossem 	sacerdotes, além da importante reflexão devem, segundo 	a Igreja, não ter contraído o matrimônio.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;Reconhecimento ou aprovação por parte da Igreja 	Católica;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;Antiguidade.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;O período patrístico, segundo Saranyana, é dividido em três partes:&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;a) do início do séc. II até o Concílio Ecumênico de Nicéia (ano 325)&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;Porque esta primeira parte do período patrístico encerra-se com este concílio? Trataremos, primeiramente, o porque de sua convocação e suas conseqüências. Um concílio é convocado para reafirmar a unidade do ensinamento da Igreja em todo o mundo e, combater doutrinas que surgem e que aparentemente, isto é sem um estudo aprofundado, tenham semelhança doutrinária.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;O concílio de Nicéia teve como objetivo combater a doutrina do arianismo – que será abordado posteriormente neste blog – espalhadas pelo presbítero Ário onde afirmava que Cristo não seria “&lt;i&gt;&lt;u&gt;estritamente&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; humano nem &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;estritamente&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; divino”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; (Saranyana, p. 60). Este concílio foi convocado pelo Imperador Constantino o que não invalida o mesmo, pois, um concílio que reúne-se para reafirmar a fé passada pelo apóstolos através da tradição, e que estabelece dogmas só é aprovado após a aprovação papal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TEnUjJqHRWI/AAAAAAAAAMs/JxiV1ZCKhQg/s1600/Image6732.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TEnUjJqHRWI/AAAAAAAAAMs/JxiV1ZCKhQg/s320/Image6732.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Imagem representando o concílio de Nicéia, importante notar que ao centro não se encontra o papa, mas a imagem do Imperador Constantino que convocou o concílio. Como dito anteriormente, o fato de ser convocado pelo Imperador em nada altera a autoridade dogmática do mesmo, pois este só é válido após a autorização do Papa.&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;Antes deste concílio tais idéias espalhadas pelo presbítero Ário não tinham tanta força e influência, assim a convocação do concílio pelo Imperador Constantino deve-se ao fato de que as idéias arianas estavam distorcendo a imagem de Jesus Cristo perante os Cristãos, principalmente os recém convertidos. Este concílio portanto, inicia uma nova etapa dentro da filosofia patrística pois, com a promulgação do dogma da consubstancialidade do Pai e do Filho, foi a partir desta confirmação e das batalhas coma arianismo, que muitos pensadores contribuíram – e muito -  para o pensamento cristão filosófico da época.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;No próximo post, refletiremos sobre a etapa intermediária do período patrístico, que inicia-se com o concílio de Nicéia e termina com a queda do Império Romano do Ocidente em 476. Falaremos dos principais pensadores deste período e sobre a queda do Império, com suas causas e consequências. &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-8954450115590353824?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/8954450115590353824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/07/filosofia-patristica-seu-inicio-e.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8954450115590353824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8954450115590353824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/07/filosofia-patristica-seu-inicio-e.html' title='Filosofia Patrística: seu início e desenvolvimento'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TEnTuKfQhLI/AAAAAAAAAMk/SrcVBJEMApg/s72-c/DormicaoVirgem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-5273970816187333706</id><published>2010-07-14T11:43:00.000-03:00</published><updated>2010-07-14T11:43:58.022-03:00</updated><title type='text'>A Doutrina Cristã - Comentário sobre o prólogo da obra de S. Agostinho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TD3GvSHk1VI/AAAAAAAAAMc/LX4jgIRNnt4/s1600/1239493061020_bigPhoto_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TD3GvSHk1VI/AAAAAAAAAMc/LX4jgIRNnt4/s320/1239493061020_bigPhoto_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;A intenção de Agostinho na obra  acima é determinar normas para a correta interpretação das Escrituras. Entretanto, tais normas não serão bem compreendidas por todos, isto é, somente os que desejam realmente compreender os Livros Sagrados e progredir espiritualmente através desta compreensão é que terão êxito neste caminho. Haverá, no decurso deste caminho aqueles que, ao contrário dos bem sucedidos, não conseguirão compreender tais normas determinadas pelo Bispo de Hipona e que certamente irão, como ele mesmo destaca, “contestar” tais normas e consequentemente tecer críticas ao trabalho de Agostinho. No entanto, antes de verificarmos a resposta de Agostinho as críticas, procurarei destacar o fundamento que a própria Escritura fornece ao nosso autor para este estabelecer normas para se compreendê-la corretamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Encontramos o fundamento de Agostinho na segunda carta de S.Pedro, onde ele afirma: &lt;i&gt;“Deveis saber isto antes de tudo: nenhuma profecia é assunto de &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;interpretação pessoal (grifo meu)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;, porque de uma vontade humana jamais veio uma profecia, mas, sim, homens movidos pelo Espírito Santo é que falaram da parte de Deus.” &lt;/i&gt;(II Pd 1, 20-21).&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Sendo assim quem deve interpretar as Escrituras?&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Aqueles que foram escolhidos por Jesus Cristo para divulgar suas palavras ao mundo inteiro: em primeiro lugar os doze apóstolos e, através da imposição de mãos destes mesmos se tornariam também apóstolos de Cristo – Padres e Bispos – dentre eles o próprio Agostinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;São três os possíveis contestadores do trabalho de Agostinho:  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;a) Os que não entendem: A estes Agostinho nada pode fazer, restando-lhes apenas pedir a Deus que lhes “ilumine” (alusão a sua doutrina da iluminação) pois, segundo ele o entendimento de tais conhecimentos só são possíveis através da misericórdia divina.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;O que seria, no entanto, a doutrina da iluminação agostiniana?&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-top: 0.21cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Em sua obra &lt;i&gt;Solilóquios,&lt;/i&gt; Agostinho define qual é a luz que ilumina o pensamento do homem&lt;i&gt;(I VI,12). &lt;/i&gt;Podemos afirmar que primeiramente esta doutrina afirma que da mesma maneira que o olho, para enxergar os corpos necessita da luz; o pensamento para encontrar a verdade necessita também de uma luz. Entretanto, da mesma forma que a luz do sol permite enxergar os corpos, Deus é a fonte da luz que permite ao pensamento encontrar a verdade. Agostinho formula tal doutrina baseado nas idéias platônicas, onde a idéia do bem ilumina todas as idéias inteligíveis. Além disso,  Agostinho aproveita de tal doutrina platônica que tal luz é o princípio de tudo e causa da existência de todas as coisas e juntamente com a inspiração divina do Evangelho de S. João, cria sua doutrina estabelecendo que Deus é a fonte de todo conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-top: 0.21cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-top: 0.21cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Dessa forma, a doutrina da iluminação separa o que é inteligível por si e que ilumina a tudo e o que é iluminado e inteligível por outro. (S&lt;i&gt;olilóquios I,8,15). &lt;/i&gt;Tal doutrina é uma metáfora, onde ele a utiliza para demonstrar que Deus é essencialmente e verdadeiramente a luz que ilumina a tudo e todos; o sol e sua luz são demonstrados em sentido figurado, porém não transmitem e nem possuem o que seja verdadeiramente a luz. Segundo Gilson a dificuldade desta doutrina é definir o que compete a Deus e ao homem no ato do conhecimento &lt;i&gt;(GILSON, 164)&lt;/i&gt;. O homem, ainda segundo ele, de acordo com esta doutrina possui um intelecto independente de Deus, ou seja, Agostinho  faz questão de separar o intelecto de Deus do intelecto humano que é iluminado pelo intelecto divino. Definidos assim o que seja um e outro, tal dificuldade encontra-se superada.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-top: 0.21cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&amp;nbsp;O pensamento humano é caracterizado por Gilson como &lt;i&gt;luz natural (GILSON, 166), &lt;/i&gt;definição não dada por Agostinho porém não distorce seu pensamento. Essa luz  recebe outra luz maior mostrando que a verdade não é fruto de algo sobrenatural, pelo contrário, ela é uma característica do intelecto humano, único capaz de receber tal iluminação. Nosso intelecto e sua luz natural em nada se misturam com a ordem sobrenatural, todas elas foram criadas por Deus, portanto, estes agem de acordo com a natureza humana. A ação da iluminação é, para Gilson, de justamente ajudar o intelecto a pensar a verdade, uma iluminação presente a todos os homens em qualquer momento.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-top: 0.21cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;b) Os que entenderam, mas ao aplicar o conhecimento não conseguem desvendar as obscuridades das Escrituras: Estes irão considerar o trabalho de Agostinho ineficaz e sem valor e o que é pior, irão afirmar a outros que tal empresa de Agostinho não irá servir a ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; margin-top: 0.21cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;c) “Os iluminados”, ou seja, aqueles que acreditam que receberam o dom de Deus para interpretar as Escrituras sem seguir as normas que Agostinho irá determinar: A estes que se julgam “escolhidos por Deus”, e portanto, consideram as normas agostinianas supérfluas, Agostinho faz questão de destacar que por mais “especiais” que sejam, tiveram em alguma parte da vida que aprender pelo menos o alfabeto, isto é, seja qual for o dom recebido jamais deve-se esquecer que não se faz nada sozinho ou sem a ajuda de outros. A resposta de Agostinho baseia-se em três fatos onde homens importantes e de valor, ainda assim eram necessitados de instrução para que pudessem colocar seus dons a serviço.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Assim, vemos que S. Agostinho possui consigo uma autoridade que não foi usurpada nem tão pouco auto-atribuída , mas sim, designada pelo próprio Cristo por meio de seus apóstolos.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Logo em seguida Agostinho trata do valor da &lt;u&gt;mediação humana&lt;/u&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;, por perceber que muitos dos que se auto-intitulavam “inspirados” por Deus para interpretar as Escrituras não aceitavam qualquer tipo de instrução humana. Desta forma, Agostinho ressalta a importância do homem no projeto de Deus para o mundo, destacando – mais uma vez – exemplos retirados das próprias Escrituras como a conversão de Paulo (At 9,3-7) e a instrução de Pedro a Cornélio (At 10,1-48)para ratificar aquilo que a Escritura ensina que o “O templo de Deus é santo e esse templo sois vós” (1 Cor 3,17), ou seja, se o corpo do homem é o templo do Espírito Santo (1 Cor 6,19) este não pode – e nem deve -  ser apenas um coadjuvante na história da Salvação do homem por Deus, mas sim que Deus torna-o também protagonista neste papel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;A humildade, portanto, deve ser uma característica de todo aquele que examina as Escrituras, pois, da mesma forma como ensina a outros que não compreendem, ele também é ensinado, por mais “iluminado” que seja em algum momento de sua vida, não sendo possível uma auto erudição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-5273970816187333706?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/5273970816187333706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/07/doutrina-crista-comentario-sobre-o.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5273970816187333706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5273970816187333706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/07/doutrina-crista-comentario-sobre-o.html' title='A Doutrina Cristã - Comentário sobre o prólogo da obra de S. Agostinho'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TD3GvSHk1VI/AAAAAAAAAMc/LX4jgIRNnt4/s72-c/1239493061020_bigPhoto_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-2029850737418733578</id><published>2010-06-09T16:46:00.001-03:00</published><updated>2010-06-09T16:47:47.099-03:00</updated><title type='text'>O que estamos fazendo?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TA_sUaBwbII/AAAAAAAAAME/cPHXHX1_kno/s1600/1268905926_60493955_1-Fotos-de--LIVRO-A-Condicao-Humana-Hannah-Arendt.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TA_sUaBwbII/AAAAAAAAAME/cPHXHX1_kno/s200/1268905926_60493955_1-Fotos-de--LIVRO-A-Condicao-Humana-Hannah-Arendt.jpg" width="132" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raramente fazemos este tipo de pergunta a nós mesmos, um dos vários motivos para que isso aconteça pode estar no enorme orgulho humano de achar que está sempre fazendo a coisa certa. Costuma-se fazer este tipo de pergunta ao outro, aquele que vemos que está “errado”, que certamente irá se dar mal ao final de uma ação qualquer. Enfim, a pergunta continua no ar: o que estamos fazendo?&lt;br /&gt;Hannah Arendt, no prólogo de seu livro A condição humana&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;1&lt;/span&gt;, pretende fornecer uma das muitas respostas a esta pergunta, que apesar de simples em sua formulação a resposta para ela não é – e nunca foi!!!! - algo tão fácil de se responder. Contudo, se ela não se sentiu capaz de fornecer uma resposta cabal a esta pergunta tão complexa em seu livro eu também não responderei, porém não posso negar o convite de refletir sobre ela e, principalmente sobre o caminho que a autora percorreu em seu valioso prólogo até chegar a esta pergunta.&lt;br /&gt;Segundo Arendt, o envio de um satélite&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;2&lt;/span&gt; e a sua permanência na órbita da terra durante alguns dias foi fundamento que o homem precisava para que, em um futuro distante, pudesse viver fora deste planeta. Entretanto, esta conclusão deveria estar em último plano, pois havia outras coisas mais importantes para se comemorar, como por exemplo, o estágio tecnológico avançado sobre o qual o homem havia chegado, destacando assim a força criadora do homem. Ela destaca ainda que desde Platão, que afirmara que o corpo humano é a prisão da alma impedindo-o de contemplar o mundo das idéias, o homem traz consigo esta idéia de libertar-se deste mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande problema para o homem é que este mundo e suas características é, deveras, singular em toda a galáxia. Nenhum outro planeta oferece as condições necessárias de sobrevivência que um ser humano necessita para viver. A pergunta é: Porque então abandoná-lo? Para que? Seria porque o homem quer sempre evoluir, dar um passo além, ultrapassar a si mesmo repetindo ainda que de forma distante, a história bíblica do pecado de Adão e Eva que foram expulsos do paraíso por comerem o fruto proibido, atraídos pelo discurso da serpente que dizia: &lt;i&gt;“ ... no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses (grifo meu), conhecedores do bem e do mal.”&lt;/i&gt; (Gen 3,5)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TA_sd8SPC1I/AAAAAAAAAMM/lPdbz8y-h0Y/s1600/Forbidden_fruit_650x285.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TA_sd8SPC1I/AAAAAAAAAMM/lPdbz8y-h0Y/s320/Forbidden_fruit_650x285.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Qual seria a causa do pecado original: a fala da serpente, que seduziu Adão e Eva ou a falta de&amp;nbsp; reflexão?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pergunta que me surge é a seguinte: Em que mundo viveríamos se Eva refletisse antes de comer a maçã? Da mesma forma, qual seria o destino dos homens se Adão tivesse refletido e negado quando lhe foi oferecida a fruta? Pode-se perceber que, vivemos uma época em que todos pedem incessantemente um mundo melhor, onde não exista violência e conseqüentemente tenha paz; porém enquanto muitos pensam nas mais variadas formas, é no exercício da reflexão que poderemos mudar o mundo. Fazendo com que esta prática seja constante desde as primeiras séries até a conclusão do ensino médio.&lt;br /&gt;O problema é que a reflexão é um perigo para aqueles que governam o país; imaginem se todos os brasileiros refletissem antes de votar, ao invés de uma pequena parte. E por mais que pareça absurdo o que digo, os resultados estão aí para provar: será que quem votou em Clodovil (que Deus o tenha!), Frank Aguiar, Netinho de Paula, Paulinho da força, entre outros que da até arrepio lembrar, será que houve reflexão nestes votos? Algum leitor pode me contestar se me disser qual projeto estes os quais citei foi levado para votação, projeto esse útil ao povo? A política une-se de certo modo ao avanço científico, que torna os homem “deus”, dando a ele a esperança de um dia fixar morada fora deste mundo que é, segundo Arendt “a própria quintessência da condição humana” (ARENDT, 10). Afinal, este mundo está sendo tomado pelas máquinas, que facilitam a vida dos seres humanos, mas por outro lado, danificam e poluem a natureza. Qual o benefício? Pode ser este, enfim, o motivo, previsto pela autora que impele o homem a preferir viver de forma artificial em outro planeta a viver neste de forma natural: a degradação do planeta. Este é o preço a ser pago por tamanha evolução, onde máquinas substituem humanos com suas linguagens cada vez mais complicadas e obscuras, reservadas a poucos, transformando o homem em &lt;i&gt;“criaturas desprovidas de raciocínio, a mercê de qualquer engenhoca tecnicamente possível...”&lt;/i&gt; (ARENDT,11).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="goog_576287312"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_576287313"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TA_tBGWHGMI/AAAAAAAAAMU/BLiQj68hW20/s1600/bomba-atomica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="177" src="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TA_tBGWHGMI/AAAAAAAAAMU/BLiQj68hW20/s320/bomba-atomica.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;O que estamos fazendo? Será que os países que enriquecem o urânio refletem sobre isso? Parece que não, e o pior de tudo é que a falta de reflexão deste, faz com que os outros países fiquem em alerta, preparados sempre para o pior. Arendt, lembra que esta mesma política conciliadora que procura acalmar os ânimos dos países envolvidos no enriquecimento de urânio, são os mesmos que o utilizaram em prol da destruição que agora eles querem evitar. Arendt (pg.12), destaca que os cientistas não refletiram que ao criar a fórmula para sua criação, esqueceram que eles seriam os últimos a serem consultados sobre a forma que ela deveria ser utilizada. &lt;br /&gt;E é por isso que a ciência precisa da filosofia, muito mais do que a filosofia precise da ciência. E mais, chego a conclusão de que uma reflexão pode ser capaz de salvar uma vida. &lt;br /&gt;Quer salvar uma? Comece agora, refletindo sobre esta pergunta: o que você está fazendo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;1 - Ed. Forense Universitária. 10° Ed. Rio de Janeiro&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;2 - Ela se refere ao lançamento do satélite SPUTNIK, em 4 de outubro de 1957 pela União Soviética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-2029850737418733578?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/2029850737418733578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/06/raramente-fazemos-este-tipo-de-pergunta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/2029850737418733578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/2029850737418733578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/06/raramente-fazemos-este-tipo-de-pergunta.html' title='O que estamos fazendo?'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/TA_sUaBwbII/AAAAAAAAAME/cPHXHX1_kno/s72-c/1268905926_60493955_1-Fotos-de--LIVRO-A-Condicao-Humana-Hannah-Arendt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-6821610048859414604</id><published>2010-05-10T14:34:00.000-03:00</published><updated>2010-05-10T14:34:03.645-03:00</updated><title type='text'>A solidão de Friedrich Nietzsche</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S-g-9oGuGmI/AAAAAAAAALY/lwAwv-0s9XM/s1600/solidao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S-g-9oGuGmI/AAAAAAAAALY/lwAwv-0s9XM/s320/solidao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Não é fácil estar solitário, seja qual for o tipo de solidão em que se encontre ela sempre nos coloca contra nós mesmos. Pois, ninguém fica sozinho por punição a si próprio, mas por uma escolha; escolha essa que deverá defender, pois esta opção o torna feliz. Porém, dentre as várias formas de solidão existentes para se discutir, uma delas chamou-me a atenção ao ler a obra “Humano, demasiado humano” de Friedrich Nietzsche. É a solidão intelectual, ou seja, defender uma idéia seja ela qual for não é uma tarefa fácil, principalmente em um mundo como o nosso que se habituou a aceitar as coisas como são, sem discuti-las ou questioná-las. O prefácio desta brilhante obra traz este sentimento que Nietzsche sentiu na pele, sentimento este que irei discorrer para que quem ainda não leu possa sentir-se convidado a também procurar entender o que ele quer nos dizer. É claro que é apenas uma tentativa, mas que não deixa se ser séria e atenta. Os erros que por acaso surgirem, aceito apontamentos.&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Nietzsche inicia o prefácio de sua obra destacando a grande repercussão que seus escritos produziram, escritos esses que eram caracterizados por clamarem por uma mudança de um pensamento “humano, demasiado humano” que pairava sobre a época. Entretanto, pensar de uma forma diferente tinha um preço: a solidão. Afinal, estes o colocavam – como Nietzsche mesmo afirma – como um “inimigo de Deus”; como então resolver tal problema? Encontrando pessoas com pensamentos semelhantes, compartilhando desta forma o peso que a solidão imprime aqueles que ousam ir contra o pensamento dominante, carregado de valores que sufocam os homens.&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;O que poderia ser o “combustível” que alimenta este pensamento nietzschiano, mesmo se este estiver enganado sobre si mesmo? A vida. Ela, como destaca Nietzsche, requer ilusão para subsistir enquanto vida, pode-se concluir que para ele, uma vida que não almeja nada, que não quer nada e aceita tudo como se apresenta não pode ser considerada como vida.&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Deve ser por este motivo que sua obra é dedicada a aqueles que ele caracteriza como “espíritos livres”, espíritos esses que até então são uma invenção do próprio Nietzsche no sentido de que, por não encontrar pessoas que compartilhem de seu pensamento é isolado da grande maioria da sociedade e refugia-se com estes espíritos que substituem – segundo ele – “os amigos que lhe fazem falta” (p. 21). Torna-se necessário para a Europa de amanhã, de acordo com Nietzsche, o surgimento muito maior destes espíritos livres para que estes não se sintam isolados como ele mesmo sentiu-se em seu contexto. Entre as características destes espíritos estão: a ousadia, a alegria e – a mais importante delas – a existência, diferentemente do “espectro” que é a característica do espírito que acompanha Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S-g_xjojjeI/AAAAAAAAALg/fndAIC5WNMM/s1600/friedrich_nietzsche.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S-g_xjojjeI/AAAAAAAAALg/fndAIC5WNMM/s320/friedrich_nietzsche.jpg" /&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT" class="western" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S-g_xjojjeI/AAAAAAAAALg/fndAIC5WNMM/s1600/friedrich_nietzsche.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica,Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1SZZR-0029C&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;&lt;/style&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Mas, como e em que momento estes espíritos tão desejados por Nietzsche possam surgir? Segundo ele, para que um espírito se torne livre é necessário que este esteja maduro, ou seja, não é de uma forma simples que um espírito qualquer possa tornar-se livre por sua própria vontade, essa liberdade vem através daquilo que Nietzsche denomina como a “grande liberação” (p.22); sua chegada acontece quando menos se espera, entretanto, quando ela chega pode-se perceber a sua presença, pois, ela transforma o homem de uma maneira radical. A partir desta liberação o homem não possui mais em si o desejo de voltar, de olhar para trás, pelo contrário, tal liberação preenche o homem de forma que este somente preocupa-se em desvendar e conhecer a fundo este mundo até então desconhecido para ele. E que mundo seria este? Este mundo novo do qual ele agora conhece é totalmente o oposto daquilo que ele até agora conhecera, tudo o que ele amava neste mundo não importa mais, chegando a ponto de ser vergonhoso para ele  ter feito parte deste mundo que agora despreza. A saída deste mundo é, segundo Nietzsche, uma vitória, não se sabe contra quem, mas, o simples abandono deste mundo mostra que esta vitória não deve ser desprezada. Por que?&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 2.4  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;Porque, a partir desta liberação o homem não mais é determinado pelo exterior que continuamente o condiciona, mas sim, ele agora é que irá se auto-determinar, dominará em vez de ser dominado e decidirá os valores que irá seguir, sem dogmas ou leis impostas de fora, mas sim criados exclusivamente por ele. Os valores, neste ponto, perdem suas características até então determinadas pela história, o bem e o mal agora serão determinados por cada homem que liberta-se da dominação e que agora torna-se livre. Em suma o homem é, segundo Nietzsche, “senhor de si e de suas próprias atitudes” (p.25).&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-6821610048859414604?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/6821610048859414604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/05/solidao-de-friedrich-nietzsche.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6821610048859414604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6821610048859414604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/05/solidao-de-friedrich-nietzsche.html' title='A solidão de Friedrich Nietzsche'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S-g-9oGuGmI/AAAAAAAAALY/lwAwv-0s9XM/s72-c/solidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-4161722037653059553</id><published>2010-01-31T22:23:00.000-02:00</published><updated>2010-01-31T22:23:12.887-02:00</updated><title type='text'>José Serra X APEOESP: Ponto para o Governador (infelizmente!!)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S2YeJTuvspI/AAAAAAAAAKo/zIj-bCiq9n8/s1600-h/logo_aeoesp_final_menor.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S2YeJTuvspI/AAAAAAAAAKo/zIj-bCiq9n8/s320/logo_aeoesp_final_menor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S2YeDFKD89I/AAAAAAAAAKg/mFMOzFWsvYE/s1600-h/serramira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S2YeDFKD89I/AAAAAAAAAKg/mFMOzFWsvYE/s200/serramira.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Até que ponto um sindicato deve ir em busca dos interesses de seus associados?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual é a verdadeira missão de um sindicato?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que eu, um professor recém-formado, não tenha ainda muito que falar sobre a história de luta entre os professores e o Estado por melhores condições de trabalho e salário – lutas essas que perduram e que parecem não ter fim – não poderia deixar de diagnosticar uma falha (se é que, com a minha pequenez, seja capaz disso!) até certo ponto grave do sindicato dos professores, a APEOESP, no que diz respeito à avaliação dos professores feita pelo Estado para o cargo de professor temporário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De início, a prova tinha um caráter classificatório, isto é, o governo do Estado de São Paulo estipulou uma pontuação mínima dos professores que almejam este cargo no ano de 2010. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo de início a APEOESP, se colocou contra esta posição do governo em classificar os professores pelo seu conhecimento, só não consigo entender o porquê....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No site do sindicato, o “fax urgente nº1” , de 11/01/2010 (http://apeoespsub.org.br/fax_urgente_2009/frame09.html), o sindicato conclama os professores a se reunirem para barrar o caráter eliminatório do provão, alegando dois motivos: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A falta de tempo para uma bibliografia extensa;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- e a possível anulação ou que a mesma prova tenha caráter classificatório.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E justamente neste ponto encontra-se uma dúvida que em mim não se desfaz: qual é na realidade o objetivo do sindicato? Pois em um primeiro momento a prova é injusta pela sua bibliografia, porém, se o caráter da mesma prova tornar-se classificatório a bibliografia já não se torna um problema, mas sim uma solução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De antemão gostaria de deixar claro que, não defendo aqui um lado ou outro e sim, procuro entender o que é melhor para nós professores e acima de tudo os alunos, nos quais não se tem pensado e logo direi o porquê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta forma, em minha simples opinião, a APEOESP enquanto sindicato falhou e pior do que isto deu a resposta que o Governo do estado de São Paulo queria, sabia, mas não gostaria de dizer isso por si mesmo através do seu secretário de educação, Paulo Renato e sim por meio da uma prova eliminatória. Mas como?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A insistência pela anulação da prova por parte do sindicato alegando um direito a todos por emprego não se fundamenta por que não estamos lidando com uma matéria prima qualquer, mas sim lidando com o futuro do estado e logo do país: os alunos. E para que este futuro beneficie a todos – inclusive a nós professores – faz-se necessário professores bem preparados, bem pagos e principalmente entusiasmados com sua profissão, mesmo ela apresentando todos os seus perigos e dificuldades; afinal, vemos e vimos já a algum tempo o quanto os professores vêem sofrendo com a rebeldia dos alunos, pelo menos é o que se diz....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por que afirmo isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque a APEOESP conseguiu o que tanto queria, conseguiu que a prova antes eliminatória fosse classificatória, e o principal: o governo aceitou, sem problemas, nem discussões, sem greves, adivinhem o motivo? Eles receberam a resposta desejada, pois viram a quantidade de professores que tiveram um desempenho pífio nesta prova e só conseguiram o tão sonhado “cargo” com os pontos – que não consigo entender a forma de contar tais pontos – que os professores obtêm com o tempo de serviço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem ganhou esta briga? Estado e professores. O Estado porque percebeu a incapacidade dos professores (é claro que não são todos) que estão em seu quadro e descobriu onde se encontra a fonte do problema: a falta de conhecimento dos mesmos. O professores ganharam, principalmente os que não conseguiram um bom desempenho na prova outrora eliminatória e que agora possuem um rendimento a mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem perdeu esta briga? Estado, professores e alunos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Estado porque percebe que têm muita coisa a fazer se tiver realmente como objetivo mudar para melhor o ensino dentro do Estado de São Paulo abandonado por este mesmo governo – e é bom que isto seja destacado – nesta dinastia do PSDB em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os professores porque possuem agora uma categoria enfraquecida e principalmente desmoralizada perante a sociedade que têm nos professores uma saída para o futuro de seus filhos. Não deixando de deixar também registrado que muitos professores que ultrapassaram a meta dos quarenta pontos exigidos na prova outrora eliminatória e que agora sendo classificatória, muitos serão prejudicados pelo fato de que aqueles que não estariam classificados agora estão e o pior de tudo, ocupando o lugar de um colega com conhecimento e vontade de trabalhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os alunos, estes sim os maiores perdedores, pois terão um ano difícil, bem difícil.....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que tem a ver este assunto com filosofia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois eu me pergunto: no âmbito moral, foi correta a atitude do sindicato?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que não, foi sim um moralismo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moral enquanto atitude individual de cada pessoa, de acordo com a moral kantiana, que preza uma atitude com âmbito universal certamente não existiu, o que existiu foi um moralismo, isto é, o julgamento do que se deveria fazer pelos outros, como afirma André Comte-Sponville:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;“O que devo fazer?e não: “ O que os outros devem fazer?É o que distingue a moral do moralismo. (Apresentação da Filosofia, p.20).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-4161722037653059553?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/4161722037653059553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/01/jose-serra-x-apeoesp-ponto-para-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4161722037653059553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4161722037653059553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/01/jose-serra-x-apeoesp-ponto-para-o.html' title='José Serra X APEOESP: Ponto para o Governador (infelizmente!!)'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S2YeJTuvspI/AAAAAAAAAKo/zIj-bCiq9n8/s72-c/logo_aeoesp_final_menor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-3480599206510214401</id><published>2010-01-08T21:29:00.008-02:00</published><updated>2010-01-08T21:46:48.549-02:00</updated><title type='text'>A moral religiosa seria capaz de orientar a sociedade?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S0fDFN3N88I/AAAAAAAAAJc/fKlhB0ZY5iU/s1600-h/moises1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 294px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424518770579076034" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S0fDFN3N88I/AAAAAAAAAJc/fKlhB0ZY5iU/s320/moises1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passamos por mais um natal que, para muitos, é um tempo de reflexão, de amor, amizade, enfim todas aquelas coisas bonitas que a grande maioria das pessoas vê aflorar nesta época do ano. Porém, estes sentimentos suscitados somente surgem de uma forma mais intensa nesta época e por que? Será que o tempo de reflexão, de amor, de amizade só devem ser praticadas no mês de dezembro? E o que se faz nos outros onze meses do ano? Ódio, ações movidas por impulsos e inimizades?&lt;br /&gt;Acredito que a causa desta “mudança” de comportamento da maioria das pessoas deve-se a influência da religião cristã, afinal, é nesta época do ano que se comemora o nascimento de Jesus Cristo. A lembrança da encarnação do Filho de Deus traz aos cristãos uma nova esperança sobre as dificuldades que cotidianamente os assolam e, mais do que isso, a certeza de que Deus está com eles, que não os abandona; prova disto é o envio do seu único filho para salvar os Homens.&lt;br /&gt;Seria a religião – seja ela qual for – com a sua respectiva moral, a solução para os problemas da ausência de uma moral entre os homens? Se tomarmos como exemplo a religião cristã veremos que alguns dos que a praticam e seguem-na não agem de acordo com os seus mandamentos; porém, e este é o tema que gostaria de refletir é que é justamente a religião a responsável pela conversão de muitas pessoas que “sofriam” devido à ausência de uma moral e a partir dela possuem a oportunidade de viver uma nova vida. Será esse o principal papel da religião, isto é, o de re-socializar aqueles que a sociedade com suas leis não consegue fazer que sejam cumpridas?&lt;br /&gt;Certamente alguém conhecido seu ou até você mesmo(a) que lê este texto, teve uma vida transformada pelo auxílio da religião, um ex-alcóolatra, um ex-drogado e também aquele que abandona uma vida marcada pela criminalidade pela vida “religiosa”. A forma como essa mudança acontece é descrita muitas vezes como um milagre ou como um “chamado” de Deus que chama este ou aquele homem a mudar o seu comportamento, a sua forma de vida, e a partir deste milagre ou encontro com Deus a vida outrora considerada pecadora é abandonada e em seu lugar surge uma vida “santa”, isto é, com comportamentos santos.&lt;br /&gt;E qual a fonte deste novo comportamento santo e religioso do homem? A Palavra Divina, as Sagradas Escrituras que com os seus mandamentos ordenam a vida do homem, mostrando a ele o que este deve ou não fazer, e tais comportamentos devem ser seguidos a risca porque não foram criados por um homem mas, sim por Deus. Podemos concluir desta forma, que Deus é a fonte da moral humana?&lt;br /&gt;Para que possamos chegar em um ponto satisfatório que nos permita responder – ou chegar próximo – a esta pergunta procuremos analisar a forma com que um grupo de cristãos costuma tratar a moral religiosa: os evangélicos. Se uma coisa que se deve considerar de grande valia por parte destes é a capacidade de conversão daqueles que ainda não possuem uma religião ou que ainda não se encontraram em alguma, com bordões clássicos como, por exemplo: “você já aceitou Jesus?” e pregando uma conduta totalmente diversa da doutrina católica, baseando-se principalmente nas idéias de Martinho Lutero como o livre exame da bíblia e a certeza da salvação por Deus, algumas igrejas impõem regras severas de conduta para aqueles que a seguem transformando a vida deste recém-convertido de forma radical.&lt;br /&gt;E é neste ponto que fica latente o objetivo no qual queremos chegar, pois, apesar de “comungarem” de um mesmo ponto de vista, ou seja, a aversão aos dogmas católicos, cada denominação evangélica segue a doutrina estabelecida por seu fundador que interpreta as palavras de Jesus a seu modo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S0fAjM4i-0I/AAAAAAAAAJM/k0pvR6fhgr4/s1600-h/15576989_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 194px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424515987177405250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S0fAjM4i-0I/AAAAAAAAAJM/k0pvR6fhgr4/s320/15576989_1.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, em um ponto elas novamente voltam a interligar-se: aqueles que se convertem devem esquecer os erros cometidos antes da conversão porque “Deus quer” e mais, tudo aquilo que ele for fazer, todos os seus movimentos devem, antes de tudo, estar de acordo com a bíblia, isto é, com a Palavra de Deus. Se a ação for “aprovada por Deus” deve ser feita, caso contrário, a sua ação culmina em pecado.&lt;br /&gt;Entre as mais variadas ações de Deus na vida dos homens estaria também a de impor uma moral aos homens de forma arbitrária? O que é certo fazer é aquilo que Deus quer?&lt;br /&gt;Ao meu ver não...&lt;br /&gt;E digo o porque!&lt;br /&gt;Se a bíblia mesmo afirma que Deus é amor (1Jo 4,16), ela nos mostra que a vontade de Deus não age de forma arbitrária em nossa vida, porém, é preciso ratificar que o fundamento da moral seria, seguindo esse raciocínio, o amor; pelo contrário, a base da moral religiosa é o amor de Deus. Assim, ao agirmos com amor, estamos agindo conforme Deus quer, percebe-se, portanto o erro que muitas denominações religiosas cometem ao “engessar” a visão do homem criando nele uma visão de um Deus como um Juiz autoritário que não permite ao homem descobrir por si mesmo como ele deve agir.&lt;br /&gt;A religião, portanto, não deve ser utilizada como um freio moral para transformar os atos do homem; é preciso que o homem tenha consciência do que é, quem é, resolver-se enquanto ser humano para depois ir ao encontro de Deus e agir conforme o seu amor. Infelizmente, não temos pessoas transformadas pela ação de Deus, o homem antigo e “pecador” ainda está lá, como um animal preso e esperando o momento para se soltar e voltar a atacar; é necessária uma conscientização do homem do seu papel enquanto ser humano e por isso a grande importância da filosofia neste contexto. É ela que irá auxiliar o homem, a saber, o que deve fazer enquanto ser racional, que tem algo que os animais não possuem que é a capacidade de julgar, compreender e escolher entre o certo e o errado. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-3480599206510214401?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/3480599206510214401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/01/moral-religiosa-seria-capaz-de-orientar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/3480599206510214401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/3480599206510214401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2010/01/moral-religiosa-seria-capaz-de-orientar.html' title='A moral religiosa seria capaz de orientar a sociedade?'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/S0fDFN3N88I/AAAAAAAAAJc/fKlhB0ZY5iU/s72-c/moises1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-8438915558080297309</id><published>2009-12-22T21:33:00.006-02:00</published><updated>2009-12-22T21:53:22.857-02:00</updated><title type='text'>A Moral em nossos dias...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SzFXb2uE_rI/AAAAAAAAAII/x902c737lg0/s1600-h/Kant.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 204px; FLOAT: left; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418207962760281778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SzFXb2uE_rI/AAAAAAAAAII/x902c737lg0/s320/Kant.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal” Kant&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a sociedade em que vivemos está cada vez mais intolerante e conseqüentemente violenta um dos motivos apontados que ocasionariam tais atitudes seria a ausência de uma moral que possa regular as atitudes dos homens e mulheres que vivem nesta sociedade. Entretanto, uma dúvida me incomoda: estaria mesmo ausente essa moral? Pois, a cada escândalo que presenciamos – e que estão cada mais presentes nos telejornais – algumas pessoas, na maioria os mais vividos, dizem que isso é resultado de um mundo que perdeu o respeito e a moral dos tempos passados. Convido, então a você caro leitor a refletirmos sob o olhar de Immanuel Kant se realmente a sociedade em que vivemos possui esta ausência de uma moral, e se assim for que possamos descobrir onde ela se encontra – se for realmente possível determinar um local – ou, ao contrário se é o homem em sua própria opção que abandona a responsabilidade de seus atos e pratica-os ao seu bel-prazer.&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa gostaria de me desculpar pela ausência no mês de novembro, porém tal ausência tem um motivo: o fim de minha graduação em Filosofia e que tomou uma grande parte do meu tempo. Agora, com tudo resolvido espero normalizar as postagens neste blog.&lt;br /&gt;Kant, em seu livro Fundamentação da Metafísica dos Costumes, afirma que nada neste mundo ou até fora dele pode ser considerada como boa, menos uma: a Boa Vontade. Ele afirma ainda que mesmo os melhores talentos do espírito como a coragem e a perseverança podem ser caracterizadas como bons se comparados com a Boa Vontade. Mas o que seria esta Boa Vontade?&lt;br /&gt;A Boa Vontade é boa porque ela é em si, ou seja, ela é absoluta; ela enquanto tal não busca nada nem possui finalidade alguma. Desta forma, a Boa Vontade de Kant não depende de inclinação alguma, sem reservas. Sendo assim, uma ação que possui em si alguma inclinação - seja ela qual for - não pode, segundo Kant, ser considerada boa.&lt;br /&gt;A partir desta conclusão e trafegando pelo pensamento kantiano, vemos que ao nosso redor temos várias ações que em princípio parecem ser boas, no entanto, se partirmos da ética kantiana veremos que elas não seriam tão boas assim. Tomemos como exemplo a imagem abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 412px; DISPLAY: block; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418209137801763906" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SzFYgQFzHEI/AAAAAAAAAIQ/sowxZH07urE/s320/foto-a0168.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O cúmulo da moral moderna, a contribuição para uma creche está condicionada&lt;br /&gt;ao comportamento de terceiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Após ver essa imagem uma coisa com certeza lhe vem à cabeça: “eu já vi tal mensagem em algum lugar”, e é verdade! Em uma sociedade que não respeita o espaço do outro, a propriedade do outro, a saída que alguns proprietários encontram é a de amolecer os corações dos “srs. Pichadores”. Veja que, o dono deste estabelecimento em questão – e todos os outros – começa seu aviso com tratamento muito respeitoso: chama os pichadores de “senhores”. Definitivamente as coisas estão de “cabeça para baixo”, afinal costuma-se chamar de senhor o seu pai, o seu patrão ou uma pessoa que possui muito mais experiência de vida do que você. Entretanto, para que alguém possa economizar na lata de tinta ele precisa caracterizar o fora da lei de “senhor” e – o que é pior – precisa provar para ele que se eles contribuírem com o ele, o referido irá destinar uma parte de seus lucros com uma obra de caridade; na maioria das vezes uma creche.&lt;br /&gt;Com isso fica difícil saber o que é pior: se a atitude do proprietário de uma parede limpa que implora através de um quadro para que não sujem a sua parede, ou ainda a forma com que o mesmo proprietário descobre para sensibilizar os pichadores: doando dinheiro. Surge assim uma pergunta: a doação deste proprietário somente pode ser feita se terceiros contribuírem com ele? Se partirmos da ética de Kant veremos que a ação deste proprietário jamais pode ser considerada como uma boa vontade pelo simples fato de que a sua contribuição não foi feita porque ele sabe que precisa que tal contribuição seja feita, mas sim se os “senhores pichadores” colaborarem com a limpeza de sua parede.&lt;br /&gt;Mas qual seria a solução para este problema? Segundo Kant, conforme colocado logo no início deste post é agir como se a minha ação tivesse um caráter universal, ou seja, é entender que a cada ato meu todas as pessoas do mundo fizessem o mesmo. É a ação “por dever”, ação essa que é orientada por uma lei moral e que é fornecida pela razão do homem. Isto é, as ações humanas não devem trazer consigo um caráter emocional, ou seja, ele qual for, mas sim segundo os seus princípios, princípios esses chamados de imperativos. Estes princípios podem ser caracterizados como hipotéticos e categóricos.&lt;br /&gt;Os princípios hipotéticos são os princípios assumidos por aquelas pessoas que agem conforme o exemplo dado da placa contra a pichação, ou seja, é uma ação que visa um fim, por exemplo: eu doei o dinheiro para esta ou aquela instituição se não picharem a minha parede. O imperativo categórico, ao contrário, age sem um fim específico, é a ação por dever, como por exemplo: respeitar os pais, os mais velhos, o próximo etc.Sem que esta ação tenha um fim a obter, isto é, os pais têm que ser respeitados por que eles devem ser respeitados e nada mais.&lt;br /&gt;Assim, vemos que a moral que parecia perdida no início de minha postagem é uma responsabilidade de cada um de nós. Infelizmente, a grande maioria de nossas ações está condicionada a um objetivo pessoal e não por que elas precisam ser feitas. Com o retorno da Filosofia aos currículos escolares surge uma luz no fim do túnel, surge uma esperança de que as próximas gerações possam trazer consigo um pouco da ética de Kant tão necessária e ao mesmo tempo, tão esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-8438915558080297309?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/8438915558080297309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/12/moral-em-nossos-dias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8438915558080297309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8438915558080297309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/12/moral-em-nossos-dias.html' title='A Moral em nossos dias...'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SzFXb2uE_rI/AAAAAAAAAII/x902c737lg0/s72-c/Kant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-4517102480118245513</id><published>2009-10-28T16:09:00.004-02:00</published><updated>2009-10-28T16:29:56.852-02:00</updated><title type='text'>Golpe de Estado em Honduras?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SuiLmSb2GDI/AAAAAAAAAHY/AcI5g-Ee9Xg/s1600-h/0926660.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SuiLmSb2GDI/AAAAAAAAAHY/AcI5g-Ee9Xg/s320/0926660.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397717643303458866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ao lermos este artigo perceberemos que, o sonho da volta ao poder de Manoel Zelaya está distante de acontecer não por "medidas golpistas", mas por seus erros cometidos a constituição hondurenha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segue abaixo um artigo bastante elucidativo sobre o motivo de um possível golpe de Estado cometido por Roberto Micheletti que depôs o então presidente hondurenho Manuel Zelaya do poder. Achei interessante postá-lo, pois o que vimos sobre este caso é totalmente o oposto do que afirma Cícero Harada, que além de advogado é conselheiro da OAB.&lt;br /&gt;Este artigo foi retirado do site www.montfort.org.br&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Julho de 2009:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Golpe de Estado em Honduras”. É a manchete de todos os meios de comunicação. Afinal, o que está ocorrendo? Desde março, o presidente Manuel Zelaya resolveu propor um plebiscito para que assembléia constituinte possibilitasse, entre outras alterações, a reeleição de presidente. Tanto o Congresso Nacional como a Corte Suprema de Justiça, posicionaram-se contra a proposta.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 23 de junho, o Congresso aprovou lei que proíbe a realização de referendos ou plebiscitos 180 dias antes ou depois de eleições gerais, interceptando os planos de Zelaya.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em virtude disso, o general Romeo Vasquez, chefe do Exército, e demais comandantes militares resolveram não entregar as urnas para votação “para não desrespeitar a lei”. O presidente Zelaya destituiu general Vasquez da chefia. Os chefes da Marinha e da Aeronáutica renunciaram em protesto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O presidente e seus simpatizantes entraram em uma base militar e retiraram as urnas lá guardadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Corte Suprema decidiu favoravelmente à reintegração do gerneral Vasquez no cargo de chefe do Exército. O presidente Zelaya afirmou que não obedeceria a decisão, porque “a corte, que apenas faz justiça aos poderosos, ricos e banqueiros, só causa problemas para a democracia."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;No dia 28, Zelaya foi preso pelo exécito  por ordem da Corte Suprema, por ter desobedecido a ordem judicial de não realizar a consulta.&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Congresso leu carta de renúncia atribuída a Zelaya e desmentida por este e empossou como presidente interino, Roberto Michelleti, até então presidente do Congresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;Honduras teve um longo período de ditadura militar que terminou com a eleição de uma Assembléia Constituinte em 1980, a promulgação da atual Constituição de 1982 (&lt;a href="http://pdba.georgetown.edu/Constitutions/Honduras/hond82.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;http://pdba.georgetown.edu/Constitutions/Honduras/hond82.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), mesmo ano da posse do primeiro presidente eleito, Roberto Suavo Córdova.&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um povo que sofreu longos anos de autoritarismo militar, manifesta da maneira mais clara e contundente em sua Constituição, que optou por uma democracia em que a alternância do poder é mandamento fundamental e intocável. Nada pode ameaçar nem de leve esta característica republicana. A rigidez constitucional nesse ponto barra qualquer pretensão de perpetuação no poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O artigo 239 da Constituição hondurenha prescreve que “o cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apóiem direta ou indiretamente, terão cessados de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Note bem que em Honduras a simples proposição da reforma, visando a um novo mandato faz cessar de imediato o exercício do cargo, o dispositivo não excepciona o cargo de presidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Título VII, Da Reforma e da Inviolabilidade da Constituição, Capítulo I, Da Reforma da Constituição, o artigo 374 prescreve a cláusula pétrea da impossibilidade de reeleição nos seguintes termos: “Não se poderá reformar, em nenhum caso,  o artigo anterior [ trata da reforma da constituição ], o presente artigo, os artigos constitucionais que se referem à forma de governo, ao território nacional, ao prazo do mandato presidencial, à proibição para ser novamente Presidente da República, o cidadão que o tenha exercido a qualquer título e o referente àqueles que não podem ser Presidentes da República no período subseqüente.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;Aqui está evidente a cláusula pétrea que proíbe a reeleição de Presidente da República.&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O artigo 4º é de clareza solar ao definir constitucionalmente o delito contra a alternância do poder: “A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercido por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem subordinação. A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;Evidente que Zelaya não infringiu esta norma, queria e precisava alterá-la.&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Capítulo III, Dos Cidadãos, o artigo 4º estabelece: “A qualidade de cidadão perde-se: (...) 5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, o artigo 238 arrola os requisitos necessários para ser Presidente do seguinte modo: “Para ser Presidente ou Designado à Presidência, requer-se: (...)  3.  Estar no gozo dos direitos de cidadão”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, uma enorme dificuldade constitucional para Zelaya. Talvez a maior blindagem contra a reeleição. A prova do fato, no caso, notório, de conhecimento geral de que promovia e lutava por seu próprio continuísmo, faz perder a cidadania, um dos requisitos essenciais não só para assumir o cargo, mas também para manter-se como Presidente da República.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O artigo 245 esclarece “o Presidente da República detém a administração geral do Estado: são suas atribuições: 1. Cumprir e fazer cumprir a Constituição, os tratados e convenções, leis e demais disposições legais”. (...) “16. Exercer o comando em Chefe das Forças Armadas em seu caráter de Comandante Geral, e adotar as medidas necessárias para a defesa da República;”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Capítulo X, Das Forças Armadas, o artigo 272 dispõe que “As Forças Armadas de Honduras são uma Instituição Nacional de caráter permanente, essencialmente profissional, apolítica, obediente e não deliberante. São constituídas para defender a integridade territorial e a soberania da República, manter a paz, a ordem pública e o império da Constituição, os princípios do livre sufrágio e a alternância no exercício da Presidência da República.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Note-se que o Presidente é o comandante supremo das Forças Armadas. Estas devem obediência ao Chefe de Estado, na medida em que este obedeça a Constituição e, no caso, esta obriga expressamente que as Forças Armadas defenda a alternância do exercício da Presidência da República. No momento em que o presidente pretende a permanência por meio da reeleição, descumprindo as normas constitucionais e decisões da Corte Suprema de Justiça de Honduras, a ordem de prisão emanada por este Tribunal haveria de ser cumprida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os fatos e o conjunto das disposições constitucionais citadas mostram que, em Honduras, não houve golpe de Estado. Hans Kelsen ensinava que o golpe de Estado “instaura novo ordenamento jurídico, dado que a violação do ordenamento precedente implica também na mudança da sua norma fundamental e, por conseguinte, na invalidação de todas as leis e disposições emanadas em nome dela”. Trata-se de poder de fato a impor-se contra a ordem jurídica em vigor, instituindo novo ordenamento. Em Honduras, o modelo bolivariano do presidente foi repelido graças a uma Constituição prenhe de anticorpos a estancar a tentação do continuísmo e do caudilhismo latino-americano. Lá se evitou o golpe e se defendeu a Constituição e a lei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, forças internacionais terríveis levantam-se contra o “golpe de Estado” em Honduras. Da ONU à OEA, passando pela ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas), de Chávez, Lula e Fidel a Hillary Clinton e Obama. Lançam foguetes para matar uma mosca. Não é de hoje que Honduras, um pequeno e fraco país, depende dos Estados Unidos. No século XX, a United Fruits Company e a Standard Fruit Company, companhias bananeiras estabelecidas em Honduras, punham e depunham presidentes, controlavam o Congresso, faziam aprovar leis. Mesmo no início do regime democrático nos anos 80, Honduras permitiu aos Estados Unidos o uso de seu território como base estratégica para ações contra a Nicarágua. A ONU, por decisão unânime dos países –membros, exige a restauração de Zelaya e Organização de Estados Americanos (OEA) dá um ultimato para que o governo interino o reconduza à presidência. E o império? E Obama? E a Constituição de Honduras? E Honduras? Ora, Honduras, ora, ora, a Constituição de Honduras... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;Cícero Harada&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;Advogado, Conselheiro da OAB-SP, Presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB-SP, foi Procurador do Estado de São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-4517102480118245513?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/4517102480118245513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/10/golpe-de-estado-em-honduras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4517102480118245513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4517102480118245513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/10/golpe-de-estado-em-honduras.html' title='Golpe de Estado em Honduras?'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SuiLmSb2GDI/AAAAAAAAAHY/AcI5g-Ee9Xg/s72-c/0926660.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-8536789992443982112</id><published>2009-10-25T21:57:00.007-02:00</published><updated>2009-10-25T22:22:21.211-02:00</updated><title type='text'>Carta sobre a felicidade de Epicuro a Meneceu - 3º parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SuTqlgtSleI/AAAAAAAAAHI/cxXlkilhQMA/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396696183652652514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SuTqlgtSleI/AAAAAAAAAHI/cxXlkilhQMA/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; Nesta terceira parte de nossa reflexão sobre a terceira parte da carta sobre a felicidade de Epicuro para Meneceu faremos uma reflexão sobre sua visão do futuro que, em nossos dias, atribulam tanto as pessoas que estas “esquecem-se” do presente em que vivem. Este esquecimento acontece muitas vezes devido a esperança, ou seja, a fé que a maioria das pessoas possuem em um Deus que certamente não lhes deixaram “na mão”. Entretanto, tal atitude não seria uma forma de fugir de si e da responsabilidade que se tem, colocando-a em algo transcendente? Não que seja errada tal atitude, mas será que não estamos esquecendo do cumprimento também de nossas obrigações, de “arregaçarmos as mangas” e junto com Deus, ou seja, lá o que for que alguém acredite chegarmos a conquista tão almejada?&lt;br /&gt;Depois, falaremos também sobre os prazeres que para Epicuro é a felicidade, contudo não é a prática de todos eles que nos trará a felicidade, muito pelo contrário, faz-se necessária uma moderação. A partir desta pequena introdução, iniciemos nossa reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é totalmente nosso, nem totalmente não nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No início desta terceira parte pode-se notar que, como visto nas partes anteriores, qualquer tipo de preocupação é má, pois ela nos tira qualquer possibilidade de felicidade. Assim, como não se pode ter a certeza do amanhã e de que aquilo que desejamos iremos possuir, a melhor forma de evitar e suprimir esta angústia que permeia  toda a humanidade é viver. Aquele velho jargão que sempre ouvimos cabe perfeitamente nesta parte: “Viver o hoje como se fosse o seu último dia”.&lt;br /&gt;Se pararmos para analisar esta visão de Epicuro veremos que ele tem razão no que diz, afinal, se ficarmos esperando o amanhã que ainda não chegou deixaremos de viver o hoje, perdendo assim, uma oportunidade única que jamais irá se repetir. Ao contrário, se optarmos por esquecer o amanhã e vivermos com intensidade o presente à vida não será em vão, evitando qualquer possibilidade de frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os que são naturais, há uns que são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros, para o bem estar corporal, outros ainda para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda a escolha e toda a recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz: em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Epicuro ao definir o que são os desejos, faz algo genial: utiliza-se da simplicidade, ou seja, existem dois tipos de desejos para ele os naturais e os inúteis. Depois, subdivide os naturais em necessários e apenas naturais; mas porque a genialidade se encontra em sua simplicidade? Vemos em nossos dias, muitas teorias sobre o que querer e como querer, porém uma questão como esta é difícil de se construir e desenvolver pois, o que é necessário para um é inútil para o outro. Epicuro, não entra neste mérito de descrever quais coisas se devem ou não possuir para ser feliz; segundo ele a felicidade consiste na manutenção saudável da vida e é aí que se encontra a genialidade de Epicuro. Com isso ele que afirmar que, seja qual for a sua vida, seja lá no que você acredite ou goste, a felicidade consiste na ausência da dor e do medo, isto é, da perturbação da alma. Que não são os preceitos vindos de fora que tornam o homem feliz, mas sim o tipo de vida que leva: se ela o afasta da dor e do medo, esta pode ser considerada uma vida feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Uma vez que tenhamos atingido este estado, toda a tempestade da alma se aplaca, e o ser vivo, não tendo que ir em busca de algo que lhe falta, nem procurar outra coisa a não ser o bem da alma e do corpo, estará satisfeito. De fato, só sentimos necessidade do prazer quando sofremos pela sua ausência; ao contrário, quando não sofremos, essa necessidade não se faz sentir”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A vida feliz não necessita de prazer, porque ela é o próprio prazer. A procura por qualquer prazer é sinônimo de perturbação para Epicuro. Não que o homem após chegar neste estado de ausência de dor e de medo, deva se acomodar porque como ele mesmo afirma acima, a única coisa que devemos procurar é o bem da alma e do corpo, e nesta busca está incluído tudo aquilo que torna o homem feliz. A acomodação torna-se então um mal, pois ela não procura um bem maior a alma, fazendo assim que sofra e logo, procure pelo prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“É por essa razão que afirmamos que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz. Com efeito, nós o identificamos como o bem primeiro e inerente ao ser humano, em razão dele praticamos toda escolha e toda recusa, e a ele chegamos escolhendo todo bem de acordo com a distinção entre prazer e dor”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O prazer é, desta forma o que conduz o homem à felicidade ou a dor, isto é, são as nossas escolhas que farão a vida feliz ou não. O prazer encontra-se no início da vida feliz, pois é ele que impulsiona o homem a buscar o fim das perturbações e conseqüentemente a manutenção do ser. Ela é também o fim porque uma feliz não procura prazeres, pelo fato de que ela é o próprio prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Embora o prazer seja nosso bem primeiro e inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer: há ocasiões em que evitamos muitos prazeres, quando deles nos advêm efeitos o mais das vezes desagradáveis; ao passo que consideramos muitos sofrimentos preferíveis aos prazeres, se um prazer maior advier depois de suportarmos essas dores por muito tempo. Portanto, todo prazer constitui um bem para sua própria natureza; não obstante isso, nem todos são escolhidos; do mesmo modo, toda dor é um mal, mas nem todas devem ser sempre evitadas. Convém, portanto, avaliar todos os prazeres e sofrimentos de acordo com o critério dos benefícios e dos danos. Há ocasiões em que utilizamos um bem como se fosse um mal e, ao contrário, um mal como se fosse um bem”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aqui vemos que não é qualquer prazer que torna o homem feliz, é preciso distingui-los, mas vemos aqui – como já destacado acima - que Epicuro não aponta quais prazeres são, ele deixa apenas o caminho: o que propõe um bem para natureza do homem é o verdadeiro prazer. Ele quer que o homem pense antes de agir, ou seja, que ele pratique a filosofia; não agindo como a maioria das pessoas de nosso tempo que julga um prazer bom pelo bem que este fez na vida de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Consideramos ainda a auto-suficiência um grande bem; não que devamos nos satisfazer com pouco, mas para nos contentarmos como esse pouco caso não tenhamos o muito, honestamente convencidos de que desfrutam melhor a abundância os que menos dependem dela; tudo o que é natural é fácil de conseguir; difícil é tudo o que é inútil. Os alimentos mais simples proporcionam o mesmo prazer que as iguarias mais requintadas, desde que se remova a dor provocada pela falta: pão e água produzem o prazer mais profundo quando ingeridos por quem deles necessita”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O desprezo por aquilo que se possui é um mal, pois nos leva a sempre desejar não por necessidade, mas, por vaidade e orgulho. Temos em nosso tempo um lema de que tudo o que conseguimos com dificuldade possui o verdadeiro valor, entretanto, para Epicuro é totalmente o contrário, o bem vindo através da dificuldade é totalmente inútil; o motivo de sua inutilidade é que se este fosse um bem verdadeiro viria de forma natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Habituar-se às coisas simples, a um modo de vida não luxuoso, portanto, não só é conveniente para a saúde, como ainda proporciona ao homem os meios pra enfrentar corajosamente as adversidades da vida: nos períodos em que conseguimos levar uma existência rica, predispõe o nosso ânimo para melhor aproveitá-la, e nos prepara para enfrentar sem temos as vicissitudes da sorte”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão de Epicuro nesta terceira parte resume aquilo que nossa sociedade, de forma geral, deveria compreender. Ela caminha na direção contrária do que pede Epicuro, ou seja, busca o luxo e o poder e por este motivo, que ela não é feliz, desencadeando depressões, medos, doenças e tristezas. Com base no caminho proposto por Epicuro, caminhemos rumo ao término de nossa reflexão em nosso próximo post.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-8536789992443982112?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/8536789992443982112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/10/carta-sobre-felicidade-de-epicuro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8536789992443982112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8536789992443982112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/10/carta-sobre-felicidade-de-epicuro.html' title='Carta sobre a felicidade de Epicuro a Meneceu - 3º parte'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SuTqlgtSleI/AAAAAAAAAHI/cxXlkilhQMA/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-7643600301537103385</id><published>2009-09-30T15:40:00.003-03:00</published><updated>2009-09-30T15:49:28.785-03:00</updated><title type='text'>Carta sobre a felicidade de Epicuro a Meneceu  - 2º parte</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Após esclarecer o que a importância da filosofia para jovens e os mais velhos e o que realmente são os deuses, Epicuro irá bordar em sua carta o problema mais intrigante da vida do homem que é a morte. Porque morremos? Porque saímos de um mundo tão bom e tão belo? Porque não somos eternos? Enfim, desde que o homem se conhece como tal, tais perguntas são inerentes a existência do homem, porém nenhuma resposta satisfatória até hoje foi encontrada. Meneceu e provavelmente muitos homens no contexto desta carta conviviam com esta inquietação e procuravam uma resposta que os completasse, e é justamente sobre a resposta que Epicuro lhes oferece que iremos nos debruçar e procurar compreender se a morte é realmente um empecilho para a conquista e a conseqüente fruição da felicidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;“&lt;b&gt;Acostuma-te a idéia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade.”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style=""&gt;Vemos que Epicuro não confere nenhuma importância a morte mas, também não demonstra qualquer desprezo sobre ela, ou seja, a morte para ele não é um bem e também não é um mal, ela é simplesmente “privação das sensações&lt;/span&gt;&lt;b&gt;”. &lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;O que ele quer dizer com isso? Pode-se perceber o caráter empirista de Epicuro ao dar aos sentidos a origem de toda e qualquer sensação. Assim, a morte não é um bem porque nos impede de retirar da vida que possuímos todo o prazer que ela pode nos oferecer e também não é um mal porque ao analisarmos a primeira parte da carta de Epicuro vimos que para ser feliz é necessária a busca e a posse da ataraxia e da aponia, isto é, respectivamente, ausência de perturbação na alma e ausência de dor, logo, ao nos preocuparmos com a morte não estaremos buscando a felicidade e o prazer, sendo desta forma infelizes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; E ao não nos preocuparmos com ela – a morte  - não iremos nos preocupar com questões como imortalidade, vida pós-morte, enfim entre outras que tanto afligiam o homem grego e claro afligem o homem moderno. Se pararmos para refletir veremos que Epicuro tem razão. Quanto tempo já perdemos ao refletir sobre a morte sem uma resposta satisfatória? Ao invés de procurarmos respostas que não nos dizem respeito, deveríamos  - como Epicuro nos convida – a vive esta vida com prazer, pois não teremos outra chance de voltar a este mundo. E a partir desta reflexão vemos que ele não é adepto da transmigração das almas ou a reencarnação que é a resposta do homem moderno e covarde de nosso tempo. E por que?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; A crença em uma outra possibilidade de viver retira toda a nossa responsabilidade com a nossa vida neste mundo e principalmente com a vida dos outros. Alguém pode pensar: “ Ora, se não pude realizar este objetivo, em uma outra vida farei!”, nada mais ridículo! A oportunidade que temos é esta, procuremos fazer o máximo em nossas vidas para o nosso bem e conseqüentemente para o bem dos outros, pois esconder-se atrás de uma vida que não se realizará é, como disse uma covardia!&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;“&lt;b&gt;Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo, portanto, quem diz&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera: aquilo que não nos perturba quando presente não deveria afligir-nos enquanto está sendo esperado.”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Percebe-se que Epicuro apesar de afirmar que a vida feliz não deve ter nenhum tipo de preocupação, ele tem um profundo amor pela vida, pois de acordo com ele, nada existe de mais terrível quando alguém não se importa em deixar de viver. Viver é bom, a vida que temos é a melhor que poderíamos ter, entretanto para que possamos viver da melhor forma possível devemos retirar de nossa mente qualquer perturbação, o que é diferente de um provável desprezo pela vida, que parece surgir nas entrelinhas quando ele pede a ausência de qualquer perturbação.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SsOmY3aGPHI/AAAAAAAAAGw/CHs4I3rZ67U/s1600-h/GPS-cemiterio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SsOmY3aGPHI/AAAAAAAAAGw/CHs4I3rZ67U/s320/GPS-cemiterio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387332525385727090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:78%;" &gt;O problema da morte é uma questão central na humanidade, afinal se vamos um dia morrer para que viemos? Segundo Epicuro, não convém fazermos tal pergunta; devemos viver!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;“&lt;b&gt;Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada para nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui. E, no entanto, a maioria das pessoas ora foge da morte como se fosse o maior dos males, ora a deseja como descanso dos males da vida.”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; A explicação que Epicuro nos oferece quando afirma que a morte não é nada, é clara. Para quem está vivo a morte não pode existir, justamente porque ele está vivo! E, o mais interessante é que, também para os mortos a morte também nada é, pois como não existe mais sensação sua presença como nenhuma presença qualquer pode ser sentida. Mas porque todos fogem da morte? Porque tanta vaidade? Quanto mais se procura meios de alongar a duração da vida, mais tempo perdemos em vivê-la, e é justamente quando o homem deixa de viver é que comete o maior mal que poderia fazer a sua vida, muito maior do que a morte, pois age como um morto-vivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;“&lt;b&gt;O sábio, porém, nem desdenha viver, nem teme deixar de viver; para ele, viver não é um fardo e não viver não é um mal. Assim, como opta pela comida mais saborosa e não pela mais abundante, do mesmo modo ele colhe os doces frutos de um tempo bem vivido, ainda que breve.”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; A passagem acima é a mais bela da carta que Epicuro escreve a Meneceu, pois além de ratificar o que vinha dizendo desde o começo da carta sobre ser feliz, mostra também como agir. Quantos de nós, muitas vezes, confundimos a abundância  com o prazer? Quantos de nós preferimos ter vários amigos não confiáveis, do que ter poucos amigos, porém fiéis? Quantos de nós preferimos ter muitas mulheres (ou muitos homens!) do que um fiel? O caminho que o mundo moderno oferece é sempre o do prazer, e por este motivo que este mesmo mundo moderno não é feliz, pelo contrário é solitário e amargo, desconfiado de tudo e de todos. Não importa, para Epicuro, o quanto tempo vivemos mas sim a forma de que vivemos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;“&lt;b&gt;Quem aconselha o jovem a viver bem e o velho a morrer bem não passa de um tolo, não só pelo que a vida tem de agradável para ambos, mas também porque se deve ter exatamente o mesmo cuidado em honestamente viver e honestamente morrer. Mas, pior ainda é aquele que diz: bom seria não ter nascido, mas, uma vez nascido, transpor o mais depressa possível as portas do hades.” &lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; O que Epicuro que nos dizer quando afirma que se deve viver e morrer honestamente? O que ele nos pede desde o começo da carta: o prazer. Viver a vida sem qualquer preocupação ou dor, mas sim vivê-la de forma simples e equilibrada sem abusos. Entretanto, o mundo moderno pede para viver bem e morrer bem, e é justamente este convite que devemos evitar pois, ele nos afasta de qualquer possibilidade de conquistarmos a felicidade. E aquele que ao viver, desdenha da vida e prefere a morte, comete a maior das ingratidões que se pode fazer com a vida, e para estes ele responde na seqüência de sua carta:&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;“&lt;b&gt;Se ele diz isso com plena convicção, por que não se vai desta vida? Pois é livre para fazê-lo, se for esse realmente seu desejo; mas se o disse por brincadeira, foi um frívolo em falar de coisas que brincadeiras não admitem.”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; A ética epicurista é a favor do suicídio para aqueles que não valorizam a única vida que possuem, afinal nada é empecilho para o homem em sua vida, ele não será condenado pelos deuses porque estes – por serem felizes – não se importam com ele. A vida tem um caráter tão importante na ética de Epicuro que nem por brincadeira se admite desdenhar a vida. E não são poucos! Muitos são aqueles em nosso tempo que reclamam, ao invés de procurar mudar, ser feliz.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; No próximo tópico trabalharemos a terceira parte da carta de Epicuro onde ele aborda sobre o que são os verdadeiros prazeres e o futuro.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; Até!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-7643600301537103385?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/7643600301537103385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/09/apos-esclarecer-o-que-importancia-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/7643600301537103385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/7643600301537103385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/09/apos-esclarecer-o-que-importancia-da.html' title='Carta sobre a felicidade de Epicuro a Meneceu  - 2º parte'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SsOmY3aGPHI/AAAAAAAAAGw/CHs4I3rZ67U/s72-c/GPS-cemiterio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-4928962518436422924</id><published>2009-09-19T11:47:00.005-03:00</published><updated>2009-09-19T12:20:03.042-03:00</updated><title type='text'>Carta sobre a felicidade de Epicuro a Meneceu  - 1º parte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SrT1cqO1kSI/AAAAAAAAAGo/v2T7qj8Ikdg/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 91px; height: 109px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SrT1cqO1kSI/AAAAAAAAAGo/v2T7qj8Ikdg/s320/images.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383197327336247586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SrTwPGMIlXI/AAAAAAAAAGg/CNYumpUOaxk/s1600-h/epicuro_02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt;&lt;/style&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western"  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:arial;" align="justify"&gt;Em um mundo onde todos sem exceção querem ser felizes, uma dúvida se levanta: é possível, afinal, ser feliz? Epicuro certamente refletiu sobre esta pergunta antes de escrever a Meneceu sobre o que seria realmente ser feliz. Porém, as palavras de Epicuro possuem um valor que atravessou os tempos, por seu valor e importância.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="arial" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;Em primeiro lugar cabe destacar o contexto no qual surge Epicuro, e que é caracterizado como Período Helenístico que sucede ao Classicismo grego. Com o esvaziamento da cultura grega em razão das grandes guerras entre as cidades gregas provocaram um sentimento de insegurança generalizada, justamente por este vazio provocado por estas guerras que enfraqueceram a civilização grega. O Epicurismo surge juntamente com o Estoicismo para ocupar este vazio, oferecendo segurança, salvação e tranqüilidade em um momento de grande instabilidade.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="arial" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;Epicuro tem por objetivo libertar o homem dos falsos desejos, dos falsos problemas da vida, isto é, ele quer que o homem viva o prazer dentro do padrão humano, sem exageros. Sem a busca de prazeres desenfreados.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="arial" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;O vazio sobre o qual repousa a nossa sociedade que busca em valores fúteis a sua felicidade atravessa os séculos e nos impulsiona a dedicar uma reflexão aprofundada sobre a carta que ele envia a Meneceu sobre o que é realmente a felicidade. Por ser uma carta um pouco extensa e o estudo cuidadoso, procuraremos dividir a análise sobre esta em uma série de quatro reflexões sendo que a primeira iniciaremos abaixo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="arial" style="line-height: 150%; font-family: arial; font-weight: bold;" align="justify"&gt;“&lt;i&gt;Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Desse modo, a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para quem está envelhecendo sentir-se rejuvenescer através da grata recordação das coisas que já se foram, e para o jovem poder envelhecer sem sentir medo das coisas que estão por vir; é necessário, portanto, cuidar das coisas que trazem a felicidade, já que, estando esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo fazemos para alcançá-la. Pratica e cultiva então aqueles ensinamentos que sempre te transmiti, na certeza de que eles constituem os elementos fundamentais para uma vida feliz”.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="arial" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;No início de sua carta, Epicuro destaca a importância da filosofia tanto para os mais jovens quanto para os mais velhos, ou seja, para ele nunca é tarde para refletir sobre a vida. A prática da filosofia, isto é do pensar, faz com que os mais velhos possam viver melhor pois, possuem aquilo que os mais jovens ainda não possuem que é a sabedoria. Aos mais jovens, entretanto, a prática da filosofia prepara-o para as dificuldades que estão por vir, o costume do raciocínio, do pensar antes de um agir precipitado é vital para uma sociedade em que os jovens possuem aversão ao pensar. A capacidade de raciocinar corretamente é a grande arma para uma sociedade que recebe uma série de informações prontas as quais se adapta sem se perguntar se é bom ou ruim para a sua própria vida. Entre estas se incluem a música sobre a qual devem escutar, os programas que devem ver, as meninas (ou meninos) que devem se relacionar, as amizades que precisam obter, as comidas que devem ingerir, etc.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;Além disso encontramos neste início da carta a idéia que Epicuro tem sobre a felicidade. Para ele quanto mais jovem ou o velho se dedicam a filosofia menos estes irão se preocupar com o futuro, pois para Epicuro a felicidade é um bem que se persegue por ele mesmo. Viver de forma plena o hoje, como fosse o último dia; é uma frase bastante conhecida, porém, pouco assimilada. A preocupação com o amanhã mata pouco a pouco o homem moderno que vive conforme o amanhã,  deixando de ser feliz hoje com a esperança de uma vida feliz amanhã. Sabendo assim o que é a felicidade para Epicuro, seguiremos adiante analisando agora os passos que ele julga essenciais apa a obtenção da felicidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="line-height: 150%; font-weight: bold;font-family:arial;" align="justify"&gt;“&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Em primeiro lugar, considerando a divindade como um ente imortal e bem-aventurado, como sugere a percepção comum de divindade, não atribuas a ela nada que seja incompatível com a sua imortalidade, nem inadequado à sua bem-aventurança; pensa a respeito dela tudo que for capaz de conservar-lhe felicidade e imortalidade”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="arial" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;Os Deuses aos quais os homens acreditavam no contexto de Epicuro além de numerosos  - afinal, como dizia Plutarco, havia mais deuses em Atenas do que homens – possuíam inúmeras qualidades e também defeitos, ou seja, atribuíam a estes muitas de suas próprias características como vingança, ódio, fraqueza entre outras. E é justamente tais atributos que afastam o homem, segundo Epicuro, de sua felicidade, quando ele afirma no texto acima que não deve ser atribuído aos deuses características incompatíveis com a sua imortalidade e divindade.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="arial" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Em nossos dias vemos acontecer o mesmo problema apesar de nossa sociedade não ser politeísta como a dos gregos. Ela – a sociedade – possui várias concepções de Deus, isto é, buscam um Deus que mais se adapta aos seus desejos e necessidades, tornando banal a crença em Deus e em sua real ação e providência. Quando este Deus ao qual acredita não age da forma que esta espera se decepciona,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;se revolta e procura um “novo Deus”, que seja mais poderoso em que possa acreditar.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Epicuro, apesar dos problemas reconhecidos por ele com relação aos Deuses, ele entende como necessária a crença em Deus para a obtenção da felicidade como veremos na seqüência de sua carta:&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="line-height: 150%; font-weight: bold;font-family:arial;" align="justify"&gt;“&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Os deuses de fato existem e é evidente o conhecimento que temos deles; já a imagem que deles faz a maioria das pessoas, essa não existe: as pessoas não costumam preservar a noção que têm dos deuses, ímpio não é quem rejeita os deuses em que a maioria crê, mas sim quem atribui aos deuses os falsos juízos dessa maioria. Com efeito, os juízos do povo a respeito dos deuses não se baseiam em noções inatas, mas em opiniões falsas. Daí a crença de que eles causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons. Irmanados pelas suas próprias virtudes, eles só aceitam a convivência com os seus semelhantes e consideram estranho tudo que seja diferente deles”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;Vemos neste trecho que Epicuro detecta de forma precisa o erro que as pessoas cometem ao dar aos deuses características que não correspondem ao que eles realmente são: Aqueles que fornecem opiniões falsas a respeitos destes deuses, e que em nosso contexto são aqueles que estão a frente destas mesmas pessoas, seja qual for a igreja ou seita, os seus responsáveis é que são os verdadeiros ímpios a que se refere Epicuro em sua carta. São eles que ao invés de conduzir o povo a felicidade, ao contrário levam-nos a infelicidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;Uma outra característica do pensamento de Epicuro sobre os deuses é que estes são felizes e por este motivo não estão nem aí com os problemas e necessidades dos homens. E também os homens, segundo Epicuro não devem se preocupar com os deuses, a felicidade para ele, está longe de qualquer perturbação seja ela qual for.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;Terminamos assim, a análise da primeira parte da carta de Epicuro a Meneceu que aborda a questão dos deuses. Na próxima parte abordaremos a questão da morte  para Epicuro e como o homem feliz deve lidar com ela.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="line-height: 150%; font-family: arial;" align="justify"&gt;Até!                                                              &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-4928962518436422924?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/4928962518436422924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/09/carta-sobre-felicidade-de-epicuro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4928962518436422924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4928962518436422924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/09/carta-sobre-felicidade-de-epicuro.html' title='Carta sobre a felicidade de Epicuro a Meneceu  - 1º parte'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SrT1cqO1kSI/AAAAAAAAAGo/v2T7qj8Ikdg/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-8034772468128642772</id><published>2009-09-08T13:52:00.001-03:00</published><updated>2009-09-10T13:57:51.739-03:00</updated><title type='text'>A dupla dimensão humana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entre os anos de 1509 e 1510 Rafael di Sanzio (1483-1520), artista italiano do período renascentista, pintou &lt;em&gt;Escola de Atenas&lt;/em&gt;, quadro onde diversas personalidades da filosofia - entre elas Pitágoras, Heráclito, Epicuro etc - são retratadas em um mesmo ambiente. Ao centro, em merecido destaque, dois dos maiores pensadores da antiguidade: Platão (428-347 a.C.) e Aristóteles (384-324 a.C.), lado a lado. Com uma das mãos, Platão segura seu livro &lt;em&gt;Timeu&lt;/em&gt;, com a outra, aponta o dedo para cima. Já Aristóteles segura sua obra &lt;em&gt;Ética a Nicômaco&lt;/em&gt; em uma das mãos e, com a outra, aponta para frente. O dedo de Platão apontado para o alto faz menção à sua filosofia centrada na concepção de que, além deste mundo sensível e imperfeito em que vivemos, existe um mundo superior ao nosso - o Mundo das Idéias, um mundo ideal, imaterial e perfeito [1]. A mão de Aristóteles apontada para a frente é uma referência ao seu pensamento empiricista, focado no próprio mundo sensível e não numa realidade transcendente. Uma mão apontada para o Céu, outra para a Terra. De um lado uma metafísica, de outro uma física. Talvez nenhuma outra imagem represente tão bem a condição humana quanto esta em que Rafael di Sanzio explicita a dicotomia entre o transcendental e o mundano. Ser homem é ser dividido em dois. É ser alma, é ser corpo. É ser interioridade imaterial, é ser carne. É imaginação, é ação. É amar, é desejo erótico. É olhar para o céu e se perguntar "qual o sentido da vida?", é ter uma conta no banco para pagar. É fantasia, é cotidiano. É ser barroco. É, nas palavras do teólogo brasileiro Leonardo Boff, ser águia e ser galinha [2]. É, como diz o belíssimo poema &lt;em&gt;Traduzir-se, &lt;/em&gt;do poeta brasileiro Ferreira Gullar, ser uma parte "que se espanta" e outra "que almoça e janta". Ser homem é ter acesso aos prazeres carnais inacessíveis à, por exemplo, um anjo. Ser homem é ter a possibilidade de se alegrar e sentir-se em paz, estados de espírito inacessíveis à, por exemplo, um cachorro. Mas é também angústia, sentimento do qual anjos e animais estão livres, segundo o teólogo dinamarquês Sören Kierkegaard (1813-1855) [3]. Ser homem é também ser portador de um corpo sujeito a adoecer ou sofrer alguma violência, e destinado a envelhecer e desaparecer. A definição de homem dada pela filosofia ("o homem é um animal racional") aponta essa duplicidade da condição humana. O homem é um animal, mas um &lt;em&gt;animal racional&lt;/em&gt;. Tanto quanto um animal irracional (tomemos novamente o exemplo do cachorro), o homem precisa de alimento para manter seu corpo vivo. Mas, distintamente do cachorro, o homem pode &lt;em&gt;pensar&lt;/em&gt;, isto é, possui um universo interior, uma &lt;em&gt;alma&lt;/em&gt;, o que lhe abre um leque de possibilidades (tanto em direção à alegria, quanto em direção à tristeza). O anjo não sente dor nem prazer físico. O animal (irracional) não sente dor nem prazer espiritual. Ser homem é sentir dores físicas e espirituais, e prazeres físicos e espirituais; é ser um pouco animal, um pouco anjo, sem ser nenhum dos dois. É, assim, não estar livre de nada, e ser livre para tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373387003100092882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpIbAoh7WdI/AAAAAAAAAsU/Qq75Ycci1JE/s320/escoladeatenas3.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O quadro Escola de Atenas, de Rafael di Sanzio.&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373388794604119954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 153px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpIco6ZxZ5I/AAAAAAAAAsk/qrJcLMB-rD0/s200/plataoaristoteles.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No centro do quadro Escola de Atenas, Rafael di Sanzio retrata o filósofo grego Platão apontando o dedo para cima, indicando um mundo transcendente ao nosso, e o filósofo grego Aristóteles apontando a mão para a frente, indicando nossa realidade sensível.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A alma como intermediária&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em obra entitulada &lt;em&gt;Teologia Platônica&lt;/em&gt;, o filósofo italiano Marsílio Ficino (1443-1499), um neoplatônico cristão, afirma que o homem é justamente um ser intermediário entre o animal e o anjo. Nesse sentido, a &lt;em&gt;alma&lt;/em&gt; &lt;em&gt;humana&lt;/em&gt; seria um elo de ligação entre nosso mundo material (existente no tempo e no espaço) e um mundo superior, divino, espiritual, transcendente ao tempo-espaço, plano aonde estariam os anjos e Deus. Em outras palavras: a alma do homem teria "um pé no Céu", por sua própria natureza imaterial, e "um pé na Terra", à medida em que está atrelada ao corpo [4]. É, portanto, nas palavras de Ficino, uma &lt;em&gt;copula mundi&lt;/em&gt;, o centro do universo, o elo de ligação entre o espiritual e o material [5]. Portanto, de todas as coisas presentes em nosso mundo, a interioridade humana é aquela que "mais se aproxima" da natureza de Deus, é o que faz o homem ser um Imago Dei (imagem de Deus). Como Deus, podemos amar, como Deus, temos inteligência (embora o amor e a inteligência de Deus sejam plenos e perfeitos, ao contrário do que acontece com o ser humano). Sem uma interioridade, sem aquilo que o filósofo francês René Descartes (1596-1650) chamou de "substância espiritual", o homem não seria sequer capaz de amar Deus ou pensar em Deus (não apenas amar Deus ou pensar em Deus, mas pensar ou sentir em abstrato qualquer tipo de coisa). O teólogo medieval Anselmo (1033-1109), de Aosta (região da Itália), defendeu a tese de que a possibilidade de &lt;em&gt;pensar em Deus&lt;/em&gt; é justamente o que prova &lt;em&gt;Sua&lt;/em&gt; existência. O argumento - posteriormente usado por Descartes [6] - é o de que se um ser imperfeito (o homem) não poderia pensar um ser perfeito (Deus) por si só, sem que isso tenha sido uma aptidão fornecida pelo próprio &lt;em&gt;Perfeito&lt;/em&gt;. Mais do que isso: o ser imperfeito não poderia pensar qualquer perfeição sem que essa perfeição &lt;em&gt;exista&lt;/em&gt;, já que o conceito de perfeição está atrelado ao de existência. Afinal, uma coisa não pode ser perfeita sem existir de fato [7]. A tese, evidentemente, é polêmica, e foi refutada mais tarde pelo filósofo alemão Emanuel Kant (1724-1804). Utilizo-a aqui com fim de mostrar como muitos pensadores viam a mente humana como uma via de acesso à um mundo transcendente ao nosso, como uma espécie de "porção da transcendentalidade". Aurélio Agostinho (354-430 d.C.), mais conhecido como Santo Agostinho, filósofo medieval e cristão, nascido em Tagaste (na atual Argélia), é autor da frase "&lt;em&gt;Não vás fora, entra em ti mesmo: no homem interior habita a verdade&lt;/em&gt;" ("&lt;em&gt;Noli foras ire, in teipsum redi: in interiore homine habitat veritas&lt;/em&gt;"); acreditava que o homem só poderia, em vida, aproximar-se de Deus pela introspecção. Isto é, Deus não pode ser encontrado nas coisas exteriores, mas sim "dentro do meu eu". No décimo livro de &lt;em&gt;As Confissões&lt;/em&gt;, Agostinho afirma que a interioridade humana é um imenso e infinito santuário. Algo semelhante foi dito pelo italiano Tomás de Áquino (1221-1274), também filósofo medieval e cristão: "&lt;em&gt;Aproximamo-nos de Deus não por passos corporais, mas pela consideração da mente&lt;/em&gt;" ("&lt;em&gt;Ad Deum non acceditur passibus corporalibus (...) sed affectibus mentis&lt;/em&gt;"). Acreditava que a razão humana tinha como uma finalidade intrínseca ir ao encontro da verdade divina.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Entre o limitado e o ilimitado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interioridade humana é, pois, um paradoxo. Busca uma elevação "para o alto", mas é constantemente puxada "para baixo" pela sua ligação com a exterioridade. Em seu esplêndido &lt;em&gt;Livro do Desassosego&lt;/em&gt;, o poeta português Fernando Pessoa (1888-1935) afirma que toda ação é uma "doença do pensamento". Isto é, toda ação é uma &lt;em&gt;ação no mundo; &lt;/em&gt;agir é colocar-se em relação com a exterioridade. É, portanto, na ótica de Bernardo Soares (o Eu-lírico em &lt;em&gt;Livro do Desassosego&lt;/em&gt;) exilar-se "do meu eu interior", sair "de mim mesmo" [8]. A interioridade humana se põe entre o ilimitado e o limitado; meu corpo não pode se deslocar de uma cidade para outra com a mesma rapidez com que minha mente o faz. Nada me impede que, &lt;em&gt;em pensamento&lt;/em&gt;, eu abra a janela do meu quarto e saia voando universo afora. Aqui minha alma "aspira" ao ilimitado, "ensaia" e "esboça" uma ilimitação, um vôo de águia, mas &lt;em&gt;não é&lt;/em&gt; ilimitada, pois tem um laço com a exterioridade que impõe certos limites ao "eu interior". Não apenas minhas ações são condicionadas pelo que diz esse "meu eu interior", como também o "meu eu interior" se condiciona por circunstâncias externas à mim - daí a frase do filósofo espanhol Ortega y Gasset (1883-1955), "eu sou eu e minha circunstância". Mesmo quando almeja transcender o mundo material, minha alma está sempre atrelada à esse mundo material. Quando faço em minha mente a imagem de um Deus "velhinho barbudo", estou entre o ilimitado e o limitado. Por um lado procuro o Transcendente e medito sobre Ele; por outro, faço Dele uma representação dependente da minha percepção sensível, isto é, represento Deus com uma imagem de homem [9]. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O mundo íntimo do homem é vasto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O mundo íntimo do homem é vasto. Mais vasto do que o espaço geográfico, segundo o filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962). Tão vasto que o personagem Bernardo Soares (citando novamente o &lt;em&gt;Livro do Desassossego&lt;/em&gt;, de Fernando Pessoa), não almeja uma outra vida que não uma vida interior [10]. A interioridade humana é tão vasta que, para o alemão Sigmund Freud (1856-1939), mundialmente conhecido como o pai da psicanálise, ela possui uma esfera inconsciente, obscura, que não se revela à nós de modo integral, mas somente de modo parcial, por meio de alguns atos falhos [11], pelo acompanhamento psicanalítico, e também pela simbologia complexa dos sonhos [12]. Descartes valeu-se dos sonhos para argumentar que o mundo interior de um homem é a única coisa capaz de provar sua própria existência, e que os sentidos, a existência material, não pode isso. Se, ao sonhar, posso me enganar e crer que meu sonho é vida real, por que não poderia ocorrer o contrário? Se, dormindo, acredito que meu sonho é realidade, o que garante que, acordado, também não estou cometendo um equívoco? O que garante que essa existência que tenho supostamente acordado não é uma existência ilusória, uma espécie de sonho? O que garante que, por exemplo, as árvores que vejo na rua não são coisas sonhadas e sim coisas reais? Descartes está aí aplicando a dúvida metódica, isto é, está duvidando de absolutamente tudo, buscando uma primeira verdade irrefutável, algo do que não se pode duvidar, algo cuja existência é mais certa do que a existência do próprio mundo sensível. E, duvidando de tudo, Descartes encontra essa primeira verdade induvidável: a própria dúvida. Eu posso duvidar de tudo, menos de que estou duvidando. Logo, eu penso. Se penso, existo [13]. Posso fingir não ter um corpo, mas não posso fingir não estar pensando (se finjo não estar pensando, já estou pensando). O dualismo cartesiano afirma que existe a substância espiritual, a &lt;em&gt;res cogitans&lt;/em&gt;, a mente, e a substância material, a &lt;em&gt;res extensa &lt;/em&gt;(extensão da mente, isto é, tudo aquilo que não é mente), o mundo material. É a res cogitans (meu &lt;em&gt;eu interior&lt;/em&gt;) que, para Descartes, garante a minha existência, e não o mundo sensível, que poderia me enganar. Aqui, a alma humana é vista como um mundo muito mais real do que o mundo da matéria. Para Platão, dualista como Descartes, porque o mundo da intimidade conteria em si um "parentesco" com um mundo superior (super real) à este. De qualquer forma, nem Descartes nem Platão negam que o mundo interior não é o único mundo existente: há uma exterioridade que não pode ser ignorada. Uma vida rica em beleza não deve ser uma vida "espiritualizada" apartada das questões mundanas; nem uma vida onde, extremamente intimistas (talvez excessivamente ocupados com nossas fantasias, nossos sonhos, nossas grandes dúvidas), sejamos pouco ativos no mundo concreto. Uma vida rica em beleza não é a vida de um Kant, capaz de construir um monumental sistema filosófico, mas incapaz de se aventurar para fora de sua cidade natal (no caso de Kant, Königsberg). Por outro lado, uma vida rica em beleza também não é uma vida provida de grande movimentação, de grandes acontecimentos, de grandes diversões, mas interiormente pobre, pouco explorada, incapaz de voar. Uma vida rica em beleza é aquela na qual somos capazes de viver intensamente as dimensões galinha e águia; aquela em que filosofamos e tomamos sorvete. É não se abstrair do cotidiano, e nem se deixar engolir por ele. Uma vida rica em beleza é, talvez, aquela proposta pelo protagonista (cujo nome não é revelado na obra) do livro &lt;em&gt;Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas&lt;/em&gt;, de autoria do (ainda vivo) filósofo norte-americano Robert Pirsig: a vida de um homem capaz de se aventurar estrada afora em cima de uma motocicleta, e capaz de empreender uma excitante viagem dentro de si mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] Mas que relação esse mundo superior (metafenomênico, isto é, que está "além dos fenômenos do mundo sensível") teria com nosso mundo material (o mundo fenomênico)? Ele é, segundo Platão, a causa do nosso mundo material, o modelo no qual o demiurgo, o deus platônico, teria utilizado para criar todo o cosmos, no qual se insere nosso planeta. O Mundo das Idéias, portanto, &lt;em&gt;inspirou&lt;/em&gt; o demiurgo a, como um artesão, moldar o cosmos. É justamente no seu diálogo &lt;em&gt;Timeu&lt;/em&gt; (livro que Platão segura numa das mãos na tela de Rafael di Sanzio) a obra em que se apresenta o que seria origem do mundo sensível (e como modelo do mundo inteligível). Convém dizer que o demiurgo não é pensado por Platão como um deus pessoal que, assim como o Deus cristão, &lt;em&gt;conscientemente&lt;/em&gt; cria o cosmos, a Terra, os seres vivos. O demiurgo não é "uma pessoa", é apenas um artesão inconsciente que molda o mundo sensível utilizando o mundo imaterial como modelo. No Mundo das Idéias (mundo imaterial) o que existem são as essências perfeitas das coisas que existem de modo imperfeito no mundo sensível. Por exemplo: enquanto homem de carne e osso existo de modo imperfeito no mundo sensível (tanto é que o meu corpo está fadado a perecer cedo ou tarde). A minha essência (perfeita e ideal) estaria no mundo superior. Neste sentido, todos os homens de carne e osso são causados por esse modelo ideal de homem existente no Mundo das Idéias. Da mesma forma como todas as árvores que existem de modo imperfeito em nosso mundo sensível foram causadas por um modelo ideal de árvore existente no Mundo das Idéias. Segundo Platão, todo o nosso mundo sensível é uma cópia imperfeita do mundo superior, que é perfeito. Mesmo atrelado à um modelo perfeito, o mundo sensível é imperfeito - e é imperfeito justamente por ser um mundo sensível. O que faz do nosso mundo sensível um mundo imperfeito, segundo Platão, é justamente o fato desse mundo estar atrelado à matéria. Matéria é sinônimo de imperfeição no platonismo; a matéria é perecível, o corpo morre, os sentidos são fontes de erros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. É exercitando seu intelecto (sua alma), e não tentando conhecer as coisas pelos sentidos do corpo, que, de acordo com Platão, o homem pode se aproximar um pouco mais do mundo superior. Enquanto o corpo se identifica com o mundo material, a alma humana - que é imaterial - se identifica com o mundo superior. Em seu diálogo &lt;em&gt;Fédon&lt;/em&gt;, essa identificação entre alma humana e mundo superior é utilizada por Platão como um dos argumentos para demonstrar que a alma, ao contrário do corpo humano, é imortal. A idéia é de que tudo aquilo que é material perece, e tudo aquilo que é imaterial permanece; sendo a alma imaterial, ela não morre, permanece após a morte do corpo. Mas mais do que isso: assim como o mundo superior precede o mundo sensível, a alma é não apenas sobrevivente ao corpo, mas também &lt;em&gt;anterior&lt;/em&gt; à ele. Segundo Platão, a alma humana teve oportunidade de contemplar as idéias perfeitas do mundo superior antes de encarnar em um corpo. Ao encarnar em um corpo, misturando-se com a matéria, a alma "esquece" daquilo que aprendeu no Mundo das Idéias. O exercício intelectual, desgarrado dos "enganos" dos sentidos, é a maneira do homem &lt;em&gt;recordar-se&lt;/em&gt; daquilo que sua alma contemplou antes de encarnar, isto é, antes do nascimento do homem de carne e osso propriamente dito. Há, portanto, em Platão, uma correlação entre alma e mundo inteligível, e entre corpo e mundo sensível. A alma humana traria em si, de forma oculta, as essências do mundo inteligível. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2] "&lt;em&gt;Ao ver uma galinha e uma águia, você vai ver mais que uma galinha e uma águia. Você vai se confrontar com duas dimensões fundamentais da existência humana. A dimensão do enraizamento, do cotidiano, do prosaico, do limitado: o símbolo da galinha. A dimensão da abertura, do desejo, do poético, do ilimitado: o símbolo da águia&lt;/em&gt;". (BOFF, Leonardo.&lt;em&gt; A Águia e a Galinha&lt;/em&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[3] "&lt;em&gt;Se o homem fosse um animal ou um anjo, não poderia se angustiar. Mas, posto que é uma síntese, pode se angustiar&lt;/em&gt;". (KIERKEGAARD, Sören. &lt;em&gt;O Conceito de Angústia&lt;/em&gt;). Na concepção cristã, o homem tem uma semelhança física com os animais, e uma semelhança espiritual com Deus. É, portanto, dicotômico, intermediário. É também intermediário em nível de conhecimento. Sabe mais do que um animal (visto que o animal não tem consciência alguma), mas não sabe tanto quanto um anjo (que vê de maneira plena). O homem, nas palavras do apóstolo Paulo, "vê em parte, obscuramente, como em um espelho" (1 &lt;em&gt;Coríntios&lt;/em&gt; capítulo 13, versículo 11). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[4] "&lt;em&gt;A alma é tal que se agarra às coisas superiores sem deixar as inferiores; e assim nela se ligam as coisas superiores com as inferiores. De fato, ela é imortal e móvel, e, portanto, de um lado concorda com as coisas superiores, do outro, com as inferiores. E se concorda com ambas, deseja ambas (...) É ela que se insere entre as coisas mortais sem ser mortal; posto que se insere íntegra, e não dividida, e assim mesmo, íntegra e não dispersa, dele se retira. E uma vez que, enquanto sustenta os corpos, adere também ao divino, é senhora dos corpos, não companheira. Esse é o máximo milagre da natureza&lt;/em&gt;". (FICINO, Marsílio. &lt;em&gt;Teologia Platônica&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[5] Convém dizer que Ficino é um pensador que se insere num período de transição entre o medievo e a modernidade. É, portanto, ainda um filósofo cristão (medieval), mas que num certo sentido já revela em seu pensamento o espírito antropocêntrico típico da era moderna. Mesmo considerando a existência de um mundo superior habitado por anjos e por Deus, ao apontar a alma como o &lt;em&gt;centro&lt;/em&gt; do universo, Ficino já assume uma posição moderna, que é a da centralidade da razão (alma) humana. Neste sentido, poderíamos dizer que a filosofia de Ficino é um meio-termo entre o pensamento do medieval Agostinho e do moderno Descartes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[6] A diferença entre Anselmo e Descartes, no caso, é que enquanto o primeiro utiliza o argumento ontológico para tentar provar a existência do Deus cristão, o segundo refere-se ao "deus Razão", o "deus" da filosofia (embora Descartes, no que diz respeito às questões religiosas, tenha procurado não se indispor com a Igreja Católica).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[7] Nota-se aqui a influência do pensamento de Platão no argumento cristão de Anselmo (o platonismo, de um modo geral, sempre inspirou a filosofia cristã, ao ponto de Ficino não ver nenhuma contradição entre ambas as vertentes). Platão acreditava (conforme vimos na nota 1) que para toda coisa imperfeita existente no mundo sensível haveria uma essência perfeita correspondente no mundo transcendental. Por exemplo: em Platão, a ação justa de um homem em seu cotidiano é uma ação, embora justa, imperfeita, já que é parte de um mundo imperfeito por si só. A essência perfeita de Justiça estaria no Mundo das Idéias, na imaterialidade. A ação justa do mundo sensível copia, portanto, imperfeitamente, a essência perfeita de Justiça do mundo inteligível. É, portanto, vã a ação justa? Diria Platão: não, pois a ação justa na sensibilidade faz que nos aproximemos (&lt;em&gt;participemos&lt;/em&gt;) da essência perfeita e inteligível de Justiça. Assim como, citando um outro exemplo, uma boa ação na sensibilidade nos aproxima da idéia perfeita de Bem na inteligibilidade. Em suma, toda a imperfeição no platonismo possui uma perfeição que lhe é correlata. Para o cristianismo de Anselmo, Deus é a "versão perfeita" do humano imperfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[8] "&lt;em&gt;A ação é uma doença do pensamento, um cancro da imaginação. Agir é exilar-se. Toda a ação é incompleta e imperfeita. O poema que eu sonho não tem falhas senão quando tento realizá-lo&lt;/em&gt;". (PESSOA, Fernando. &lt;em&gt;Livro do Desassossego&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[9] Na terceira seção de um livro chamado &lt;em&gt;Investigação Acerca do Entendimento Humano&lt;/em&gt;, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) argumenta que, embora pareça não haver limites para o pensamento humano, a mente não faz nada mais do que combinar materiais fornecidos pelos sentidos e pela experiência no mundo sensível. Nesse sentido, as idéias seriam apenas cópias das impressões. É a tese do empirismo: todo conhecimento advém exclusivamente da experiência sensível. Embora tenha se inspirado no pensamento humiano (e seja, tanto quanto Hume, um crítico da metafísica), Kant admite - em A&lt;em&gt; Crítica da Razão Pura&lt;/em&gt; - que a razão humana "se vê atormentada por questões" impostas pela sua própria natureza. Ou seja, para Kant, nos questionamos acerca de temas como Deus, imortalidade da alma e liberdade porque é &lt;em&gt;da natureza&lt;/em&gt; da mente assim fazê-lo, e não por conta de conhecimentos extraídos na experiência sensível, como achava Hume. Em suma: Hume apresenta uma exterioridade que molda a interioridade (de modo que as experiências no mundo é quem teriam suscitado as aspirações metafísicas), e Kant uma interioridade naturalmente (apriorísticamente) voltada às questões metafísicas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[10] "&lt;em&gt;Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Tudo o que não é meu, por baixo que seja, teve sempre poesia para mim. Nunca amei senão coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem podia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minhas próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraiu, e os aquedutos que se esfumam — quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de sonho em relação às outras partes de paisagem — uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar&lt;/em&gt;". (PESSOA, Fernando. &lt;em&gt;Livro do Desassossego&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[11] &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_falho"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_falho&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[12] "&lt;em&gt;De onde provêm algumas das particularidades que encontramos nos pensamentos dos sonhos, por exemplo, a possibilidade da contradição recíproca? Pode o sonho ensinar algo de novo sobre os nossos processos psíquicos íntimos, pode o seu conteúdo corrigir opiniões nas quais acreditamos durante o dia?&lt;/em&gt;". (FREUD, Sigmund. &lt;em&gt;A Interpretação dos Sonhos&lt;/em&gt;). Para Freud, nossos sonhos seriam uma via de acesso ao insconsciente.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[13] "&lt;em&gt;Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que antes me entraram na mente não eram mais reais que as ilusões dos meus sonhos. Mas, logo depois, observei que, enquanto eu desejava considerar assim como tudo sendo falso, era obrigatório que eu, ao pensar, fosse alguma coisa. Percebi, então, que a verdade penso, logo existo era tão sólida e tão exata que sequer as mais extravagantes suposições dos céticos conseguiriam abalá-la E, assim crendo, concluí que não deveria ter escrúpulo em aceitá-la como sendo o primeiro princípio da filosofia que eu procurava&lt;/em&gt;". (DESCARTES, René. &lt;em&gt;O Discurso do Método&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dicas de leitura&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Timeu&lt;/em&gt; (Platão), &lt;em&gt;Fédon&lt;/em&gt; (Platão), &lt;em&gt;Ética a Nicômaco&lt;/em&gt; (Aristóteles), &lt;em&gt;A Águia e a Galinha&lt;/em&gt; (Leonardo Boff), &lt;em&gt;O Conceito de Angústia&lt;/em&gt; (Sören Kierkegaard), &lt;em&gt;Teologia Platônica&lt;/em&gt; (Marsílio Ficino), &lt;em&gt;Proslogion&lt;/em&gt; (Santo Anselmo), &lt;em&gt;A Cidade de Deus&lt;/em&gt; (Santo Agostinho), &lt;em&gt;As Confissões&lt;/em&gt; (Santo Agostinho), &lt;em&gt;Discurso do Método&lt;/em&gt; (René Descartes), &lt;em&gt;Meditações Metafísicas&lt;/em&gt; (René Descartes), &lt;em&gt;Investigação Acerca do Entendimento Humano&lt;/em&gt; (David Hume), &lt;em&gt;Três Diálogos entre Hylas e Philonous&lt;/em&gt; (George Berkeley), &lt;em&gt;Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas&lt;/em&gt; (Robert Pirsig), &lt;em&gt;O Compromisso da Fé&lt;/em&gt; (Emmanuel Mounier), &lt;em&gt;Livro do Desassossego&lt;/em&gt; (Fernando Pessoa), &lt;em&gt;Antropologia Filosófica&lt;/em&gt; (Ernst Cassirer) e &lt;em&gt;Ensaio sobre o Homem&lt;/em&gt; (Ernst Cassirer).&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SqAUdt3QACI/AAAAAAAAAtc/GZ2b3AbE-pc/s1600-h/CIMG7800.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377320455840464930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 62px; CURSOR: hand; HEIGHT: 84px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SqAUdt3QACI/AAAAAAAAAtc/GZ2b3AbE-pc/s200/CIMG7800.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rafael Issa é graduando em Filosofia na Universidade de São Paulo (USP) e formado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-8034772468128642772?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/8034772468128642772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/09/dupla-dimensao-humana.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8034772468128642772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8034772468128642772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/09/dupla-dimensao-humana.html' title='A dupla dimensão humana'/><author><name>Rafael Issa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/TF7jeF869LI/AAAAAAAAAtw/mYrUQDfu4cs/S220/CIMG7800.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpIbAoh7WdI/AAAAAAAAAsU/Qq75Ycci1JE/s72-c/escoladeatenas3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-8340713856664646023</id><published>2009-08-22T14:24:00.003-03:00</published><updated>2009-08-22T23:12:15.815-03:00</updated><title type='text'>Dicas de Livros</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpAn9aGFnBI/AAAAAAAAAsM/zBNLGx7cMpU/s1600-h/di%C3%A1logoscriativos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372838291383360530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpAn9aGFnBI/AAAAAAAAAsM/zBNLGx7cMpU/s200/di%C3%A1logoscriativos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;DIÁLOGOS CRIATIVOS&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Domenico de Masi &lt;/em&gt;e&lt;em&gt; Frei Betto&lt;/em&gt; - PEDAGOGIA&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;: Domenico De Masi e Frei Betto debatem sobre alguns dos temas da pós-modernidade do avanço tecnológico à sociedade de consumo, da educação à filosofia, da teologia à política. Com pontos de vista ora coincidentes, ora conflitantes, mas muitas vezes complementares, ambos oferecem uma explanação sobre os rumos da humanidade, questionando de que forma as escolhas do presente estão construindo o amanhã que se anuncia. Mediado pelo psicanalista e educador José Ernesto Bologna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Agora alguns educadores - mas isso, infelizmente, ainda vai demorar a chegar no corpo escolar - estão descobrindo o que chamo de visão holística da educação. Educar não é formar um profissional qualificado, é formar um ser humano qualificado. Nesse sentido, a escola tem que saber se inserir no convívio social, mas também saber nos educar com um olhar crítico perante essa sociedade. Se a escola não for um laboratório de análise crítica da sociedade, ela estará fadada a ser uma mera reprodutora do sistema".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpAnal-xkGI/AAAAAAAAAr8/4L6L6rNbia8/s1600-h/sobreaesperan%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372837693278490722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpAnal-xkGI/AAAAAAAAAr8/4L6L6rNbia8/s200/sobreaesperan%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;SOBRE A ESPERANÇA&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Mario Sergio Cortella&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Frei Betto&lt;/em&gt; - FILOSOFIA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;: Por que ter esperança de que 'dias melhores virão'? Em que se basear para acreditar que 'amanhã será um lindo dia / da mais louca alegria', como diz a música? Frei Betto e Mario Sergio Cortella nos apresentam sendas e clareiras sobre o tema. Um caminho - se você quer ter perspectiva de futuro, conheça o passado - analise sua história pessoal, a história de sua família, de seu país. Uma clareira - na realidade massacrante em que estamos imersos, na qual imperam o consumo, o individualismo e a fugacidade, revolucionário é aquele que se mantém fiel a si mesmo, que tem a noção de pertencimento a um grupo, que é capaz de ser solidário. Em suma, é preciso resgatar o sentido original da expressão ser humano e fazer jus a ela em nossas ações, no cotidiano. Uma luta silenciosa (e que pode até ser lírica), mas que certamente requer o uso de toda a nossa capacidade de ter esperança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"Com a queda do Muro de Berlim, a unipolaridade, a imposição desse modelo globocolonizante que está aí, o desemprego, tudo isso esgarça os tecidos de inter-relação que possibilitam a mobilização para um futuro melhor. Acho que hoje está se criando um caldo de cultura muito favorável à desesperança, em virtude da impotência, da incapacidade, da crença de que não vale a pena - ´para que eu vou me arriscar? Não vou me dar bem mesmo...´. Por esse motivo, temos mais dificuldades de incutir nas novas gerações um projeto comunitário ou coletivo em prol da esperança. Acho que esse é o desafio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpAnjYScItI/AAAAAAAAAsE/KxfkHCrN3wo/s1600-h/pedagogia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372837844221698770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 122px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpAnjYScItI/AAAAAAAAAsE/KxfkHCrN3wo/s200/pedagogia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;PEDAGOGIA DA AUTONOMIA Saberes Necessários À Prática Educativa&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;, Paulo Freire - &lt;/em&gt;PEDAGOGIA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;: 'Pedagogia da autonomia' é um livro que condena as mentalidades fatalistas conformadas com a ideologia imobilizante de que 'a realidade é assim mesmo, que se pode fazer?' Para estes, basta o treino técnico indispensável à sobrevivência. Para Paulo Freire, educar é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal, reconhecendo que a História é um tempo de possibilidades. É um 'ensinar a pensar certo' como quem 'fala com a força do testemunho'. É um 'ato comunicante, co-participado', de modo algum produto de uma mente 'burocratizada'. No entanto, toda a curiosidade de saber exige uma reflexão crítica e prática, de modo que o próprio discurso teórico terá de ser aliado à sua aplicação prática. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Gosto de ser homem, de ser gente, porque sei que a minha passagem pelo mundo não é predeterminada, preestabelecida. Que o meu ´destino´ não é dado mas algo que precisa ser feito e de cuja responsabilidade não posso me eximir. Gosto de ser gente porque a História em que me faço com os outros e de cuja feitura tomo parte é um tempo de possibilidades e não de determinismo".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rafael Issa é graduando em Filosofia na Universidade de São Paulo (USP) e formado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-8340713856664646023?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/8340713856664646023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/08/dicas-literias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8340713856664646023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/8340713856664646023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/08/dicas-literias.html' title='Dicas de Livros'/><author><name>Rafael Issa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/TF7jeF869LI/AAAAAAAAAtw/mYrUQDfu4cs/S220/CIMG7800.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SpAn9aGFnBI/AAAAAAAAAsM/zBNLGx7cMpU/s72-c/di%C3%A1logoscriativos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-6436364584208094896</id><published>2009-08-16T14:36:00.006-03:00</published><updated>2009-08-16T16:46:43.655-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de humor...... A bíblia em nove minutos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada um tem a sua crença. Isso é fato, seja ela qual for o homem  este é livre para escolher em que crer e se quer crer em algo. Cada vez mais me convenço de que existe gosto para tudo,  ou seja, aquela estória de que: "toda panela tem a sua tampa" ganha cada vez mais o meu apreço, principalmente após este vídeo que recebi por e-mail (aliás a postagem dele se deve - e muito! - a insistência da minha namorada) e que gostaria de compartilhar com meus amigos que leêm este blog.....&lt;br /&gt;Infelizmente, no mundo em que vivemos temos poucos momentos para rir... mas eles existem!!!!&lt;br /&gt;Também não posso afirmar a veracidade deste vídeo, mas não duvido de que existam pessoas assim. Entretanto, se alguém possui alguma dúvida sobre a bíblia, a hora de aprender (ou não!!) é agora...&lt;br /&gt;Relaxem, não é nenhuma crítica, é só pra rir um pouco...... Ligue o áudio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-588092f29c016cb7" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D588092f29c016cb7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331399616%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D221A1804069027E26279A486CD0C5BAF18166F20.B376F19E41FBA668BD39B825D2322CBDE58D70E%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D588092f29c016cb7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DF0-lvDCg--EsI6djpaGuW90M0gU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D588092f29c016cb7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331399616%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D221A1804069027E26279A486CD0C5BAF18166F20.B376F19E41FBA668BD39B825D2322CBDE58D70E%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D588092f29c016cb7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DF0-lvDCg--EsI6djpaGuW90M0gU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-6436364584208094896?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=588092f29c016cb7&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/6436364584208094896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/08/um-pouco-de-humor-biblia-em-nove.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6436364584208094896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6436364584208094896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/08/um-pouco-de-humor-biblia-em-nove.html' title='Um pouco de humor...... A bíblia em nove minutos'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-5281345527909705843</id><published>2009-08-11T21:26:00.004-03:00</published><updated>2009-08-11T21:40:09.317-03:00</updated><title type='text'>Brasil - Assepsia moral nas salas de aula</title><content type='html'>&lt;p  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;span&gt;Texto do professor Domingos Zamagna* para o site Adital, analisando o atual cenário da educação brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Dentro de mais alguns dias os professores retornarão às salas de aula.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;O reinício dos semestres nem sempre é tranquilo numa instituição educacional.  Uma das razões de desconforto são as demissões feitas durante o período de  férias, quando as escolas estão desmobilizadas. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: verdana;"&gt;Algumas instituições de educação aprimoraram-se, requintaram-se no processo  de demissão. Aguardam até o último momento consentido pela legislação, deixam  que os professores participem do planejamento do semestre, corrijam as provas,  preencham e entreguem seus diários de classe e algumas horas depois, nem mesmo  isso, às vezes ato contínuo, entregam-lhe o aviso de demissão. Outras expedem um  telegrama, calculado para ser recebido quando o professor chegar em casa. Nenhum  esclarecimento. Procurar o diretor? Obviamente ele já não está mais na  instituição. Fica de plantão um preposto, para confirmar o fato, acrescentar que  lamenta, quem sabe no futuro se reencontrarão, afinal o país passa por uma crise  etc. Além disso, é de praxe dizer que nos questionários de revisão do semestre -  sempre inacessíveis - o professor não foi bem avaliado. O(s) preposto(s) sabe(m)  o que são os ossos do ofício, enquanto aguarda(m) a promoção. O script é  surrado.&lt;/p&gt; &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="noticia_texto"&gt; &lt;div id="mudaFonte"&gt;A dor causada por estes procedimentos é sempre profunda; mais intensa, porém,  quando se trata de escolas confessionais, especialmente as católicas, que são as  que conheço melhor. Se algumas são excelentes, outras ainda são anacrônicas ou  persistem em alicerçar-se sobre paradigmas completamente falidos. É uma tristeza  constatar que existem escolas que estão descuidando da educação para se tornarem  casernas, arenas de práticas de competição e  concentração de poder.   &lt;p&gt;Antigamente, quando convencidos de ilícitos ou injustiças, estudantes e  professores protestavam, cobravam explicações, faziam a direção expor a própria  cara. Hoje eles são de tal modo intimidados, manipulados, inclusive por uma  calculada política de bolsas de estudos e planos de carreira, que não se pode  esperar nenhuma forma de solidariedade, sob pena de punição.&lt;br /&gt;Isso ainda é  pouco. Um professor não é somente um profissional do ensino. Cada vez mais  frequentemente ele é solicitado a completar ou até mesmo suprir, em sala de  aula, o dever inalienável da família, a educação. Pois nem sempre um adolescente  ou um jovem tem uma família que o apoie.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que esperanças um professor pode oferecer a uma juventude já tão castigada?  Como incentivar adolescentes e jovens na vida de estudos, na busca da  competência profissional, na assunção dos valores que farão dele um cidadão?  Qualquer esforço do professor  direcionado nessa linha encontrará em nosso país,  atualmente, um desmentido prático. Os jovens que têm os olhos abertos deparam-se  com um cenário alucinante. As pessoas que eles e seus pais ajudaram a eleger  para nos representar no Parlamento estão dando o pior exemplo possível em  matéria de incompetência, omissão, corrupção, nepotismo, empreguismo,  fisiologismo, falsidade, absenteísmo, peculato, mentiras, roubos, lavagem de  dinheiro, vaidade, ostentação, apego aos cargos, desperdício etc.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Até quando vamos conseguir sorver tanto espanto e decepção diante da fileira  quotidiana de denúncias?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se neste ano recomeçaremos o semestre com o pesado complicador de uma nova  gripe mortífera, paira sobre nós também outro decepcionante e onipresente fardo,  o péssimo exemplo dos mais altos graus da hierarquia da República, que nos  últimos tempos se mostram cada vez mais dispostos a blindar aliados espúrios,  ignorar as críticas construtivas, acobertar crimes, minimizar erros, aliar-se ao  que há de mais decrépito na nação, desautorizar os esforços de implantação da  ética na política.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para o bem e a proteção dos estudantes, os professores precisam estar atentos  para a assepsia contra o vírus da gripe A H1N1 nas escolas. Mas precisam impedir  que entre na sala de aula, e banir para bem longe do processo educacional, um  outro vírus devastador: o exemplo da podridão moral que vem de  cima.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="noticia_autor"&gt;* Jornalista e professor de Filosofia em São  Paulo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-5281345527909705843?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.adital.com.br/Site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=40336' title='Brasil - Assepsia moral nas salas de aula'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/5281345527909705843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/08/brasil-assepsia-moral-nas-salas-de-aula.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5281345527909705843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5281345527909705843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/08/brasil-assepsia-moral-nas-salas-de-aula.html' title='Brasil - Assepsia moral nas salas de aula'/><author><name>Anderson Mariano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10891356170852264422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dbk0iEw8HYo/Th9tKCOWRxI/AAAAAAAAAVA/leuNRGdBok8/s220/Imagem%2B038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-1976357866586291508</id><published>2009-07-17T10:11:00.003-03:00</published><updated>2009-07-17T10:17:32.324-03:00</updated><title type='text'>A falta que faz ao Papa um pouco de marxismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Ahy_gNLmRDA/SmB5c1UlR-I/AAAAAAAAAFw/CQx7VwzVnpE/s1600-h/caritas+in+veritate.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 220px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ahy_gNLmRDA/SmB5c1UlR-I/AAAAAAAAAFw/CQx7VwzVnpE/s320/caritas+in+veritate.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359417092827596770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" class="noticia_autor" &gt;Por Leonardo Boff *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="noticia_texto"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;A nova encíclica de Bento XVI Caritas in Veritate de 7 de julho último é uma tomada de posição da Igreja face à crise atual. O complexo das crises, que atingem a humanidade e que comportam ameaças severas sobre o sistema da vida e seu futuro, demandaria um texto profético, carregado de urgência. Mas não é isso que recebemos senão uma longa e detalhada reflexão sobre a maioria dos problemas atuais que vão da crise econômica ao turismo, da biotecnologia à crise ambiental e projeções sobre um Governo mundial da Globalização. O gênero não é profético, o que suporia "uma análise concreta de uma situação concreta". Esta possibilitaria investir contra os problemas em tela na forma de denúncia-anúncio. Mas não é da natureza deste Papa ser profeta. Ele é um doutor e um mestre. Elabora o discurso oficial do Magistério, cuja perspectiva não é de baixo, da vida real e conflitiva, mas de cima, da doutrina ortodoxa que esfuma as contradições e minimaliza os conflitos. A tônica dominante não é a da análise, mas da ética, do dever-ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="noticia_texto"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;omo não faz análise da realidade atual, extremamente complexa, o discurso magisterial permanece principista, equilibrista e se define por sua indefinição. O subtexto do texto, ou o não-dito no dito, remete a uma inocência teórica que inconscientemente assume a ideologia funcional da sociedade dominante. Já se nota na abordagem do tema central - o desenvolvimento - hoje tão criticado por não tomar em conta os limites ecológicos da Terra. Disso a encíclica não fala nada. A visão é de que o sistema mundial se apresenta fundamentalmente correto. O que existe são disfunções e não contradições. Esse diagnóstico sugere a seguinte terapia, semelhante a do G-20: retificações e não mudanças, melhorias e não troca de paradigma, reformas e não libertações. É o imperativo do mestre: "correção", não a do profeta:"conversão".  &lt;p&gt;Ao lermos o texto, longo e pesado, terminamos por pensar: como faria bem ao atual Papa um pouco de marxismo! Este, a partir dos oprimidos, tem o mérito de desmascarar as oposições presentes no sistema atual, pôr à luz os conflitos de poder e denunciar a voracidade incontida da sociedade de mercado, competitiva, consumista, nada cooperativa e injusta. Ela representa um pecado social e estrutural que sacrifica milhões no altar da produção para o consumo ilimitado. Isso caberia ao Papa profeticamente denunciar. Mas não o faz.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; O texto do Magistério, olimpicamente fora e acima da situação conflitiva atual, não é ideologicamente "neutro"como pretende. É um discurso reprodutor do sistema imperante que faz sofrer a todos especialmente os pobres. Isso não é questão de Bento XVI querer ou não querer mas da lógica estrutural de seu tipo de discurso magisterial. Por renunciar a uma análise critica séria, paga um preço alto em ineficácia teórica e prática. Não inova, repete.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E ai perde uma enorme oportunidade de se dirigir à humanidade num momento dramático da história, a partir do capital simbólico de transformação e de esperança, contido na mensagem cristã. Esse Papa não valoriza o novo céu e a nova Terra, que podem ser antecipados pelas práticas humanas, apenas conhece essa vida decadente e, por si mesma insustentável (seu pessimismo cultural) e a vida eterna e o céu que ainda virão. Afasta-se assim da grande mensagem bíblica que possui consequências políticas revolucionárias ao afirmar que a utopia terminal do Reino da justiça, do amor e da liberdade só será real na medida em que se construírem e anteciparem, nos limites do espaço e do tempo histórico, tais bens entre nós.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Curiosamente, abstraindo de laivos fideístas recorrentes ("só através da caridade cristã é possível o desenvolvimento integral"), quando se "esquece" do tom magisterial, na parte final da encíclica, introduz coisas sensatas como a reforma da ONU, a nova arquitetura econômico-financeira internacional, o conceito do Bem Comum do Globo  e a inclusão relacional da família humana.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Parafraseando Nietzsche: "quanto de análise crítica o Magistério da Igreja é capaz de incorporar"?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[Leonardo Boff é autor de Igreja:carisma e poder, Record 2005].&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="noticia_autor"&gt;* Teólogo, filósofo e escritor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-1976357866586291508?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=39820' title='A falta que faz ao Papa um pouco de marxismo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/1976357866586291508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/07/falta-que-faz-ao-papa-um-pouco-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/1976357866586291508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/1976357866586291508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/07/falta-que-faz-ao-papa-um-pouco-de.html' title='A falta que faz ao Papa um pouco de marxismo'/><author><name>Anderson Mariano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10891356170852264422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dbk0iEw8HYo/Th9tKCOWRxI/AAAAAAAAAVA/leuNRGdBok8/s220/Imagem%2B038.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ahy_gNLmRDA/SmB5c1UlR-I/AAAAAAAAAFw/CQx7VwzVnpE/s72-c/caritas+in+veritate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-4451302208184853281</id><published>2009-07-10T20:09:00.004-03:00</published><updated>2009-07-14T16:30:05.818-03:00</updated><title type='text'>Platão e o homem justo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todo sujeito disposto a ser um homem de bem procura agir de maneira justa no seu dia a dia. Isso nem sempre é possível, afinal, somos apenas humanos, e por isso, falhos. Muitas vezes, com raiva, tomamos atitudes impensadas, dizemos coisas que não deveríamos ter dito. É o que acontece quando "agimos sem pensar" - o que também pode vir a nos ocorrer em momentos de calmaria (não é preciso que estejamos necessariamente descontrolados para que tenhamos posturas irrefletidas). De qualquer forma, é somente ao botar "a mão na consciência" que somos capazes de avaliar criticamente nossas opiniões e condutas, detectando possíveis injustiças. Mas o que é, afinal de contas, um homem justo? Platão, filósofo grego que viveu há mais de 2000 anos, preocupou-se com a questão; essa preocupação é retratada em seu diálogo &lt;em&gt;A República&lt;/em&gt;, uma das obras mais importantes que a humanidade já produziu. Portador de um grande talento literário, Platão jamais apresentou suas idéias em forma de tratados (tão recorrentes na história da filosofia), e sim por meio de diálogos fictícios onde seus personagens discutem um tema específico (no caso de &lt;em&gt;A República&lt;/em&gt;, a justiça). Estes personagens não foram inventados à esmo, e sim extraídos da vida real, isto é, do convivío de Platão, dos quais não podemos deixar de citar Sócrates [1], o herói dos diálogos platônicos, o personagem que efetivamente representa as idéias platônicas em tais ficções. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Posto isto, passemos ao tema da justiça tal como ele é tratado em &lt;em&gt;A República. &lt;/em&gt;Na obra em questão, Sócrates está na casa do ancião Céfalo, na companhia deste e de outras pessoas. Questionado por Sócrates sobre como é a condição de idoso, Céfalo aponta a preocupação que, na velhice, os homens têm - já que, nesta fase da vida, a morte está inevitavelmente próxima - em relação ao que diz o mito sobre o mundo dos mortos. Segundo o mito, aqueles que foram injustos durante suas vidas serão castigados após a morte, ao contrário dos que tiveram uma existência calcada na justiça. Assim, o tema da justiça se insere nesta conversação. Como ser, então, um homem justo? É a pergunta que Sócrates dirige aos presentes, dando início ao longo debate que percorrerá todo o diálogo. O próprio Céfalo arrisca um primeiro pitaco: justo é devolver ao outro o que é seu. Isto é, a norma de justiça está aí atrelada à idéia de direito à propriedade privada. Poderíamos, hoje em dia, como exemplo, pensar num indivíduo que perdeu uma carteira cheia de dinheiro - de acordo com Céfalo, justo seria devolver à este homem sua carteira com o dinheiro. Parece-nos algo razoável pensado desta maneira. Porém, a definição proposta pelo ancião, aplicada genericamente, logo se mostra limitada, quando Sócrates a rebate questionando se é justo devolver uma arma à um dono que acabou de enlouquecer. Polemarco - outro personagem do diálogo - dá um outro palpite: justo é fazer bem aos nossos amigos e mal aos nossos inimigos. Sócrates, entretanto, acredita que não é próprio do homem justo fazer mal a quem quer que seja, rejeitando também esta segunda definição. Trasímaco entra no debate afirmando que justiça é sinônimo de obediência ao Estado - em outras palavras: justiça é aquilo que é vantajoso para o mais poderoso. Sócrates contra-argumenta afirmando que os governantes podem propor leis equivocadas (as quais não se deve obedecer) e exalta o que seria a verdadeira função de um estadista: zelar pelo bem da comunidade, e não pelo seu próprio. &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356970779681437170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 354px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SlfIiqsPNfI/AAAAAAAAAqc/Lx-Cy1JcabQ/s400/TORCIDA1.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Segundo Polemarco - personagem do diálogo A República, de Platão - justo seria fazer "bem aos nossos amigos e mal aos nossos inimigos". Aceitar essa posição de modo genérico significa aceitar, por exemplo, que uma briga entre torcidas num estádio de futebol está éticamente justificada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vê-se que Platão, filósofo antigo, levanta temáticas ainda hoje muito pertinentes: o direito à propriedade deve ser respeitado sob quaisquer circunstâncias? Como devemos agir com aqueles que não são nossos amigos? Temos com estes alguma espécie de compromisso ético? É legítimo o governo preocupado muito mais consigo mesmo do que com a sociedade que ele representa? Constatando a impossibilidade em se definir o homem justo analisando exemplos individuais, o protagonista Sócrates propõe aos demais debatedores que uma cidade ideal seja construída imaginariamente; a idéia é que primeiramente se encontre a justiça no corpo da coletividade, para que posteriormente ela possa ser identificada nas ações individuais. Aqui Platão nos dá uma contribuição preciosíssima; mostra a interdependência que há entre coletivo e o individual. Ao mesmo tempo em que o individual determina o coletivo (uma cidade justa se faz por meio de homens de alma justa), o coletivo também determina o individual (um sujeito que nasce numa sociedade injusta tende a ser um homem de alma injusta, um sujeito que nasce numa sociedade justa tende a ser um homem de alma justa). Ao observar que, numa cidade, cada indivíduo tem dentro dela uma função específica (caso contrário, &lt;em&gt;o todo&lt;/em&gt; não funcionaria bem), Sócrates constata a existência de três classes sociais: a de &lt;em&gt;governantes&lt;/em&gt;, a dos &lt;em&gt;guardiões&lt;/em&gt; (sua função é defender a cidade) e a de &lt;em&gt;artesãos&lt;/em&gt; (as que englobam todas as profissões que não são as duas anteriores). Assim como a cidade é tripartida, a alma dos indivíduos também possui três partes: uma parte que Platão considera inferior, a &lt;em&gt;concupiscente&lt;/em&gt; (devotada aos prazeres materiais, aos desejos corpóreos), e duas partes superiores, a &lt;em&gt;irascível&lt;/em&gt; (relacionada à coragem) e a &lt;em&gt;racional&lt;/em&gt;. Artesão é aquele indivíduo cuja parte concupiscente de sua alma possui grande força; correlativamente, o guardião da cidade deverá ser aquele cuja parte irascível de sua alma possui grande força. Evidentemente, os governantes da cidade - para Platão - são os indivíduos cuja parte racional de sua alma possui grande força; são eles os filósofos. Se em cada indivíduo há a predominância de uma dessas três partes, é por conseqüência disto que o Estado possui as três classes sociais citadas anteriormente. Em suma: as três classes representam as três partes da alma. Isso fica explicitado quando o protagonista Sócrates afirma que "dentro de cada um de nós existem os mesmos modos de ser e costumes que há na cidade" [2]. A tese platônica é a de que &lt;em&gt;alma&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;política&lt;/em&gt; são coisas indissociáveis; isto é, a moral dos indivíduos é traduzida na constituição do Estado. O coletivo espelha o individual e vice-versa. Seguindo esta linha de raciocínio, a cidade justa é definida por Sócrates como uma cidade que possui &lt;em&gt;harmonia&lt;/em&gt; entre as classes sociais, coisa que, de acordo com o platonismo, só ocorre quando cada indivíduo desempenha corretamente a função que lhe é devida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358371302667436242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SlzCT1YjwNI/AAAAAAAAAq0/_LyeLUOZIzM/s400/PLAT%C3%83OCLASSE.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;As classes econômica (dos artesãos), militar (dos guardiões) e dos magistrados (dos governantes) são, para Platão, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;as três classes que formam uma sociedade. Segundo Platão, se essas classes não coexistirem de modo harmonizado, não haverá justiça na comunidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O governo da razão.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Se a justiça na comunidade depende, então, que cada indivíduo desempenhe a sua função social, isto significa que a cidade ideal deve ser governada pelos filósofos, isto é, por aqueles que possuem uma alma predominantemente racional. Segundo Platão, o tipo de governo capaz de assegurar uma cidade justa é, portanto, &lt;em&gt;aristocrático&lt;/em&gt;. É o governo de uma classe específica. A idéia é que a cidade seja conduzida de forma racional, com sabedoria (a sabedoria é a virtude dos filósofos). Platão não vê a divisão da sociedade em classes, o governo da classe filósofa e a harmonia entre governantes e governados como uma espécie de alienação. Aqui Platão nos parece distante de Marx [3]. Mas essa distância é apenas aparente. Marx repudiava a sociedade capitalista porque ela é dividida em classes sociais - mas Marx referia-se à divisão entre a classe rica opressora e a classe pobre oprimida. Platão não prega um governo da classe rica, mas sim um governo dos mais sábios. Neste sentido, seu aristocratismo é pouco distinto da atual democracia ocidental (considerando o fato de que, na democracia moderna, os cidadãos elegem representantes, &lt;em&gt;supostamente&lt;/em&gt; os mais sábios e aptos a cumprirem a tarefa de governar). E pouco distinto também do marxismo à medida em que &lt;em&gt;A República&lt;/em&gt; de Platão - tanto quanto o&lt;em&gt; Manifesto do Partido Comunista&lt;/em&gt;, de Marx - vislumbra uma sociedade utópica, coletivista, sem ricos e pobres, onde todos os indivíduos possam ser felizes. Platão, aliás, antecipa o que Marx e Jean-Jacques Rousseau [4], pensadores modernos, disseram muitos e muitos anos depois de &lt;em&gt;A República&lt;/em&gt; ter sido escrita: sociedades onde existem ricos e pobres são desarmônicas, suscetíveis à conflitos de classes [5]. Uma sociedade justa na concepção platônica não deve, então, possuir disparidades deste tipo. Quando afirmamos que a aristocracia é, para Platão, a única forma de governo pela qual a justiça pode se realizar na cidade, não devemos confundir aristocracia com &lt;em&gt;oligarquia&lt;/em&gt;. Segundo Platão, a oligarquia - definida como "governo dos ricos" (quando a cidade escolhe seus reis com base em suas posses) - é uma forma de governo corrompida, incapaz de manter a comunidade em harmonia, e típica de homens injustos. Se, portanto, a cidade justa é aquela na qual os indivíduos cumprem devidamente a sua função social (justamente em prol da manutenção dessa cidade justa), na qual há harmonia entre as classes e governo da razão (dos filósofos), como definir, então, o &lt;em&gt;homem justo&lt;/em&gt;? O homem justo é aquele indivíduo em que a parte racional de sua alma comanda as outras duas, moderando a concupiscência e a ira; é o indivíduo que, assim, mantém em harmonia as três partes de sua alma. Mesmo o artesão e o guardião da cidade (isto é, os não-filósofos da cidade platônica) devem se autogovernar pela razão. Nós contemporâneos podemos tirar lições interessantes do pensamento de Platão: por exemplo a idéia de que um homem não pode ser justo se não for, ao mesmo tempo, reflexivo (mesmo o "não-filósofo"); sem reflexão, a justiça não é possível. Neste sentido, o não-reflexivo tenderia para a injustiça, mesmo involuntariamente [6]. Numa pós-modernidade dinamizada como a nossa, onde os indivíduos são, em geral, extremamente afeitos aos juízos apressados, irrefletidos e ao indiferencismo perante os problemas que enfrentamos enquanto sociedade, a tese de Platão é digna de ser bem observada. Outra importante colaboração do pensamento platônico é a idéia de que justiça é também sinônimo de um bom cumprimento de um papel social. Em outras palavras: um sujeito que não "faz a sua parte" em prol da coletividade, também não é um homem justo - conseqüentemente, uma comunidade formada por homens que nada fazem em prol do coletivo, não é uma comunidade justa. Vivendo numa sociedade injusta, as chances que tenho de me portar como um homem injusto são muito maiores; e sendo um homem injusto, são bem menores as minhas chances de ajudar a tornar justa a sociedade em que vivo.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358381535531082594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SlzLndxXo2I/AAAAAAAAArE/EN7mu7nm1Eo/s320/PLAT%C3%83OINDIFEREN%C3%87ASOCIAL.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Uma sociedade não pode ser justa se os seus indivíduos não tiverem uma alma justa. E, segundo Platão, um indivíduo não pode ter uma alma justa se não for reflexivo, se não for capaz de pensar - por exemplo - os problemas da sociedade e se não cumprir devidamente um papel social que beneficie toda a coletividade.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1] O filósofo Sócrates foi mestre de Platão. A admiração deste por aquele era tanta, que Platão resolveu fazer de Sócrates o principal protagonista de seus diálogos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2] PLATÃO. &lt;em&gt;A República&lt;/em&gt;. São Paulo, Martins Fontes, 2006. pág. 158 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3] Karl Marx (1818-1883): importante pensador alemão. Autor de obras como &lt;em&gt;Manifesto do Partido Comunista &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;O Capital.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;[4] Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): importante filósofo suíço. Autor de obras como&lt;em&gt; Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos das Desigualdades Entre os Homens&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Contrato Social&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;[5] Por isso, tanto Rousseau quanto Marx propuseram soluções para a questão das desigualdades sociais. Enquanto Rousseau acreditava que um novo contrato social garantiria a igualdade entre os cidadãos, Marx apostava numa revolução do proletariado e, assim, na instituição de um governo que aboliria as classes sociais.&lt;br /&gt;[6] Hannah Arendt (filósofa alemã que viveu de 1906 até 1975), também nos mostra isso, em sua obra &lt;em&gt;Eichmann em Jerusalém&lt;/em&gt;. Segundo Arendt, Eichmann, julgado em Israel (no ano de 1961) por sua forte colaboração com o regime nazista na Alemanha, não seria um sujeito dotado de uma "monstruosidade natural", mas sim - nas palavras da própria filósofa - um "funcionário mediano, um arrivista medíocre, incapaz de refletir sobre seus atos ou de fugir aos clichês burocráticos". É a idéia de que o mal está atrelado à ausência de reflexão. Mais sobre Eichmann no link &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Eichmann"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolf_Eichmann&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SlzPn3O8AaI/AAAAAAAAArU/JLHTkWBHUzM/s1600-h/CIMG7800.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358385940412498338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 58px; CURSOR: hand; HEIGHT: 81px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SlzPn3O8AaI/AAAAAAAAArU/JLHTkWBHUzM/s200/CIMG7800.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rafael Issa é graduando em Filosofia na Universidade de São Paulo (USP) e formado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-4451302208184853281?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/4451302208184853281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/07/platao-e-o-homem-justo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4451302208184853281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/4451302208184853281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/07/platao-e-o-homem-justo.html' title='Platão e o homem justo'/><author><name>Rafael Issa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/TF7jeF869LI/AAAAAAAAAtw/mYrUQDfu4cs/S220/CIMG7800.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SlfIiqsPNfI/AAAAAAAAAqc/Lx-Cy1JcabQ/s72-c/TORCIDA1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-5725527213766063066</id><published>2009-06-30T20:10:00.008-03:00</published><updated>2009-06-30T20:35:06.491-03:00</updated><title type='text'>"A crise não é minha, é do Senado!" - Uma visão platônica e hobbesiana da decadente democracia brasileira.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;                          &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SkqdfA6tbeI/AAAAAAAAAD4/-IjqM8I63jw/s1600-h/bsb_fotoinauguracao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SkqdfA6tbeI/AAAAAAAAAD4/-IjqM8I63jw/s320/bsb_fotoinauguracao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353264263231008226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                        &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;                                                                                  &lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///H:%5CDOCUME%7E1%5Cuser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///H:%5CDOCUME%7E1%5Cuser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///H:%5CDOCUME%7E1%5Cuser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt; 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Mas...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa foi boa. Aliás, muito boa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porque se a crise é do senado, este, por sua vez, necessita de membros – os senadores – para existir. O Sr. José Sarney é um destes senadores que, eleito pelo povo, constituem o Senado; assim, se ele mesmo diz que a crise é do Senado, logo, a crise também é dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Complicado? Parece que não...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O estado em que se encontram as instituições políticas de nosso país chega a ser lamentável. Será que aqueles que lutaram pela democracia em nosso país – através do movimento &lt;i style=""&gt;Diretas já&lt;/i&gt;- imaginariam o nível em que hoje se encontram os representantes eleitos pelo povo e que, ao invés de lutar pelos direitos destes, criam atos secretos para favorecimento próprio? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Onde está a democracia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, ninguém sabe. Ninguém faz nada. Nossa sociedade se cala perante os abusos do poder em todas as suas esferas, seja lá em Brasília com a “novidade” dos atos secretos, seja aqui em São Paulo com o descaso com a educação e a segurança, enfim, estes e outros escândalos por um tempo estão na mídia, depois caem no esquecimento. Muitos dizem que podemos exercer nossos direitos e retirar os maus governantes através do voto, então surge à pergunta: Em quem votar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As leis que vigoram em nossa democracia não surtem efeito naqueles que possuem o poder, seja ele político ou financeiro. Ao contrário, elas são severas com aqueles que, pelo descaso deste mesmo poder democrático que tem em si a utopia de garantir o mesmo direito a todos, ferem a lei com seus roubos, assassinatos, seqüestros e quando presos são apresentados a sociedade para transmitir a mensagem de que a lei funciona e que o crime não compensa. O engraçado é quando os mais “graúdos” são pegos, sempre existe um &lt;i&gt;habeas corpus &lt;/i&gt;pronto para ser expedido e liberar o “suspeito” até que tudo seja esclarecido; vide os casos da dona da Daslu Eliana Tranchesi, d&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Skqe5HPul8I/AAAAAAAAAEA/zI8rUZeKGjE/s1600-h/imagesplatao.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 120px; height: 86px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Skqe5HPul8I/AAAAAAAAAEA/zI8rUZeKGjE/s320/imagesplatao.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353265811118004162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o banqueiro Daniel Dantas, entre outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É por estes e outros motivos que cada vez mais vou aderindo às idéias de Platão sobre a democracia. Segundo ele a democracia é “a pior das formas boas de governo e a melhor das más”, tal afirmação não é feita ao acaso, pois, a sociedade ateniense do séc. V, trazia o que era até então uma novidade com relação às formas políticas para se governar uma cidade: a democracia. A democracia ateniense privilegiava os cidadãos no tocante ao direito ao voto (vale lembrar que os cidadãos, neste caso, referem-se somente aos homens nascidos em Atenas; mulheres e escravos – em sua maioria prisioneiros de guerra – não tinham o direito ao voto) e a participação destes nas assembléias, onde todos tinham o direito à palavra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Neste contexto surgem os sofistas, pois em uma forma de governo onde é permitida a expressão de seus indivíduos, saber persuadir com as palavras e usar técnicas para argumentá-las torna-se uma necessidade principalmente para aqueles que naquela época aspiravam seguir em sua carreira política. A imagem dos sofistas então ganha em importância, afinal cabia a eles preparar aqueles que desejavam se beneficiar da política através do jogo das palavras. É através deste ponto que Platão começa a ter uma visão negativa da democracia, pois, aqueles que aspiravam à vida política não o faziam com o intuito de fazer o bem para a sua cidade e conseqüentemente aos seus cidadãos, muito pelo contrário, utilizavam para satisfazer suas vaidades. A condenação de Sócrates fornece a Platão o material necessário para desprezar tal forma de governo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Percebe-se então que o contexto político sobre o qual vivia Platão, no qual a democracia era totalmente disforme com os seus princípios e o nosso contexto que se caracteriza também como democrático, apesar de algumas diferenças entre estas democracias, não parece muito distante do contexto de Platão, no que tange ao uso das palavras em benefício próprio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então como resolver o problema político de nosso país? Qual seria a melhor alternativa, ou a melhor forma de governo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É uma pergunta a meu ver de difícil resposta, pois vivemos em um país que o espírito de igualdade de direitos entre todos que caracteriza a democracia – como já dito - não existe. Os ricos esmagam os mais pobres, tornando-os dependentes de poucas oportunidades de trabalho prejudicando assim sua melhora de vida e conseqüentemente sua ascensão social. Dessa forma, vejo a sociedade dividida em duas partes que lutam entre si: de um lado os ricos que lutam uns contra os outros, com suas artimanhas e contatos importantes procuram derrubar o outro e tornar-se cada vez mais rico, de outro lado, vejo os pobres que também lutam entre si, porém pelas pouquíssimas oportunidades de emprego que surgem, uma luta também desleal onde somente aqueles um pouco melhor preparados ou com alguns contatos atingem seus objetivos, deixando assim aqueles que sobraram cada vez mais necessitados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tais lutas se refletem nas relações sociais, basta observarmos os índices de violência apresentados ou então, para aqueles que não confiam nos números, basta por os pés para fora de casa e perceber o quanto os homens são intolerantes uns com os outros, querendo sempre levar vantagem sobre aquele menos avisado. Isso acontece devido a essa falta de igualdade de direitos e oportunidades que o regime democrático brasileiro deveria promover e que infelizmente não o faz. Vivemos em uma verdadeira selva, onde cada homem e mulher saem às ruas procurando a seu modo manter seus empregos e a segurança de seus familiares. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando isso não acontece surgem os furtos, os assassinatos, os sequestros-relâmpagos, que são a resposta de alguns membros da sociedade a um Estado ausente em sua formação enquanto cidadão, ou seja, a ausência de uma educação digna, de um sistema de saúde mais humano e principalmente a ausência de um poder judiciário que cumpra o seu papel de ser simplesmente justo.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Skqfi8u6yNI/AAAAAAAAAEI/vjK0KUK_3wM/s1600-h/imageshobbes.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 103px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Skqfi8u6yNI/AAAAAAAAAEI/vjK0KUK_3wM/s320/imageshobbes.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353266529850542290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Thomas Hobbes (1588-1679) filósofo político fornece em suas obras, principalmente a do Leviatã, uma possível solução de tais conflitos. Segundo ele, os homens em uma sociedade sem leis, que ele define como um &lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;estado de natureza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; encontra-se por incrível que pareça em uma condição se não igual, ao menos semelhante da que nossa sociedade que possui um sistema legislativo democrático atravessa. Ou seja, enquanto a nossa constituição define que todos são iguais perante a lei, Hobbes define os homens como iguais por natureza, entretanto, como buscam os mesmos interesses brigam entre si e o mais forte ou o mais esperto leva a vantagem sobre o outro, devido à ausência de leis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É também um estado, que segundo Hobbes, não oferece garantia de segurança, pois a qualquer momento o indivíduo pode ser morto devido à cobiça do outro sobre o que ele possui (qualquer semelhança com a nossa sociedade é mera coincidência). Como neste estado de natureza não existe um poder regulador, ou seja, os homens podem fazer o que bem entenderem Hobbes classifica estas ações como &lt;i style=""&gt;direito de natureza, &lt;/i&gt;que nada mais é do que a luta que o homem tem para conseguir manter-se vivo e conseguir fazer o que bem entende. Porém, o homem só faz uso deste direito quando percebe que sua vida corre perigo, o homem segundo Hobbes deve antes de qualquer coisa procurar a &lt;u&gt;paz&lt;/u&gt; é a chamada &lt;i style=""&gt;lei de natureza&lt;/i&gt;, em que os homens através de pactos com outros homens procuram estabelecer a paz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O motivo para que o homem procure se organizar e viver em um estado são justamente estes: viver em paz, ter seus direitos assegurados e ter a certeza de que sua vida será conservada. Isso só será possível com a criação de um Estado que seja governado com uma única pessoa que centralize em si a vontade de todos, com o consentimento de todos: o &lt;i style=""&gt;Leviatã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A democracia em nosso país passa por uma grave crise, “é uma guerra de todos contra todos”, como afirmara Hobbes. Entretanto, o grande mal que aflige o nosso país é o consentimento de todos nós cidadãos, que vemos todas estas barbaridades acontecendo que ficamos calados, imóveis. Entendo que apesar dos problemas a democracia ainda é - ao contrário de Platão e Hobbes – a melhor forma de governo e principalmente a mais justa, mas precisamos viver e praticar a democracia não somente através do voto e sim cobrando exigindo mudanças que possam melhorar a vida de todos, sem exceção, tanto pobres como ricos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-5725527213766063066?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/5725527213766063066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/06/crise-nao-e-minha-e-do-senado-uma-visao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5725527213766063066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5725527213766063066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/06/crise-nao-e-minha-e-do-senado-uma-visao.html' title='&quot;A crise não é minha, é do Senado!&quot; - Uma visão platônica e hobbesiana da decadente democracia brasileira.'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SkqdfA6tbeI/AAAAAAAAAD4/-IjqM8I63jw/s72-c/bsb_fotoinauguracao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-3441938936687211580</id><published>2009-06-17T17:46:00.003-03:00</published><updated>2009-06-17T17:56:30.962-03:00</updated><title type='text'>O Medo, segundo Baruch Espinosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SjlWR9jFB1I/AAAAAAAAADo/gO3RVv1o2do/s1600-h/spinoza1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 215px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SjlWR9jFB1I/AAAAAAAAADo/gO3RVv1o2do/s320/spinoza1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348400899058632530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos nós em algum momento da vida, passamos por esta experiência: sentir medo.&lt;br /&gt;Entretanto, a forma como administramos este momento faz toda a diferença quando este é superado. Afinal, o medo coloca o ser humano em tal situação que a razão acaba perdendo espaço para a emoção, e as ações regadas a esta – em sua maioria – são danosas e irreversíveis; o medo também faz com que se procure alternativas para superá-lo ou esquecê-lo, é sobre estas alternativas que Baruch de Espinoza (1632-1677) trata no prefácio de seu livro Tratado Teológico-Político e que  fornecerá o fundamento para a nossa reflexão.&lt;br /&gt;Logo no início de seu prefácio ele afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Se os homens pudessem, em todas as circunstâncias, decidir pelo seguro ou se a fortuna lhes mostrasse sempre favorável, jamais seriam vítimas da superstição.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise que Espinosa faz do homem de sua época é a de este é refém de suas necessidades, ou seja, quando ele as consegue suprir vive bem, ao contrário a dificuldade em supri-las leva-o ao medo e conseqüentemente a superstição. Assim, o homem quando tem segurança em sua vida e em seus propósitos jamais vai a procura do “sobrenatural”ou da religião pelo fato de que ele, por suas próprias forças, e sobretudo pelo seus bens pode ser feliz e sentir-se seguro.&lt;br /&gt;O homem contemporâneo é o retrato fiel da análise de Espinosa feita em seu tratado, pois em uma sociedade globalizada, de profunda exclusão e que define as pessoas pelo que possuem e não pelo o que são fazem com que o homem busque incessantemente ocupar este espaço. Porém, ocupar este espaço não é uma tarefa fácil; primeiro porque o homem é cheio de esperanças: no amor, no financeiro, na saúde, etc. Como suprir estas esperanças? A resposta em nossos dias está na religião. É através dela que o homem fará uma ponte para chegar aonde espera, aonde deseja; a busca pelo sobrenatural, por algo mais poderoso que ele é a solução que certamente não irá deixá-lo na situação em que se encontra.&lt;br /&gt;Mas, o homem é contraditório, egoísta e age por interesse próprio. Tais características encontram-se como que implícitas nas palavras de Espinosa que veremos a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não há, com efeito, ninguém que tenha vivido entre os homens que não se tenha dado conta de que a maior parte deles, se estão em maré de prosperidade, por mais ignorantes que sejam, ostentam uma tal sabedoria que até se sentem ofendidos se alguém lhes quer dar um conselho. Todavia, se estão na adversidade, já não sabem pra onde se virar, suplicam o conselho de quem quer que seja e não há nada que se lhes diga, por mais frívolo, absurdo ou inútil, que eles não sigam.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, vemos que para Espinosa o homem é inconstante, maleável, incapaz de ser o que é. A situação de conforto ou de riqueza traz ao homem sabedoria, força e coragem que são características importantes no homem e que o guiam em suas decisões e projetos. Mas, tal situação também o torna arrogante, visto que ele se acha em um seleto grupo de “poderosos”. Mais uma vez vemos a atualidade do texto de Espinosa, pois, se olharmos em nosso redor e verificarmos as características dos “afortunados” veremos que ele tem razão. Se prestarmos bem a atenção poderá perceber o quanto se acham donos da razão, das melhores idéias, das soluções ideais; para quem trabalha em uma empresa verá a realidade destas palavras, por exemplo, alguém já percebeu o quanto os patrões em suas empresas jamais admitem as opiniões de funcionários mais simples, e que estes dão valor as opiniões de seus gerentes e diretores? E quando saem as soluções vemos quanto tempo fora perdido em reuniões, palestras, discussões, pois chegaram a conclusões comuns, nada que altere o rumo da própria empresa.&lt;br /&gt;Entretanto, estes mesmos homens que jamais aceitariam opiniões em tempos de fortuna, na adversidade se apegam a todo o tipo de conselhos. Se tornam religiosos do dia para a noite, enchem os bancos das igrejas louvando e cantando a Deus, o motivo da conversão? O medo. A possibilidade da penúria, da tristeza, da falta no lugar da abundância fazem os homens procurarem de tudo e colocarem a culpa em qualquer coisa, uns dizem: “É coisa do demônio!”, outros: “É um espírito maligno!”. Um exemplo disso são as igrejas que prometem a mudança, a riqueza ou então pais de santo que desfazem qualquer amarração, que trazem a pessoa amada em “2 dias!”. Tais slogans atraem os desesperados, sedentos por uma solução divina para seus medos. Tamanho é o medo de sentir medo, que estes pautam suas ações baseados nas superstições que trazem consigo, como nos destaca Espinosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Se acontece, quando estão com medo, qualquer coisa que lhes faz lembrar um bem ou um mal por que já passaram julga que é o prenúncio da felicidade ou da infelicidade... apesar de já se terem enganado centenas de vezes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem em sua vida também não teve tal pressentimento? Algo bom que acontecera, tem seus momentos como que reprisados dando a este um sinal de que algo bom virá, em contrapartida se acontece o contrário, se prepare! Pois o inferno irá começar! Não passar embaixo de escadas, desviar do gato preto, dentre outras, são medos retidos dentro do homem , que guiam sua vida e suas decisões. Quanto medo! Somos reféns de nós mesmos, seja na fortuna ou na adversidade, somos reféns. Não que o homem não deva buscar o auxílio divino, pelo contrário, o que Espinosa quer mostrar-nos com suas palavras em seu texto é a covardia do homem em ser o que ele é, ou seja, é a incapacidade de fazer da adversidade um degrau para a felicidade, aprender com os erros com a finalidade de ser melhor.&lt;br /&gt;O medo para Espinosa é a causa que origina, conserva e alimenta a superstição. Os homens, em sua grande maioria procuram a Deus não por causa Dele, mas sim para conservar suas vaidades e  perdem, dessa maneira, uma oportunidade valiosa de serem melhores através da ação de Deus. Mas não, todos estão em busca de um milagre que é a solução dos problemas.&lt;br /&gt;Isso é o que me dá medo!&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SjlXLB9GDRI/AAAAAAAAADw/3c0d7b5e1WI/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 289px; height: 313px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SjlXLB9GDRI/AAAAAAAAADw/3c0d7b5e1WI/s320/untitled.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348401879494036754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-3441938936687211580?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/3441938936687211580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/06/o-medo-segundo-baruch-espinosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/3441938936687211580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/3441938936687211580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/06/o-medo-segundo-baruch-espinosa.html' title='O Medo, segundo Baruch Espinosa'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SjlWR9jFB1I/AAAAAAAAADo/gO3RVv1o2do/s72-c/spinoza1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-6012879681011478553</id><published>2009-06-01T09:07:00.006-03:00</published><updated>2009-06-02T09:49:22.223-03:00</updated><title type='text'>O preconceito contra a filosofia (e a filosofia contra o preconceito)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todo universitário do curso de filosofia certamente já deve ter ouvido por aí (muito provavelmente de alguém que nunca passou nem perto de um livro de filosofia) algum comentário preconceituoso em relação ao seu objeto de estudo. As acusações mais freqüentes que são feitas explícita e implicitamente contra a filosofia são de que ela não faz sentido algum, é "esquisita", "viajante", "chata" e não tem utilidade social. Tirar esses preconceitos da cabeça de uma pessoa costuma ser missão quase impossível. Lecionar a disciplina no ensino médio, ainda mais difícil (se ensinar, de uma maneira geral, hoje em dia está muito complicado, imaginem ensinar filosofia). Resta então a tentativa de apontar os porquês desta resistência, e investigar se a filosofia é realmente inútil e, portanto, merecedora de tanto descrédito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um preconceito sempre tem origem social - em geral, numa violência social. O preconceito racial contra os negros, ainda hoje existente, nos serve como exemplo disto. Ele se origina durante o período escravista, na violenta relação entre o opressor branco e o escravo negro. Se torna preconceito &lt;em&gt;de raça&lt;/em&gt; quando os brancos, vendo constantemente os negros numa posição socialmente subalterna, se esquecem do que um dia fizeram contra estes, perdendo de vista, portanto, a genealogia desta desigualdade. E aí faz-se a distorção: se boa parte dos negros moram em favelas e boa parte dos brancos possuem melhores condições de moradia, dentre outras coisas, isso se deve pura e exclusivamente à uma questão de competência destes e incompetência daqueles - eis o erro. A melhor forma de combater um preconceito, então, é expondo a sua raiz - porque se a escravidão for escancarada como a grande responsável pela difícil situação social de muitos negros hoje em dia, e é, cai por terra o argumento racista (se é que um argumento racista pode ser realmente considerado um argumento) de que o afro descendente seria, por predisposição genética, naturalmente "vagabundo", "preguiçoso" e "incapaz". Quando uma relação de opressão e violência é naturalizada, os indivíduos de temperamento menos reflexivo acabam aceitando a concepção, ilusória, de que seus preconceitos são opiniões inteiramente autônomas, livres e isentas de qualquer influência ideológica do meio. Hoje em dia muitos defendem o "direito democrático do achismo", e nesse sentido, no de que a livre opinião é um direito inalienável, não estão errados. Entretanto, poucos se dão ao trabalho de buscar embasamento para suas "verdades". Em outras palavras: poucos se dão ao trabalho de investigar se o que "eu acho" é uma opinião &lt;em&gt;realmente minha &lt;/em&gt;ou, ao contrário, uma indução social. Isso não acontece por acaso, e tudo tem a ver com o atual espírito do mundo ocidental: o da defesa de uma democracia superficial, onde o discurso pró-liberdade encerra-se em si mesmo, sem que paremos para pensar como poderíamos usar os livres espaços de maneira mais qualitativa, e ainda, cegando às diversas formas de condicionamentos que permanecem existindo. O preconceito, portanto, não é nada mais do que o "achismo" em seu grau máximo de irreflexão, direcionado contra um grupo específico de pessoas. E aí, mesmo quando a legislação vigente tenta remar contra a maré de um preconceito qualquer (é o caso do preconceito racial, já que hoje, pela constituição, negros e brancos, possuem o mesmo direito à liberdade, e igualmente submetido ao dever de seguir as leis do Estado), a discriminação ainda resiste. Algo semelhante acontece com a filosofia; embora a resolução do Conselho Nacional de Educação (de 2006) valorize a filosofia (já que a torna, ao lado da sociologia, disciplina obrigatória no ensino médio), a sociedade continua sem perceber sua utilidade social - uma utilidade que a lei já reconhece. Vivemos numa pós-modernidade calcada em valores pragmáticos, onde o ritmo de nossas vidas é extremamente acelerado; uma grande quantidade (e nem sempre muita qualidade) de informações circulam diante de nós. Sobra pouco tempo, disposição e até mesmo capacidade para pensar de modo mais profundo. Até porque, segundo o sociólogo francês Gilles Lipovestky (autor de livros que dissecam os tempos atuais, como &lt;em&gt;A Era do Vazio&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Felicidade Paradoxal&lt;/em&gt;), uma sociedade estruturada pela lógica do consumo requer dos indivíduos uma postura mais passional (direcionada ao ato impulsivo de consumir) e menos reflexiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A utilidade social da filosofia é justamente a de se contrapor à tudo isso, e representar um pedido de atenção e de calma numa contemporaneidade que se caracteriza pela dispersão e pelo corre-corre. É o que pensadores como, por exemplo, Mario Sérgio Cortella (professor da PUC-SP), Roberto Romano (professor da Unicamp) e Renato Janine Ribeiro (professor da USP), os três formados em filosofia, procuram fazer com suas palestras, livros e artigos em jornais e revistas. A filosofia questiona os juízos apressados. O filósofo é aquele que nos propõe o desafio de reexaminarmos nossos achismos - o que pode ser irritantemente difícil, incômodo, à medida em que o achismo não é uma construção reflexiva do indivíduo, mas sim uma opinião inconscientemente consumida numa sociedade que, nas palavras de José Miguel Wisnik, músico e professor de literatura brasileira da USP, tornou mercado até mesmo sua consciência moral. Nesse sentido, a filosofia se posiciona não apenas contra o preconceito direcionado à ela mesma, mas contra toda e qualquer espécie de preconceito que possa existir. Buscando conceituar via-reflexão, ela nega as pré-conceituações. Ao exigir de nós uma postura intelectual com a qual não estamos muito habituados, a filosofia sofre resistência - como sofreu em sua origem. Segundo diversos estudiosos, é com o filósofo grego Sócrates (469–399 a.C.) que efetivamente nasce a filosofia. E nasce não por meio de uma teoria. O primeiro grande filósofo da história da humanidade afirmou só saber que nada sabia (a sabedoria socrática consiste em conhecer sua própria ignorância), não escreveu uma única linha sequer e não apontou doutrina alguma. A filosofia pode - e deve - trazer a humildade de Sócrates para os dias de hoje, já que vivemos numa era onde o individualismo narcísico têm nos tornado cada dia mais arrogantes, menos conscientes de que "nada" sabemos e, assim, menos autocríticos com nossas concepções. Sócrates teve, portanto, uma &lt;em&gt;atitude&lt;/em&gt;. Ao invés de escrever, preferiu caminhar pelas ruas de Atenas, onde vivia, dialogando com seus concidadãos, fazendo perguntas inesperadas e embaraçosas à estes, convidando-os à um exame aprofundado de suas opiniões. Por isso, muitos sentiram-se incomodados com o "moscardo dos atenienses". Denunciado por "não acreditar nos deuses da cidade" e por "corromper a juventude", acabou condenado à morte. Desde então, Sócrates vem sendo sistematicamente "assassinado" por todos aqueles que recusam-se a refletir. &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342079783724341634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SiLhQn6vWYI/AAAAAAAAAp0/-NAYiibuATg/s200/socrates.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Sócrates&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SiLHpRwuMnI/AAAAAAAAAo8/Ssfh-DZYrRU/s1600-h/filosofiapreconceito4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342051619971150450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SiLHpRwuMnI/AAAAAAAAAo8/Ssfh-DZYrRU/s320/filosofiapreconceito4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No livro VI de &lt;em&gt;A Repúblic&lt;/em&gt;&lt;em&gt;a,&lt;/em&gt; uma das obras mais importantes da história da filosofia, o pensador grego Platão (428 ou 427-347 a.C.) - discípulo de Sócrates - *afirma que numa cidade desorganizada, onde o sistema educacional é ruim, os filósofos são considerados inúteis pelos demais membros da comunidade. Em contrapartida, num Estado bem estruturado, os filósofos possuem uma função central: governam a cidade. Obviamente que falar em "governo de filósofos" soa como um grande exagero - exagero típico de quem, como Platão, defendia não a democracia (refiro-me à democracia antiga, dos gregos), mas sim um governo aristocrático, de poucos, dos "melhores". O que nos interessa aqui, contudo, é o sentido subjacente da tese platônica: a idéia de que a sociedade deve dirigir-se racionalmente, com sabedoria, o que é fundamental em uma democracia &lt;em&gt;moderna&lt;/em&gt;, com a qual Platão jamais teve contato. A filosofia tem fundamentalmente um compromisso com a razão; mesmo quando se trata de criticar uma exacerbada valorização da razão (crítica que se constata em pensadores como Friedrich Nietzsche, David Hume etc), a racionalidade não é perdida de vista. Mesmo quando pretende defender a existência de Deus, a filosofia busca justificativas racionais (é o caso de São Tomás de Aquino e muitos outros). Devidamente valorizada, tem uma grande utilidade social. Fosse isso mentira, a ditadura militar brasileira (1964-1985) - como toda ditadura, sempre preocupada em abortar toda via de reflexão profunda que possa conduzir os indivíduos rumo à um questionamento do status quo - não teria **perseguido justamente a "inútil" filosofia. Numa democracia, onde as opiniões circulam e fluem mais livremente, a filosofia pode ter, inclusive na escola, um papel de suma importância: estimular os homens à se libertarem de suas amarras internas. Amarras que, atreladas à discursos prontos e superficiais, nos impõem uma visão de mundo muito limitada.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* Platão faz do seu mestre, Sócrates, o principal personagem de &lt;em&gt;A República&lt;/em&gt;, narrada em forma de diálogo. Portanto, "quem fala" sobre o tema em questão é o personagem Sócrates, que dialoga com outros personagens (Céfalo, Polemarco, Adimanto, Trasímaco, Gláucon...). É Sócrates quem, no diálogo, representa as idéias de Platão, autor da obra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;** Com o golpe de 64, a filosofia e a sociologia foram banidas do ensino médio. Além disso, muitos professores universitários de filosofia foram perseguidos pelo regime militar; é o caso, por exemplo, do já falecido filósofo Bento Prado Jr., professor de filosofia (USP) de 1961 até 1969, quando - cassado pelo AI-5 - foi impedido de prosseguir lecionando. Dentre os estudantes universitários que, durante a ditadura, foram perseguidos pela repressão, muitos faziam filosofia. O frade dominicano Tito de Alencar, estudante de filosofia da USP, sofreu, na prisão, torturas das quais jamais se recuperou psicologicamente. Já exilado na França, mas ainda perturbado com a experiência, suicidou-se em 1974. Sua história é contada no livro &lt;em&gt;Batismo de Sangue&lt;/em&gt;, de Frei Betto, que foi adaptada ao cinema. Vale ainda, para reiterar a tese de que a filosofia pode suscitar - naqueles que se dedicam à ela - uma postura crítica e combativa diante de toda e qualquer conjuntura opressiva, citar o confronto entre os estudantes de filosofia da USP e estudantes do Mackenzie, na rua Maria Antonia (03/10/1968). Enquanto aqueles se punham contra o regime militar, estes eram favoráveis à ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SiLSsl1PxjI/AAAAAAAAApk/9x-_5fOxXMQ/s1600-h/CIMG7800.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342063771526350386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 62px; CURSOR: hand; HEIGHT: 81px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SiLSsl1PxjI/AAAAAAAAApk/9x-_5fOxXMQ/s200/CIMG7800.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rafael Issa é graduando em Filosofia na Universidade de São Paulo (USP) e formado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-6012879681011478553?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/6012879681011478553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/06/o-preconceito-contra-filosofia-e.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6012879681011478553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/6012879681011478553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/06/o-preconceito-contra-filosofia-e.html' title='O preconceito contra a filosofia (e a filosofia contra o preconceito)'/><author><name>Rafael Issa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/TF7jeF869LI/AAAAAAAAAtw/mYrUQDfu4cs/S220/CIMG7800.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SiLhQn6vWYI/AAAAAAAAAp0/-NAYiibuATg/s72-c/socrates.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-1389884663450428077</id><published>2009-05-22T14:33:00.002-03:00</published><updated>2009-05-22T14:38:09.959-03:00</updated><title type='text'>O cérebro humano e o tempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ahy_gNLmRDA/Shbi11Jd3cI/AAAAAAAAAD4/Fh0ioadvORM/s1600-h/img.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 296px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ahy_gNLmRDA/Shbi11Jd3cI/AAAAAAAAAD4/Fh0ioadvORM/s320/img.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338703822722031042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:courier new;" &gt;Por Airton Luiz Mendonça&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-family:courier new;" &gt; (Artigo do jornal o Estado de São Paulo )&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-family:courier new;" &gt;&lt;span&gt; O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos moviment&lt;/span&gt;os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso cérebro é extremamente otimizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar&lt;br /&gt;conscientemente tal quantidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quando você se sente mais vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa...&lt;br /&gt;São apagados de sua noção de passagem do tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROTINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me entenda mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M &amp;amp; M (Mude e Marque).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar&lt;br /&gt;quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerque-se de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;E S CR EVA &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;tAmaNhos&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;diFeRenTes&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;e&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;em&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;CorES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;di f E rEn tEs !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVETE.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V I V A !!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-1389884663450428077?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/1389884663450428077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/05/o-cerebro-humano-e-o-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/1389884663450428077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/1389884663450428077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/05/o-cerebro-humano-e-o-tempo.html' title='O cérebro humano e o tempo'/><author><name>Anderson Mariano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10891356170852264422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dbk0iEw8HYo/Th9tKCOWRxI/AAAAAAAAAVA/leuNRGdBok8/s220/Imagem%2B038.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ahy_gNLmRDA/Shbi11Jd3cI/AAAAAAAAAD4/Fh0ioadvORM/s72-c/img.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-5516920978929893456</id><published>2009-05-22T11:14:00.002-03:00</published><updated>2009-05-22T11:31:20.829-03:00</updated><title type='text'>Por que a Justiça não pune os ricos?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Está matéria foi retirada da última edição da revista "Caros Amigos", e retrada que a justiça no Brasil não funciona para todos. Veja o relato de uma mulher que ficou mais de 1 ano presa por ter furtado um xampu, e como a mesma justiça libertou em menos de 24hrs Eliana Tranchesi, proprietária da butique de luxo Daslu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A mesma instituição que concede habeas corpus a figuras como a proprietária da butique de luxo Daslu, que deve aos cofres públicos R$ 1 bilhão,deixa ladras de xampu e desodorante longos meses mofando na cadeia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por Tatiana Merlino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Maria Aparecida evita olhar para sua imagem refletida no espelho. Faz quatro anos que a jovem paulistana saiu da cadeia, mas, nem que quisesse, conseguiria esquecer o que sofreu durante um ano de detenção. Seu reflexo remonta ao ocorrido no Cadeião de Pinheiros, onde esteve presa após tentar furtar um xampu e um condicionador que, juntos, valiam 24 reais. Lá, Maria Aparecida de Matos pagou por seu “crime”: ficou cega do olho direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portadora de “retardo mental moderado”, a ex-empregada doméstica foi detida em flagrante em abril de 2004, quando tinha 23 anos. Na delegacia, não deixaram que telefonasse para a família. Foi mandada diretamente para a prisão, onde passou a dividir uma cela com outras 25 mulheres. Em surto, a jovem não dormia durante a noite, comia o que encontrava pelo chão, urinava na roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado algum tempo, para tentar encerrar um tumulto, a carceragem lançou uma bomba de gás lacrimogêneo na área das detentas. Uma delas resolveu jogar água no rosto de Maria Aparecida, e a mistura do gás com o líquido fez com que seu olho fosse sendo queimado pouco a pouco. "Parecia que tinha um bicho me comendo lá dentro", conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedido das colegas de pavilhão, que não aguentavam mais os gritos de dor e os barulhos provocados pela moça, ela foi transferida para o "seguro", onde ficam as presas ameaçadas de morte. Maria Aparecida passou a apanhar dia e noite. "Eu chorava muito de dor no olho, e elas começaram a me bater com cabo de vassoura", relembra, emocionada. Somente quando compareceu à audiência do seu caso, sete meses depois de ter sido detida, sua transferência para a Casa de Custódia de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foi autorizada. Lá, diagnosticaram que havia perdido a visão do olho direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa época que sua irmã Gisleine procurou a Pastoral Carcerária, que a encaminhou para a advogada Sonia Regina Arrojo e Drigo, vice-presidente do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC). Sonia entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, que foi negado. Apelou, então, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em maio de 2005, concedeu liberdade provisória à jovem, 13 meses depois de ter sido presa por causa de 24 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A advogada também entrou com um pedido de extinção da ação, baseando-se no “princípio da insignificância”, aplicado quando o valor do patrimônio furtado é tão baixo que não vale a pena a justiça dar continuidade ao caso. No entanto, até hoje, o processo não foi julgado, e Maria Aparecida continua em liberdade provisória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação indigna Gisleine. "É um descaso muito grande. Já era para esse julgamento ter acontecido. Minha irmã pagou muito caro por esse xampu que não chegou a utilizar", critica. "Tem gente que não precisa estar na cadeia. Existem penas alternativas e o caso dela não seria de prisão, mas sim de internação, já que desde os 14 anos ela toma medicação controlada", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Justiça seletiva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo recurso jurídico – o habeas corpus – pedido pela advogada Sonia Drigo para que Maria Aparecida respondesse ao processo em liberdade foi solicitado e concedido, em 24 horas, a outra mulher. Mas um “pouco” mais rica: a empresária Eliana Tranchesi, proprietária da butique de luxo Daslu, em São Paulo, condenada em primeira instância a uma pena de 94,5 anos de prisão. Três pelo crime de formação de quadrilha, 42 por descaminho consumado (importação fraudulenta de um produto lícito), 13,5 anos por descaminho tentado e mais 36 por falsidade ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando impostos, multas e juros, a Justiça diz que a Daslu deve aos cofres públicos 1 bilhão de reais. Os representantes da empresa contestam esse valor, mas afirmam que já começaram a pagar as dívidas. A sentença inclui ainda o irmão de Eliana, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, diretor financeiro da Daslu na época dos fatos, e Celso de Lima, dono da maior das importadoras envolvidas com as fraudes, a Multimport.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prisão de Tranchesi foi consequência da Operação Narciso, desencadeada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público em julho de 2005, com o objetivo de buscar indícios dos crimes de formação de quadrilha, falsidade material e ideológica e lesão à ordem tributária cometida pelos sócios da butique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com juristas e analistas ouvidos pela reportagem da Caros Amigos, a diferença de tratamento dispensado a casos como o de Maria Aparecida e Eliana Tranchesi acontece porque, embora na teoria a lei seja a mesma para todos, na prática, ela funciona de forma bem distinta para os representantes da elite e para os pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonia Drigo ressalta, entretanto, que não existe uma justiça para ricos e outra para as camadas mais humildes. “Ela é uma só, mas é aplicada diferentemente”. Segundo o cientista político e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Andrei Koerner, a questão do acesso à justiça no Brasil é histórica. "Sempre houve uma grande diferença de tratamento dos cidadãos de diferentes classes sociais pelas instituições judiciárias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele explica que dentro do judiciário há distinções no andamento e efetividade dos processos, que variam com a classe social dos envolvidos. Segundo ele, um dos maiores problemas do poder é sua morosidade. No entanto, "isso não significa que os processos dos ricos são mais ágeis. Depende dos interesses e efeitos produzidos pelos processos". Ou seja, a Justiça, quando interessa às classes dominantes, também pode ser lenta. Como exemplo, o professor cita "o longo tempo de uma execução para cobranças de dívidas de impostos, de contribuições previdenciárias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a casos penais, isso também ocorre, "como quando uma pessoa com muitos recursos financeiros é acusada – Paulo Maluf, por exemplo. Nesse caso, ela é capaz de bloquear o andamento do processo até que a pena esteja prescrita. A agilidade em decidir a prisão ou soltura de uma pessoa também varia, de acordo com sua classe social", aponta Koerner. A diferença é que "um acusado de classe menos favorecida não será capaz de usar as oportunidades permitidas pelo processo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz criminal Sérgio Mazina, presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), acredita que o sistema judiciário reserva, aos pobres, o espaço da justiça criminal. "Essa desigualdade, mais servil aos interesses dos poderosos e mais repressiva em relação aos mais necessitados, acirra-se ainda mais em países como o Brasil, que tem uma sociedade baseada num sistema escravista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Roberto Kant de Lima, Professor Titular de Antropologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), existem “moralidades” distintas por parte dos agentes de segurança pública e justiça criminal no tratamento à criminalidade, quando ela está ligada ou não ao patrimônio. “Os latrocínios [roubo seguido de morte], por exemplo, são julgados por um juiz singular, enquanto que os outros homicídios são julgados pelo júri popular’’. Segundo o professor, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, pode-se concluir que as várias “moralidades” afetam desigualmente a aplicação da lei, sendo que algumas dessas desigualdades estão registradas em tipos processuais explícitos, enquanto outras, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mazina sustenta que a justiça brasileira é constituída para não ser popular. Em sua avaliação, desde a formação da legislação, há uma preocupação muito maior com a preservação patrimonial em detrimento da proteção da integridade física. Isso contribui, portanto, para a criminalização das camadas mais baixas da população, mais propensas, por sua condição social, a cometerem delitos contra o patrimônio. "Há um acirramento da legislação para os crimes cometidos pelos pobres. O código penal brasileiro criminaliza a pobreza", denuncia Mazina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonia Drigo acredita que há uma dupla criminalização, pois "a exclusão já é uma criminalização. Isso me lembra a diferença de tratamento dado para um sem-teto e para aquele que mora numa mansão. Vamos penalizar aquele que não tem endereço, nem carteira assinada. Então, vamos bater nele, torturá-lo porque não teve condições de estudar e trabalhar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso da ex-empregada doméstica Maria Aparecida não deixa dúvidas a respeito de como isso acontece na prática. Na casa de sua irmã, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, a moça pouco fala. Mantém-se de cabeça baixa, cabelos longos e negros escondendo parte de seu rosto. Às vezes, esboça um sorriso ingênuo. Sua expressão é de uma menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando faz um balanço da prisão, da tortura e da perda da visão, muda a fisionomia: "Tudo isso por conta de um xampu. Minha vida acabou". Maria Aparecida compara-se com Eliana Tranchesi. "Eu peguei só um xampu e fiquei lá. Ela, cheia de dinheiro, saiu logo, e teve do bom e do melhor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegação que foi dada à família de Maria Aparecida para a perda da visão foi de que a jovem havia batido com o rosto no trinco de uma porta. "Mas isso é mentira, não tinha porta com trinco nenhum lá", afirma Gislaine. Quando a moça foi transferida da cadeia para o manicômio em Franco da Rocha, fizeram um exame de corpo de delito, que atestou lesões corporais leves. "Ela perdeu um órgão vital, não a socorreram. Gostaria de saber o que seria a lesão corporal grave, entregá-la num caixão para a família?", questiona Gislaine, indignada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Propriedade, o grande valor do direito penal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a juíza Kenarik Boujikian Felippe, integrante da Associação de Juízes para a Democracia (AJD), "a propriedade é o grande valor do direito penal. Basta ver que a pena do furto é maior do que a pena de tortura. Para o direito penal, pegar algo da sua bolsa é mais grave do que a tortura", avalia. Ou seja, para a justiça brasileira, é mais importante proteger um xampu e um condicionador de alguma loja que a integridade física de Maria Aparecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "sagrada" defesa da propriedade privada acaba sendo utilizada como argumento para criminalizar movimentos sociais, como no caso das organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). "Na medida em que esses movimentos possam a reivindicar uma redistribuição de riquezas, há sua criminalização. Se tiverem apresentando um reclamo como o da proteção do meio ambiente, não há necessidade de criminalizá-lo. Mas se eles questionam a estrutura econômica da sociedade, há uma propensão à sua criminalização".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Kenarik, a diferença de tratamento dispensado a ricos e pobres pode ser atribuída, ainda, a um "judiciário extremamente conservador, ideológico, que acha que pobre, por sua natureza, tem que estar preso. Ninguém assume isso, mas existe. É algo que vem de 500 anos de historia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas ouvidos pela reportagem acreditam que, muitas vezes, os magistrados estão imbuídos de preconceito quando vão lidar com pessoas das classes menos favorecidas. De acordo com o defensor público Rafael Cruz, a exigência de endereço fixo e de trabalho para conceder liberdade provisória a uma pessoa que está sendo processada é um exemplo típico. "Na justiça federal, onde tem os crimes tributários, isso não acontece. Há uma seletividade, como se os crimes contra o patrimônio fossem mais graves que os crimes tributários".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na avaliação do juiz Sérgio Mazina, aqueles que não têm bons antecedentes e não são proprietários acabam sendo estigmatizados. "Então, o discurso do juiz, dos policiais, é voltado para a priorização de quem tem condições econômicas, e para a punição do mais carente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonia Drigo resume. A lógica, na cabeça dos magistrados, funciona assim: "vamos ver se esta pessoa não está envolvida em outros casos, se o endereço dela é este mesmo. É como se um morador de rua não tivesse cidadania para responder em liberdade qualquer processo que venha a ser instaurado contra ele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casos arbitrários é que não faltam. Desde 2005, após conseguir um habeas corpus para Maria Aparecida, Sonia trabalha defendendo voluntariamente mulheres acusadas de cometer pequenos furtos. O trabalho, segundo ela, não tem fim, pois sempre aparece um caso novo, o que evidencia o comportamento do Judiciário. "É como se a Justiça dissesse: 'Por que ela roubou picanha e não carne moída? Ela disse que estava com fome, mas quem garante?'. A dúvida sempre é contra aquela pessoa. Sempre se faz mau juízo, e não garante a ela os benefícios que são garantidos para aqueles que têm informação, instrução", critica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mulheres que Sonia defende também se chama Maria Aparecida, e foi presa em flagrante por tentativa de furto de seis desodorantes de uma loja em São Paulo. Condenada a 14 meses, sua pena está próxima do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça está na Penitenciária Feminina de Santana, a mesma onde Eliana Tranchesi esteve presa. A diferença é que a última teve habeas corpus concedido, enquanto a primeira não. Uma, era acusada de sonegar 1 bilhão em impostos. A outra, tentou subtrair objetos que não chegavam a totalizar 30 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A pena adequada não seria de privação de liberdade, e além disso, a liberdade provisória poderia ter vindo em favor dela 48 horas depois. Mas não veio. E aqui também seria aplicável o principio da insignificância", diz Sonia. Se o caso chegar ao STF, será anulado, garante. No entanto, a mulher já terá cumprido toda a sua pena.&lt;br /&gt;"Ninguém vai prejudicar o patrimônio de uma grande rede de supermercados porque tentou furtar seis desodorantes que não foram usados, o chocolate que não foi comido, a picanha que não foi assada, o brinquedo que não foi usado. Há crimes contra a vida, homicidas famosos que têm o direito da liberdade provisória garantida. Já essas pessoas não, pois ousaram atingir o patrimônio de alguém".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Relações perigosas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito dos membros da Justiça com as classes mais pobres também é fruto da relação histórica entre representantes da elite e do Judiciário, afirmam os analistas. "No Brasil, ele é formado por quadros da classe dominante, especificamente no século 19. Havia a necessidade da formação de quadros, e eles vieram da elite agrária", lembra Mazina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na avaliação do Professor Titular de Antropologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Kant de Lima, "em qualquer sociedade, os membros do Judiciário serão parte das elites, seja por sua posição original, seja por merecimento". No entanto, ele avalia que a elite brasileira não é cidadã, pois reivindica sempre privilégios "como a aplicação particularizada e excepcional da lei no seu caso, ao invés de reivindicar a uniformidade na aplicação das normas para todos, sem distinção, característica de qualquer República".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, acredita, o poder econômico e as relações pessoais assumem um peso crítico, "pois são acionados mecanismos legais e morais que encontram respaldo na sociedade brasileira, socialmente hierarquizada, embora teoricamente republicana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto apontado é que quando se trata de crimes cometidos pela elite, como desvio de dinheiro, "parece que o acusado não é uma ameaça para a sociedade, e assim, não há um interesse para que o processo ande rapidamente", avalia Sonia Drigo. Ela lembra que nunca se encarcerou tanto no país como hoje. De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, em 1995, havia 148 mil detidos nas penitenciárias e delegacias no país. Em junho de 2007, esse número subiu para 422.373. "Esses presos não são da elite e uma boa parte não deveria estar preso. 30% do total poderia estar em liberdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, é consenso entre a população que os ricos nunca vão presos, e que cadeia é coisa de pobre. "Aqui na justiça estadual [de São Paulo] não temos a competência de investigar crimes financeiros, colarinho branco. Eles correm na justiça federal. Aqui temos roubo, tráfico de entorpecentes", relata a juíza Kenarik Boujikian Felippe. "Mas qual é o trabalho que a policia faz com eles?. O sistema policial funciona só para quem é pobre. Aquele que ganha rios de dinheiro eu não vejo, não sei quem é esse cara. Esses réus nem chegam aqui. Eles estão na esfera federal. E a policia sempre funcionou para isso, e acaba se refletindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Sérgio Mazina, presidente do Ibccrim, o principal motivo de haver poucos representantes da elite processados e condenados é fundamentalmente político, mas é resultado, também, de um sistema falho. "Não temos uma policia preparada para investigar esse tipo de crime, ela é preparada para investigar e prender aquele que está te assaltando no meio da rua com revólver, querendo pegar sua bolsa ou celular".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já para ir atrás de crime cometido pelos representantes do poder econômico, segundo Mazina, não há estrutura, pessoal, equipamentos, e sequer formação para entender o delito que está sendo praticado, pois ele é, geralmente, complexo, por mexer com os aspectos  tributário e financeiro. Assim, o sistema "se resume a fazer intervenções espetaculares, sensacionais, que acontecem em momentos da mídia, mas que são inconsistentes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do Ibccrim destaca que a punição precisa estar assentada em cima de provas. "Não adianta sair dando sentenças de um século para todo mundo, porque ela não vai subsistir e a justiça vai ficar desacreditada. Esse é o grande perigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de Maria Aparecida e Gisleine, isso já aconteceu. “O Judiciário precisa ser modificado. Tem que se tratar todos igualmente”, sentencia Gisleine. Já Maria Aparecida diz que a perda do olho abala muito sua vaidade: “Se pelo menos eu tivesse saído com a minha vista, nem precisava de nada mais”. Você se sente injustiçada? "Sim, muito", responde, escondendo o rosto, lágrimas escorrendo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-5516920978929893456?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/5516920978929893456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/05/por-que-justica-nao-pune-os-ricos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5516920978929893456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5516920978929893456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/05/por-que-justica-nao-pune-os-ricos.html' title='Por que a Justiça não pune os ricos?'/><author><name>Anderson Mariano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10891356170852264422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-dbk0iEw8HYo/Th9tKCOWRxI/AAAAAAAAAVA/leuNRGdBok8/s220/Imagem%2B038.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-1308021274579475355</id><published>2009-05-07T08:55:00.002-03:00</published><updated>2009-06-09T23:24:46.282-03:00</updated><title type='text'>A interioridade no pensamento de Santo Agostinho</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Noli foras ire, in teipsum redi: in interiore homine habitat veritas ("Não vás fora, entra em ti mesmo: no homem interior habita a verdade").&lt;/em&gt; (Santo Agostinho)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_YC7uVi-fBTk/Ru3EfuxjmUI/AAAAAAAAAOo/3b1nw01sta8/s1600-h/AGOSTINHO.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110957201546254658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_YC7uVi-fBTk/Ru3EfuxjmUI/AAAAAAAAAOo/3b1nw01sta8/s320/AGOSTINHO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;Santo Agostinho (Aurelius Augustinus, 354-430 d.C.) - bispo de Hipona durante trinta e quatro anos e mais importante filósofo do período patrístico - foi um &lt;em&gt;mestre da interioridade. &lt;/em&gt;Sua filosofia insiste na importância do &lt;em&gt;homem interior&lt;/em&gt;, do &lt;em&gt;voltar-se para si mesmo&lt;/em&gt; - na aposta de que a felicidade não pode ser encontrada no âmbito da exterioridade, e sim na esfera da intimidade&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;Ou seja, ao inspecionar o seu próprio espírito, o homem transitaria do exterior para o interior onde descobriria - na profundidade do &lt;em&gt;Eu&lt;/em&gt; - o Absoluto, ou seja, &lt;em&gt;Deus&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;verdade íntima em cada indivíduo. Neste sentido, Deus só poderia ser realmente encontrado através de um itinerário introspectivo. Observa-se então a influência que o pensamento de &lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt; e sobretudo do neoplatônico &lt;em&gt;Plotino&lt;/em&gt;, pensadores da antiguidade, tiveram na filosofia agostiniana. Para Platão existe um mundo inteligível (de idéias perfeitas) que é o responsável pela existência do mundo sensível (esse em que nós vivemos, onde estão as cópias imperfeitas das idéias perfeitas). Através de uma dialética ascendente o homem - anteriormente preso "à caverna", aos "enganos dos sentidos" - pode se aproximar das idéias perfeitas, tornar-se um filósofo e "se salvar"; isto é Platão. Já para Plotino, o mundo inteligível se compõe de três partes: o &lt;em&gt;Uno&lt;/em&gt; (realidade perfeita, inefável, imutável), o &lt;em&gt;Nous&lt;/em&gt; (inteligência) e a &lt;em&gt;Psique&lt;/em&gt; (Alma). O Uno gera o Nous, que gera a Psique, que gera o mundo sensível, tal como nós o conhecemos. Cada etapa deste processo - emanativo - é denominado &lt;em&gt;hipóstase&lt;/em&gt;. A matéria, privada do bem, é má. Se tudo veio do Uno, tudo deve retornar ao Uno; isto é Plotino. O que há, portanto, na filosofia platônica, neoplatônica e agostiniana é uma hierarquização da existência pela divisão entre mundo superior e mundo material, a noção de que a verdade não pode ser encontrada simplesmente na relação homem-mundo exterior, e a idéia de que o ser humano tende a retornar para &lt;em&gt;aquilo&lt;/em&gt; que lhe originou. Platão - influenciado por &lt;em&gt;Pitágoras&lt;/em&gt; - acredita na teoria da metempsicose (reencarnação, transmigração da alma de um corpo para outro); antes de reencarnar, isto é, entre uma vida e outra, a alma (imortal) teria a oportunidade de contemplar as idéias perfeitas no mundo inteligível, ideal. Ao reencarnar, ao misturar-se com um corpo que acaba de nascer, a alma esquece temporariamente as idéias apreendidas anteriormente na esfera superior; assim, a percepção das coisas sensíveis seria um estímulo à reevocação das idéias inatas. Isto é importante: o mundo exterior para Platão se apresenta como o primeiro passo rumo à verdade, e não como verdade pronta; a verdade - plena - não está &lt;em&gt;fora do homem&lt;/em&gt;, e sim &lt;em&gt;dentro do homem&lt;/em&gt;. Tanto é que, ainda de acordo com o platonismo, o homem tem uma alma onisciente, que tudo sabe, mas ela "se esquece daquilo que sabe"; para Agostinho, Deus é verdade íntima no homem, fundamento primeiro e último do ser. &lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110957768481937746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_YC7uVi-fBTk/Ru3FAuxjmVI/AAAAAAAAAOw/TtyWHCJLblg/s320/SANTOAGOSTINHO2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;É preciso, entretanto, salientar as diferenças fundamentais entre Santo Agostinho e seus antecessores. Deus, para Plotino, não cria o mundo - ele &lt;em&gt;emana&lt;/em&gt;; a idéia aqui é de que a partir de Deus vão se originando sucessivos graus de realidade; o mundo sensível constituiria a mais imperfeita dentre essas realidades que são emanadas inicialmente de uma realidade primeira e perfeita. O Deus de Plotino é o Uno, e o Deus de Platão é o &lt;em&gt;Demiurgo&lt;/em&gt;, e eles são deuses impessoais, diferentes do Deus de Agostinho, que é cristão, antropomorfizado, pessoal, misericordioso, que conscientemente cria o mundo, o homem e o tempo. Plotino recebe influências do cristianismo, mas não é um cristão de fato, como Santo Agostinho o é. O conceito de criação é alheio ao pensamento grego antigo. De acordo com Platão e Plotino, o mundo sensível é resultado da emanação de uma matéria informe já existente (e que sempre existiu; isto é: nunca houve &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt; porque para o grego &lt;em&gt;nada vem do nada&lt;/em&gt;). O Deus do Bíblia cristã cria - este sim do &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt;, tal como está escrito no Gênesis - uma nova realidade. E é neste sentido que a filosofia de Santo Agostinho pode ser considerada um divisor de águas na história da humanidade, pois marca a passagem entre a forma de pensar dos gregos antigos para a forma de pensar dos cristãos. &lt;em&gt;Cria-se, portanto, a noção de criação.&lt;/em&gt; Agostinho viveu na chamada antiguidade tardia (fim do século IV, começo do século V), de modo que chegou a ver o mundo com olhos pagãos (antes de se converter ao cristianismo foi um pagão); por esta razão é possível dizer que foi, de certa maneira, o último homem antigo e - ao mesmo tempo - o primeiro homem medieval; por um lado agrega no seu pensamento aspectos da filosofia antiga e por outro vai separando-se dela.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_YC7uVi-fBTk/RvAPcOxjmWI/AAAAAAAAAO4/lNjn9LvCi_I/s1600-h/SANTOAGOSTINHO3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111602554742217058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_YC7uVi-fBTk/RvAPcOxjmWI/AAAAAAAAAO4/lNjn9LvCi_I/s320/SANTOAGOSTINHO3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há na filosofia agostiniana uma relação de harmonia entre &lt;em&gt;Fé&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Razão&lt;/em&gt;; a fé não pretende amaldiçoar a razão, a razão não pretende desmentir a fé. Seu pensamento propõe uma filosofia teológica e uma teologia filosófica. Um homem não poderia crer se fosse um animal irracional - logo, é a razão que possibilita e explica a fé. Assim, a fé - para o bispo de Hipona - é também razão; não é mera aposta conveniente (como em&lt;em&gt; Pascal&lt;/em&gt;) ou um mero &lt;em&gt;lançar-se&lt;/em&gt; (como em &lt;em&gt;Kierkegaard&lt;/em&gt;). Para Agostinho existem duas &lt;em&gt;Razões&lt;/em&gt;: uma precede a fé, e a outra procede a fé. Ou seja, a fé se encontra &lt;em&gt;no meio&lt;/em&gt;. A primeira razão (de abertura) - que ainda não foi iluminada pela fé - dá indicíos de que&lt;em&gt; vale a pena crer&lt;/em&gt;. A segunda razão - já iluminada pela fé - busca entender &lt;em&gt;aquilo no que crê&lt;/em&gt;. A razão possibilita o &lt;em&gt;livre-arbítrio. &lt;/em&gt;Na filosofia agostiniana &lt;em&gt;liberdade&lt;/em&gt; é o uso correto do livre-arbítrio, ou seja, nas palavras de &lt;em&gt;Santo Anselmo&lt;/em&gt;: "querer o que se deve". Observa-se então uma diferença em relação ao conceito moderno, onde liberdade tem o significado de autonomia individual&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Ao dizer "&lt;em&gt;Ama e faz o que tu quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos&lt;/em&gt;", Agostinho anuncia uma liberdade necessariamente presa, atrelada ao amor - condição, para ele, imprescindível na fuga do pecado. Toda forma de liberdade que não tem o amor como pressuposto é, na metafísica agostiniana, escravidão. O uso equivocado do livre-arbítrio é a origem do &lt;em&gt;mal&lt;/em&gt; no mundo - mas este mal não existe em si mesmo e sim como &lt;em&gt;carência de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;bem&lt;/em&gt;; o mal é privação, depende da corrupção do bem para se constituir como mal. Adão e Eva não escolheram entre o bem e o mal (não há Sumo Mal), mas sim entre o Sumo Bem (a vontade de Deus) e os bens inferiores (o fruto proibido). Se Deus é verdade íntima no homem, ao se afastar de Deus, o homem se afasta de si mesmo; ao se esquecer de Deus, se esquece de si mesmo. É quando o homem cai em dispersão e vive angustiado. Entretanto, Agostinho alerta que esse afastamento nunca se dá de maneira completa; se um homem ainda existe, é porque Deus continua sustentando o seu ser - e aí reside a esperança. A reaproximação com Deus se daria através de uma trajetória inversa: ao invés de primeiro procurar a si mesmo, dizer "quem eu sou", e somente depois procurar Deus e dizer "quem é Deus", o homem teria de primeiro procurar Deus e dizer "quem é Deus". Para Agostinho, Deus não se afasta do homem, mas o homem é quem se afasta de Deus. Portanto, acredita que se a &lt;em&gt;criatura&lt;/em&gt; - despida de orgulho - for capaz de dizer quem é o seu &lt;em&gt;Criador&lt;/em&gt;, o Criador poderá - por fim - pegar esta criatura no colo e dizer quem ela é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Sero te amavi, pulchritudo tam antiqua et tam nova ("Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova"). &lt;/em&gt;(Santo Agostinho)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Ficam como dicas de leitura, além - obviamente - das obras do próprio Agostinho, os livros &lt;em&gt;Introdução ao Estudo de Santo Agostinho&lt;/em&gt;, de Étienne Gilson (já falecido filósofo francês), &lt;em&gt;A razão em exercício - Estudos sobre a filosofia de Agostinho&lt;/em&gt;, de Moacyr Ayres Novaes Filho (professor de Filosofia da USP), e &lt;em&gt;A Relação entre Deus e o Mal Segundo Santo Agostinho&lt;/em&gt;, de Joel Gracioso (professor de Filosofia do UNIFAI). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SdZcby0ERCI/AAAAAAAAAnU/e0ZPwlYLbmg/s1600-h/RAFAEL.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SeiUpvuwz0I/AAAAAAAAAnc/XYeQ4C6C5BE/s1600-h/RAFAELPOEIRA2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325670004273762114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 62px; CURSOR: hand; HEIGHT: 79px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SeiUpvuwz0I/AAAAAAAAAnc/XYeQ4C6C5BE/s200/RAFAELPOEIRA2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rafael Issa é graduando em Filosofia na Universidade de São Paulo (USP) e formado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-1308021274579475355?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/1308021274579475355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/05/interioridade-no-pensamento-de-santo.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/1308021274579475355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/1308021274579475355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/05/interioridade-no-pensamento-de-santo.html' title='A interioridade no pensamento de Santo Agostinho'/><author><name>Rafael Issa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/TF7jeF869LI/AAAAAAAAAtw/mYrUQDfu4cs/S220/CIMG7800.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_YC7uVi-fBTk/Ru3EfuxjmUI/AAAAAAAAAOo/3b1nw01sta8/s72-c/AGOSTINHO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-7411302005978128748</id><published>2009-04-26T22:14:00.007-03:00</published><updated>2009-04-26T22:23:18.939-03:00</updated><title type='text'>A FALTA DE LAICIDADE PODE TRAZER PROBLEMAS AO ESTADO?</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Recentemente li em um artigo de uma revista sobre filosofia a qual assino que tais símbolos causam desrespeito às diferenças religiosas e a isonomia entre as pessoas. Será?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:12;" &gt;O artigo em questão chama-se &lt;i style=""&gt;O poder da Fé&lt;/i&gt;, do jornalista Rodrigo Gallo, nele ele aponta como sendo um problema a existência de tais símbolos religiosos. Ele também destaca a visão de um filósofo da Unicamp chamado Roberto Romano que vê a relação entre Igreja e Estado como sendo “nociva” a sociedade pelo fato do pensamento cristão (e nas entrelinhas católico) é carregado de dogmas como o aborto, a união de homossexuais, o uso de preservativos e as pesquisas com células tronco por exemplo. Em um Estado não-laico ele afirma que tais questões “não possuiriam espaço e que inibiriam os jovens levando-os a iniciar uma vida sexual sem qualquer orientação. Será?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:12;" &gt;Em países como Portugal e França, ações pró-laicas vêm sendo tomadas para evitar o que para ele é uma “discriminação”. Em Portugal, por exemplo, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;tornou-se proibido utilizar nomes de santos em instituições públicas; na França tornou-se proibido qualquer tipo símbolos religiosos em instituições públicas, inclusive as crianças islâmicas que vivem neste país, tiveram que abandonar suas burcas para poder freqüentar a escola. Todas estas atitudes me levam a suscitar uma pergunta: Existirá a tão sonhada isonomia (igualdade) no Estado se tomadas estas decisões em nosso país, ou nestes países que citei? Ou então aquela pergunta que habita a maioria das pessoas: Não existe coisa mais importante para se fazer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:12;" &gt;Bom, quanto a laicidade do Estado eu não vejo problema algum em retirar os santos e os crucifixos das instituições, se realmente causam tantos problemas, se eles chegam a “ofender” aos não católicos, que assim seja. O problema é muito mais profundo do que aparenta. O homem como se sabe, quer desde o surgimento da filosofia moderna tomar o lugar de Deus, a religião é vista como ideologia, alienação, loucura e, portanto, tem seu espaço reduzido na sociedade. Ao contrário do que diz Romano quando ele afirma que em um Estado não-laico questões como aborto e células tronco não encontrariam espaço, a Igreja quer sim o debate sobre tais questões, pois ela sabe qual é o verdadeiro motivo que o Estado que a aprovação de tais leis: econômico. Por trás desta luta pela aprovação das pesquisas com células tronco e conseqüentemente o aborto estão grandes empresas farmacêuticas que aguardam ansiosamente a aprovação de tais leis para faturar bilhões de dólares. Não podemos ser ingênuos se acreditarmos nesta conversa divulgada pelos defensores de tal causa que muitas vidas poderão ser salvas e muitos deficientes poderão recuperar seus movimentos; isto será acessível apenas aos que possuem meios financeiros para tal, o Estado Brasileiro com certeza não irá arcar com tais despesas disponibilizando-as no S.U.S, tanto é verdade que vemos muitos casos de pessoas com doenças raras e que precisam de medicamentos caros para continuar sobrevivendo precisam entrar na justiça para exigir que o Estado responsabilize-se pela compra de tal medicamento. Não é a Igreja que torna difícil o debate, mas sim o próprio Estado. Pensem como seria bem mais fácil aprovar tal lei sem o consentimento da população sobre tais questões, até porque não me lembro de nenhum plebiscito referente tais questões e se elas irão realmente beneficiar o povo; podemos tomar como analogia o surgimento da tão comentada TV Digital (HDTV). Pergunto-lhe, quantas pessoas que você - que agora lê este artigo - possui o tão aclamado receptor de baixo custo? Vamos para dois anos desde o seu surgimento e ainda vejo muitas antenas repletas de Bombril!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:12;" &gt;E quanto à isonomia tão aclamada que viria com a laicidade do Estado, não acredito que ela virá, até porque o autor deste artigo deveria saber que a revista que a qual ele escreveu tal artigo não é de um preço tão acessível a todas as pessoas ( e nem a mim que é mais uma dívida entre muitas que assumi), portanto nem todos tem o acesso igual a todos os tipos de meios de comunicação. O Estado não oferece isonomia na educação, na saúde, na segurança pública, nas moradias populares e não é através da retirada de símbolos que ele irá dar o primeiro passo para essa igualdade. O capitalismo impede qualquer tipo de igualdade/isonomia, quem tem é superior aquele que não tem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:12;" &gt;As diferentes vertentes religiosas existentes devem sim ser respeitadas e tratadas sim em igualdade pelo Estado. Acredito que a liberdade se dá justamente no surgimento da oposição, onde as idéias podem ser debatidas e conseqüentemente nos colocaríamos no caminho da verdade. Em contrapartida existem alguns assuntos tratados com certa ambigüidade de interesses, não que este assunto não seja importante, mas em um país onde quem rouba um pão com manteiga para matar sua fome – não que seja uma justificativa para o ato, pois roubar nunca é correto – corre o risco de ficar preso por até três anos e é tratado como um marginal, não procurando compreender o seu contexto de vida, tem por outro lado, banqueiros roubando milhões e soltos através de habeas corpus inumeráveis e desfrutando dos benefícios da lei. Qual isonomia queremos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:12;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:12;" &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-7411302005978128748?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/7411302005978128748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/04/falta-de-laicidade-pode-trazer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/7411302005978128748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/7411302005978128748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/04/falta-de-laicidade-pode-trazer.html' title='A FALTA DE LAICIDADE PODE TRAZER PROBLEMAS AO ESTADO?'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-5934164704228593348</id><published>2009-04-10T20:43:00.009-03:00</published><updated>2009-04-10T21:27:12.784-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Sd_fwGCFqVI/AAAAAAAAACU/QRaJMG2uRbA/s1600-h/BISPO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323219301921302866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Sd_fwGCFqVI/AAAAAAAAACU/QRaJMG2uRbA/s320/BISPO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UM BISPO CORAJOSO X &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;MÍDIA&lt;/span&gt;/GOVERNO "DEFENSORES DA VIDA"&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Sd_exWO-lyI/AAAAAAAAACE/kTnzDc2HrWw/s1600-h/images.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No mês passado um assunto de grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;polêmica&lt;/span&gt; repercutiu em todo o país onde um padrasto (se é que pode ser chamado como tal) engravidou sua própria filha de apenas nove anos. Infelizmente este seria mais um de muitos abusos que acontecem com as nossas crianças se não fosse por dois motivos: O primeiro é que a gravidez da menina (como desgraça pouca é bobagem!) era de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;gêmeos&lt;/span&gt; e, portanto uma gravidez de alto risco, visto que a menina possuía apenas nove anos sendo assim necessário – na visão dos médicos que acompanhavam o caso – o aborto, visando salvaguardar a vida da criança. O outro motivo – que foi o que deu importância ao caso - é a posição da Igreja Católica com relação ao aborto e a sua defesa em valor da vida, que no caso em questão anunciava a excomunhão dos médicos e da família da menina caso estes optassem pelo aborto das crianças.&lt;br /&gt;E o aborto aconteceu. A excomunhão também. E os ataques a Igreja considerada como “medieval”, “atrasada”, entre outros começaram. E não foram poucos, todos os tipos de meios de comunicação condenavam a atitude do bispo Dom José Cardoso Sobrinho da Arquidiocese de Olinda, por ter excomungado a equipe médica que participou do aborto das crianças e também a mãe da menina. Do palácio do Planalto o nosso ministro da Saúde José Gomes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Temporão&lt;/span&gt; classificou a atitude do bispo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;conseqüentemente&lt;/span&gt; da Igreja Católica como “lamentável” e o Presidente da República, o popular Lula classificou a atitude da Igreja como “conservadora”.&lt;br /&gt;Com base em tudo isso que citei, convém agora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;refletirmos&lt;/span&gt; um pouco. A Igreja Católica tem – como já dito acima – em seu fundamento a defesa da vida e por isso que ela condena qualquer tipo de atentado a essa mesma vida desde a sua geração até a sua velhice. Seria meio estranho, e até contraditório, que o posicionamento da Igreja em favor do aborto destas crianças, pois, se ela defende a vida não a pode defender em alguns momentos e sim na sua totalidade. Esta semana ouvi que a posição da Igreja foi “exagerada”, ora se ela é a favor da vida não ter outro tipo de posição, não existe um meio termo, ou é ou não é. A Igreja antes de tudo confia em Deus, será que Ele não seria capaz de garantir de garantir a vida a esta menina? A Escritura Sagrada nos diz que Sara mulher de Abraão, concebeu Isaac já em sua velhice contrariando toda a sua natureza, visto que Sara ao ouvir a mensagem do anjo pôs-se a rir (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Gn&lt;/span&gt;18, 12), ou seja, nem ela mesma acredita que poderia ser mãe; a mesma Escritura nos diz também que Jesus nasceu do ventre de Maria que era virgem, ela de uma forma totalmente diferente de Sara, ao ouvir a anunciação do anjo perguntou-lhe como isso se daria visto que era virgem, e o anjo ao dizer como ela iria conceber o menino, terminou a anunciação dizendo que “para Deus nada é impossível.” (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Lc&lt;/span&gt; 1, 37).&lt;br /&gt;O Estado Brasileiro, ao contrário não confia em Deus. Muito menos seus governantes, eles confiam na contingência da ciência. Quem é que pode me garantir que aquela criança morreria? Alguns podem dizer-me que eles são médicos experientes, com muitos anos de profissão e que esta mesma experiência lhes garantiria este fato. Eu responderia citando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;cético&lt;/span&gt; David &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Hume&lt;/span&gt;, ele em seu livro Investigação sobre o Entendimento Humano, nos diz citando o exemplo de uma bola de bilhar que, ao dermos uma tacada em uma bola “A” e esta movimentar outra bola “B”, o fato de que isso sempre aconteceu, ou seja, que seja uma constante que toda vez que eu bata numa bola ela movimente outra, não significa, necessariamente, que isso irá sempre acontecer. Da mesma forma o fato do sol ter nascido todos os dias de minha vida até este momento, nada – absolutamente NADA – me garante que o sol irá nascer amanhã. É o hábito, o costume que me faz tornar necessário, aquilo que a experiência me coloca, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Hume&lt;/span&gt; quer com isso afirmar que a necessidade não existe nas coisas e sim em nosso espírito.&lt;br /&gt;Portanto, a posição dos médicos no caso desta menina no meu modo de ver é arbitrária, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;inconseqüente&lt;/span&gt; e acima de tudo irresponsável tanto do meu ponto de vista filosófico, como mostrei acima, como de meu ponto de vista cristão e católico, visto que para Deus nada é impossível. Em ambos os casos pode até haver posições contrárias, mas não podemos encontrar nenhum absurdo em ambos os pontos. Tomaram uma decisão da qual eles não poderiam garantir nada, se fundaram em algo contingente, mutável, com 99,9% de certeza, mas não 100%.&lt;br /&gt;Nosso estado, pelo contrário, não é exemplo de garantia de vida para ninguém. Observando o ponto de vista de aspecto “superior” de nosso presidente e de nosso ministro da saúde, até nos dá a impressão de que nosso país é o melhor para se viver, um país justo e igual. Será? O ministro da saúde, que é aquele que adora distribuir camisinhas no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;carnaval&lt;/span&gt;, ou seja, não importa a idade para se fazer sexo, importa sim é estar protegido; ele ao criticar as leis da Igreja, não vê também que em nosso país as leis no âmbito da saúde sequer são cumpridas? Se você que lê este artigo, precisar de um hospital público deve reservar duas horas (pelo menos!!) para ser atendido, mas esse “ser atendido” ao qual me refiro não é um atendimento de qualidade que compensasse tanta espera, pelo contrário, esse atendimento é apenas primário você irá a uma outra fila, em frente a sala do médico desejado, e aguardar mais alguns instantes, que na maioria das vezes não são instantes. Nem vou citar o caso do Rio de Janeiro, que há algum tempo atrás, o mosquito da dengue foi mais presente que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;pernilongos&lt;/span&gt; em noites quentes de verão, e também aqueles casos onde as pessoas vão embora sem qualquer tipo de auxílio médico, isso quando não morrem na fila....Bom deixemos nossa saúde que não é “lamentável” quanto as leis da Igreja, pelo contrário, são bem humanas como nos exemplos que citei acima, ás vezes até acho que o povo reclama de barriga cheia, afinal o que é esperar duas, três horas para ser atendido de graça???? O que é uma picada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Aedes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Egypti&lt;/span&gt;? Se depois de picado teremos um atendimento de qualidade...&lt;br /&gt;Partindo da saúde, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;refletindo&lt;/span&gt; sobre as leis criminais deste país veremos que o padrasto que cometeu esta barbaridade, daqui a alguns anos - se ele se comportar como um bom menino - estará solto novamente, pronto para estuprar mais alguém,vejam só como o nosso Lula tem razão em criticar a atitude da Igreja, afinal as nossas leis não são tão conservadoras quanto ás da Igreja, visto que as leis desta são milenares, já as do nosso Estado, referente nosso código penal é de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;outubro&lt;/span&gt; de 1941 (em comparação com as leis da Igreja não são tão conservadoras assim!!!). Assim, como temos um Estado justo, ele já prendeu o padrasto, conquanto que ele não tenha um bom advogado, pois sempre cabe algum &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Habeas&lt;/span&gt; Corpus...E não podemos esquecer que, até uma saída definitiva, ele poderá sair no natal, ano novo, dia das mães, dos pais, e vejam só até no dia das crianças!. Sem contar também que apesar de tantos casos de abusos contra crianças ainda não possuímos em nossa legislação, uma punição específica para a pedofilia, mas não podemos desanimar, uma hora ela aparece...&lt;br /&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;mídia&lt;/span&gt; em si é ignorante não porque não possua pessoas preparadas para tal, até porque seríamos injustos em julgar o todo através de suas partes, mas sua ignorância reside no fato de que ela destaca notícias que sejam capazes de vender jornais e revistas, jamais encontraremos em uma capa de jornal tamanha exploração dos temas que citei acima referente a saúde ou a qualquer crime cometido, até porque há muitas “interferências” impedindo que isso aconteça. Mas, em meio a tantas críticas, o Bispo José Sobrinho mostrou o que a Igreja sempre defendeu e continuará defendendo: a Vida. Dessa maneira ela errou ao dizer que o Bispo excomungou tais pessoas, mas sim elas mesmas que, ao cometerem este duplo assassinato automaticamente se excomungaram, cabendo ao Bispo somente anunciar o fato. Da mesma forma, também o padrasto ao cometer tal atrocidade automaticamente se excluiu da comunhão da Igreja, mas nossa sociedade quer sangue, ela queria que também a Igreja se pronunciasse sobre este ato, como se ela não se importasse com ele. Mas uma questão muito maior estava em jogo, pois as vidas de duas crianças foram cruelmente dizimadas, elas não tiveram a chance de viver e por quê? Porque nossa sociedade, não toda mas a grande maioria, inclusive católicos, confia na medicina e na ciência. Não que não devesse confiar, pois ambas conseguiram grandes avanços que melhoraram e muito a qualidade de vida de muitas pessoas, mas a salvação de uma vida não pode e não deve acontecer pelo sangue de outra. O padrasto ao cometer tal fato, ele também se excluiu da comunhão da Igreja como os médicos que cometeram este duplo homicídio, mas o mundo não acabou para ambos; há a possibilidade do perdão, afinal Deus é amor.&lt;br /&gt;Por fim, deixo uma questão: o que é pior o estupro ou a morte? Em qual deles há a possibilidade de um recomeço, mesmo que doloroso? A menina que foi brutalmente molestada, pode sim superar este trauma e viver... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, e as crianças que ela esperava? Existirá um recomeço????&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323220609833229026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Sd_g8OYl2uI/AAAAAAAAACc/fW_AuVcHW04/s320/046.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-5934164704228593348?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/5934164704228593348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/04/um-bispo-corajoso-x-midia-governo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5934164704228593348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/5934164704228593348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/04/um-bispo-corajoso-x-midia-governo.html' title=''/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/Sd_fwGCFqVI/AAAAAAAAACU/QRaJMG2uRbA/s72-c/BISPO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-3287705396844512611</id><published>2009-03-21T22:35:00.004-03:00</published><updated>2009-03-23T08:55:53.717-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/ScWWHjh1y0I/AAAAAAAAAB8/U81QGQjbXFA/s1600-h/morte.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315819991721167682" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 220px; height: 250px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/ScWWHjh1y0I/AAAAAAAAAB8/U81QGQjbXFA/s320/morte.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma visão Cristã e filosófica da morte&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo ausente (devido ao meu computador que esteve “enfermo” por um tempo), gostaria de refletir sobre um assunto que muitas vezes nos convida a reflexão – ou ás vezes não – e nos faz repensar também sobre a nossa condição: este assunto é a morte. Conseqüentemente, ao procurar investigar sobre este assunto me vem a mente duas perguntas que gostaria de discorrer: Por que morremos? A morte em si é boa ou é ruim?&lt;br /&gt;Ao pensar filosoficamente a morte me vem como inspiração um texto da Hannah Arendt intitulado: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que é a filosofia da Existenz&lt;/span&gt;, retirado de seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A dignidade da Política&lt;/span&gt;, ao comentar sobre a filosofia kantiana ela nos mostra que apesar da genialidade de Kant em sua teoria, o fato de ele se “esquecer” da contingência do próprio homem, deixou transparecer a contradição em seu sistema.&lt;br /&gt;Kant é o filósofo da liberdade, da autonomia do homem contra o antigo conceito de Ser, ao libertá-lo deste conceito Kant pretende assim devolver a dignidade outrora perdida. Com sua obra A Crítica da Razão Pura, todo e qualquer conceito para se tornar válido teria de passar obrigatoriamente pelo crivo da razão, a revolução copernicana de Kant que resultará nos juízos sintéticos a priori, irá colocar o homem como determinante e não mais como determinado, ou seja, como é o próprio sujeito que pensa este só conhece das coisas aquilo que a sua própria razão coloca; eis aí o fundamento dos juízos sintéticos a priori. E quais serão os desdobramentos posteriores acerca deste ponto? De acordo com Hannah Arendt, a partir deste pensamento que destrói a antiga concepção de Ser e pensamento destruiu também a harmonia existente entre o homem e o mundo:&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Com essa posição... o reino absoluto e racionalmente concebível das idéias e dos valores universais foi abatido em um só golpe; e o homem foi posto no meio de um mundo onde não havia mais nada em que pudesse confiar...”&lt;/span&gt; (A Dignidade da Política, pag.21)&lt;br /&gt;Ao colocar a realidade em questão, Kant acreditava ter postulado um novo conceito de liberdade, quando na verdade é neste ponto em que a contradição aparece; o homem é capaz de determinar suas ações a partir de sua capacidade, mas, estas mesmas ações estão sujeitas á causalidade natural, ou seja, por mais livre que o homem pense que seja ele é escravo do destino, de algo que ele não pode determinar, como por exemplo, a morte.&lt;br /&gt;Ao notar a escravidão do homem perante o Ser, saio neste momento da filosofia e parto rumo a uma visão cristã e católica do que imagino que seja a morte. Ao ler o texto de Hannah Arendt e notar através de suas palavras a escravidão humana, a visão de Agostinho logo encaixa perfeitamente com esta visão, pois ele é totalmente dependente de Deus e de sua vontade, é também escravo, mas como nos afirma S. Paulo: “Cristo nos libertou para que sejamos verdadeiramente livres. Portanto, fiquem firmes e não se submetam de novo ao jugo da escravidão” (Gal 5,1).&lt;br /&gt;Antonino Tonna Barthet, em seu livro: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Síntese da Espiritualidade Agostiniana&lt;/span&gt; nos oferece uma ótima visão agostiniana e, sobretudo cristã do que seja a morte. Segundo ele a morte é inevitável, todos nós – eu disse todos –a cada dia caminhamos em direção a ela impulsionados por um movimento igual, ou seja, apesar de uma vida ter se perdido de uma forma brusca e repentina caminhamos na mesma velocidade, assim o que se pode medir é o espaço de vida e não uma lentidão para a morte. Apesar de tentarmos evitá-la, ela é certa e virá; a cultura que nos é posta hoje é que a morte em si é uma coisa ruim, principalmente considerando as facilidades e praticidades deste mundo, fazemos de tudo para continuarmos aqui e se esquecemos que a ida é inevitável. A pergunta será a morte mesma ruim? Não. A morte é o encontro da alma com Deus, o problema é que estamos “escondendo o nosso tesouro na terra (MT 6,19)”, em vez de nos prepararmos para receber a morte tomamos o caminho contrário, como, aliás, se pudéssemos tomá-lo. A palavra de Deus não nos satisfaz, ela não é palpável E lenta e vivemos no mundo do delivery, não podemos esperar e procuramos soluções mais seguras que a medicina muito avançada hoje nos proporciona. Barthet em seu livro nos chama a atenção: “Onde, pois, estiver teu tesouro, diz, aí estará também teu coração (MT 6,21), neste momento onde está teu tesouro? Onde está aquilo que você mais valoriza? Pense antes de responder... ainda não terminei!&lt;br /&gt;Lembra-te do da parábola do rico e do pobre Lázaro (Lc 16, 19-31)? Lembra-te de como era linda e confortável a vida do rico? Não lhe faltava nada, possuía tudo em abundância ao contrário Lázaro tinha apenas as migalhas que caiam da mesa de lázaro. Morreram os dois, e a situação se inverteu; Lázaro foi para o seio de Abraão e o rico foi para o meio dos tormentos, vendo a situação que estava Barthet destaca o sofrimento do rico em seu livro: Pai Abraão tem piedade de mim e envia Lázaro para que molhe seu dedo na água e pingue na minha língua, porque estou sofrendo nestas chamas (Lc 16,19), vejam só que contradição, Lázaro mesmo miserável tinha acesso as migalhas, já o rico que tudo tinha, nem um pingo de água possuía.&lt;br /&gt;Portanto, morremos porque nascemos se assim não o fosse certamente não morreríamos como não é o nosso caso que possamos nos preparar para o dia em que ela chegar. A filosofia ao se deparar com a morte retorna à estaca zero, o homem que se considerava livre agora já não é, é dependente e escravo. Somos dependentes de Deus, isso não é possível negar e iremos ao seu encontro, agora se iremos ocupar a situação do pobre Lázaro ou do rico, isso não depende de Deus, neste momento recuperamos nossa liberdade e é ela que nos conduzirá a paz ou aos tormentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-3287705396844512611?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/3287705396844512611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/03/uma-visao-crista-e-filosofica-da-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/3287705396844512611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/3287705396844512611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/03/uma-visao-crista-e-filosofica-da-morte.html' title=''/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQpYU/S220/IMG_4065.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/ScWWHjh1y0I/AAAAAAAAAB8/U81QGQjbXFA/s72-c/morte.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-2363960774137710453</id><published>2009-03-12T08:17:00.002-03:00</published><updated>2009-03-12T08:19:26.290-03:00</updated><title type='text'>A arte na visão de Friedrich Nietzsche</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"A arte e nada mais que a arte! Ela é a grande possibilitadora da vida,&lt;br /&gt;a grande aliciadora da vida, o grande estimulante da vida". (Friedrich Nietzsche)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SLgktedYwGI/AAAAAAAAAXw/9r5q8pyNh9o/s1600-h/APOLO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239978530134605922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SLgktedYwGI/AAAAAAAAAXw/9r5q8pyNh9o/s320/APOLO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É de autoria do filósofo alemão &lt;em&gt;Friedrich Nietzsche&lt;/em&gt; (1844-1900) a frase "a arte existe para que a realidade não nos destrua"; Nietzsche acreditava que somente a arte poderia oferecer aos homens força e capacidade para enfrentar as dores da vida, fazendo-os "dizer sim" à ela. A própria vida, argumenta, justifica-se enquanto fenômeno estético - o mundo é um acontecimento estético. E é se voltando para os gregos antigos que Nietzsche faz um elogio da arte, destacando o seu papel "redentor". Mas não é a Grécia da escultura clássica - tão romantizada - que o filósofo elogia, e sim a Grécia pré-socrática, da &lt;em&gt;tragédia antiga&lt;/em&gt;. Nela, o destino do herói é sofrer; desse modo, o espectador aceita o sofrimento como parte da vida, e resiste à ele. Ao apreciar uma obra como, por exemplo, &lt;em&gt;Édipo-Rei&lt;/em&gt;, de Sófocles (496 a.C. - 406 a.C.), dobramos nossos pensamentos de repugnância a respeito do horrível. É na tragédia ática que, segundo Nietzsche em seu livro &lt;em&gt;O Nascimento da Tragédia&lt;/em&gt;, se encontram sintetizados dois impulsos artísticos existentes na própria natureza: o &lt;em&gt;apolíneo&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;dionisíaco&lt;/em&gt;. Os termos são inspirados em &lt;strong&gt;Apolo (imagem)&lt;/strong&gt; e Dioniso, deuses da mitologia grega. O primeiro pode ser associado à "luminosidade", racionalidade, à sabedoria, às artes plásticas, à estética do sonho, à busca pela perfeição da forma. É pela presença do apolíneo na natureza que cada coisa possui um contorno específico, distinguindo-se de todas as outras; por isso, Nietzsche identifica Apolo como o deus do princípio de individuação, princípio pelo qual, nas palavras do próprio filósofo, "nos sentimos indivíduos colocados em um ponto preciso do espaço e do tempo". A arte apolínea (a epopéia de Homero, por exemplo) seria então um impulso de ordenação do "caos da vida" - uma justificação estético-racional originada na perplexidade diante da natureza, do devir e do absurdo da existência. Por esta razão, acredita Nietzsche, os gregos criaram os deuses olímpicos, uma forma de estética apolínea, cujo intuito é mascarar os terrores da existência (por exemplo, a própria finitude da existência. A beleza é, então, criada artificialmente. Em sua obra &lt;em&gt;Nietzsche e a Verdade&lt;/em&gt;, o comentador Roberto Machado - professor da UFRJ - afirma que "a beleza é uma aparência, um fenômeno, uma representação que tem por objetivo mascarar, encobrir, velar a verdade essencial do mundo. Para escapar do saber popular pessimista, o grego cria um mundo de beleza que, ao invés de expressar a verdade do mundo, é uma estratégia para que ela não ecloda. Produzir beleza significa se enganar na aparência e ocultar a verdadeira realidade". Pode-se dizer, portanto, que a consciência apolínea é uma espécie de véu de Maia, que substitui o mundo da verdade por formas belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SLglTrouFiI/AAAAAAAAAYA/DlsuSIwBV1c/s1600-h/DIONISO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239979186506831394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SLglTrouFiI/AAAAAAAAAYA/DlsuSIwBV1c/s200/DIONISO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao contrário, &lt;strong&gt;Dioniso (imagem)&lt;/strong&gt; é identificado como o deus do êxtase, da música, da dança; não aparência e racionalidade, e sim instinto, paixão, sentimentos selvagens, embriaguez, loucura, caos, desmesura, disformidade, fúria sexual, vitalidade, alegria de viver; não princípio de individuação, mas "saída de si mesmo", abolição da subjetividade, sentimento místico de unidade, fusão do homem com a natureza e com os demais homens, desvelamento do mistério do Uno-Primitivo. O desenvolvimento da arte está, para o filósofo, ligado à duplicidade do dionisíaco e do apolíneo. O mundo grego teria, portanto, encontrado uma síntese entre estas duas tendências. Neste momento de integração entre Apolo e Dioniso, o primeiro transforma um fenômeno natural (o dionisíaco) em fenômeno estético; isto é, o dionisíaco puro, bárbaro, se torna arte na união com Apolo. De acordo com o professor Roberto Machado, "não se trata, em Nietzsche, de negar a aparência em nome da essência. Se o dionisíaco puro é aniquilador da vida, se só a arte torna possível uma experiência dionisíaca, não pode haver dionisíaco sem apolíneo. A visão trágica do mundo, tal como Nietzsche a interpreta, é um equilíbrio entre ilusão e a verdade, entre aparência e a essência". Nietzsche entendia que a tragédia tinha a função de ser um "tônico da vida". &lt;em&gt;Aristóteles &lt;/em&gt;(384 a.C. - 322 a.C.), filósofo da Grécia antiga (pós-trágica, contudo), também preocupou-se - em sua obra &lt;em&gt;Poética&lt;/em&gt; - com o estudo da tragédia, que seria, ao seu ver, &lt;em&gt;mimese&lt;/em&gt;, ou seja, imitação de ações humanas (assim como toda arte poética, de acordo com o filósofo grego). O homem sentiria um prazer congênito na &lt;em&gt;imitação&lt;/em&gt;, além de uma disposição natural para a melodia e o ritmo; assim teriam surgido as artes poéticas. Para Aristóteles, ao contrário do que pensava Nietzsche, a tragédia - a quem o filósofo grego deu uma atenção toda especial - tinha uma função moral: suscitando no público uma mescla do sentimento de terror com o sentimendo de piedade, provocaria a &lt;em&gt;catarse&lt;/em&gt; dessas emoções, purificando o espírito do espectador de suas paixões "degradantes". Nietzsche acreditava justamente no oposto, isto é, que a função trágica era estimular - e não purificar - essas paixões. Nietzsche argumenta ainda que Aristóteles não teria percebido a existência do apolíneo e do dionisíaco na cena trágica. Esta cena terminaria com a vitória final da ironia socrática. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239981185726774146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SLgnIDT5e4I/AAAAAAAAAYI/TLKiZczrR_0/s200/nietzsche.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;O filósofo Friedrich Nietzsche&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;O fim da tragédia.&lt;/em&gt; Mas como Nietzsche interpreta o fim da tragédia grega? Como resultado da racionalização da arte, fruto do processo progressivo de supremacia do espírito apolíneo, desencadeado pela influência do filósofo grego &lt;em&gt;Sócrates&lt;/em&gt; (470 a.C. - 399 a.C.). Para Nietzsche, já com o tragedista &lt;em&gt;Eurípides&lt;/em&gt; (480 a.C. - 406 a.C.) vai se eliminando da tragédia o elemento dionisíaco, em favor de elementos morais e intelectualistas - pregados pelo socratismo. E afirma: "pela boca de Eurípides falava Sócrates". Segundo o filósofo alemão, "Sócrates foi um equívoco", disse "não" à vida, pois combateu o fascínio dionisíaco. Sócrates - modelo do "homem teórico" - quis dominar a vida com a razão e aí teria começado a decadência da humanidade. De acordo com o nietzschianismo, a razão apolínea era uma aparência, e não verdade; Sócrates - antes disso - identifica razão e verdade, e condena a aparência. Em outras palavras: Sócrates faz triunfar o mundo abstrato do pensamento. Assim, a tragédia e posteriormente toda a civilização ocidental acabam invadidas pelo racionalismo. Sócrates acusa a arte de irracionalidade, de representar o agradável e não o útil, de não procurar a verdade e de desviar o homem do caminho da razão. &lt;em&gt;Platão&lt;/em&gt; (428 a.C. - 347 a.C.), discípulo de Sócrates, segue o mesmo caminho do mestre: condena as artes. Para ele, a mimese não cria objetos originais, mas cópias da realidade sensível (que, por sua vez, é cópia imperfeita de uma realidade inteligível, o Mundo das Idéias) - ou seja, a arte seria, nesse caso, cópia da cópia, um simulacro, de modo que o artista "o terceiro na fila para o trono da verdade". Diante do desaparecimento da tragédia, Nietzsche - antipático à civilização moderna científica - sonhou com um processo de reestetização do mundo, isto é, com um renascimento da antiguidade grega, do dionisismo no espírito alemão, em nome de uma interpretação de mundo não racional, mas sim artística. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/Sbjt2oxhjiI/AAAAAAAAAmc/dYrO7rtr5CE/s1600-h/RAFAELPOEIRA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312257283397357090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 68px; CURSOR: hand; HEIGHT: 82px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/Sbjt2oxhjiI/AAAAAAAAAmc/dYrO7rtr5CE/s200/RAFAELPOEIRA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rafael Issa é graduando em Filosofia pela Universidade de São Paulo e formado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-2363960774137710453?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/2363960774137710453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/03/arte-na-visao-de-friedrich-nietzsche.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/2363960774137710453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/2363960774137710453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/03/arte-na-visao-de-friedrich-nietzsche.html' title='A arte na visão de Friedrich Nietzsche'/><author><name>Rafael Issa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/TF7jeF869LI/AAAAAAAAAtw/mYrUQDfu4cs/S220/CIMG7800.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/SLgktedYwGI/AAAAAAAAAXw/9r5q8pyNh9o/s72-c/APOLO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-7857383107916747511</id><published>2009-02-25T12:42:00.001-03:00</published><updated>2009-02-25T12:42:19.078-03:00</updated><title type='text'>O último vôo da andorinha solitária</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesse post gostaria de lançar um texto de Renato Janine Ribeiro, professor titular do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), sobre a filosofia no ensino médio! Boa leitura!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;===//===&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Último vôo da andorinha solitária&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O futuro da filosofia no ensino médio está na parceria com outras disciplinas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Renato Janine Ribeiro*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A volta da filosofia ao ensino médio tem história. Em 1976, quando começava a lecionar filosofia na USP, fui dos que defenderam essa bandeira. A matéria constou do currículo até o fim da década de 60, quando o ensino médio - então chamado de "colegial" e dividido em "científico" e "clássico", sendo que o primeiro tinha mais classes e alunos - sofreu um golpe em sua qualidade. A razão era óbvia. O regime militar não queria que os jovens pensassem. Daí, aliás, o destaque dado aos vestibulares "de cruzinhas". Mais tarde, vim a saber qual a boa razão para saírem as provas dissertativas e entrarem as questões de múltipla escolha. Respostas em forma de redação eram uma loteria: a nota dependia do que "caísse" na prova. Lembro o medo que tínhamos, crianças, de sair o ponto que conhecíamos menos. Por isso, um exame com maior número de assuntos, cobrindo todo o programa, é mais justo. Gera poucas notas máximas, mas poucas distorções. Hoje, podemos chegar a uma síntese entre os dois modos de prova. O teste é útil para aferir conhecimentos obtidos. A prova dissertativa mede bem a capacidade de reflexão. O risco das múltiplas questões é ficar só na informação: o bom examinador é o que exige, mesmo nelas, um trabalho de reflexão. Já a dissertação é uma bobagem se for usada para avaliar apenas a informação adquirida. Seu melhor uso é quando a pergunta é inesperada - e se vê como o aluno elabora o imprevisto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Discutíamos o ensino médio opondo conhecimento formativo e meramente informativo. A filosofia, como a sociologia, representava a qualidade. A alternativa seriam informações sem análise. Vendo de longe, estávamos no olho do furacão. A pior repressão se deu entre 1969 e 1974. A filosofia, em 1970, tinha saído das escolas. Mas daí a meros seis anos já víamos o ensino médio como degradado. Uma das causas disso foi, curiosamente, democrática. Existia um "exame de admissão" para entrar no ginásio, isto é, para passar do 4.º para o 5.º ano do primeiro grau. Era cruel: um vestibular feito por crianças de 10 anos. A esse preço, o ensino público era bom. Tínhamos colégios públicos melhores que os privados - mas eram poucos. Na zona sul de São Paulo havia o Alberto Levy, o Ennio Voss, o Alberto Conte. Ora, a ditadura arrebentou essa tranca e deu aos pobres acesso ao ginásio público, mas, degradando sua qualidade, acabou com o papel que ele tinha, de gerar elites.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse quadro, muitos - entre outros, Marilena Chauí - nos mobilizamos pela volta da filosofia ao ensino médio. Queríamos espaço para a reflexão. Quem conhecia bem o assunto era Celso Favaretto, professor da PUC e, depois, da USP. Celso fez uma observação importante - e inquietante: o professor de filosofia, quando bom, tinha-se tornado o professor de reflexão. Mas com isso ele discutia qualquer assunto: cinema, comportamento, MPB. Daí vinha um problema. Embora filosofia seja uma atitude, um estilo, uma simpatia maior pela pergunta do que pela resposta, essa atitude não se constrói no vazio. Supõe um corpus de 2.500 anos. Sem isso, temos só um animador cultural. Mesmo ele, para funcionar, precisa ter adquirido um "estilo" que passa pelos nossos clássicos. Estudar estes últimos, aos 15 anos de idade, não é trivial. Requer cultura. Exige o domínio da língua, não só para ler, mas também para escrever. Quem domina todos esses matizes, quando a educação é degradada? Vivemos esse nó. Ele continua vivo e não é fácil desatá-lo. Por isso, perdi a fé no papel pujante da filosofia no ensino médio. Não adianta querer que os jovens "pensem" em abstrato: é preciso pensarem a partir de uma formação intelectual concreta. Isso não é fácil, quando a mídia deprecia o conhecimento - e quando o discurso escrito destoa tanto do mundo de imagens e sons em que, cada vez mais, vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não quer dizer que a filosofia não tenha papel no ensino médio. Há um problema: dá para ensiná-la sem conteúdos filosóficos? E como evitar que eles sejam pesados e até incompreensíveis? O que defendo é que a filosofia não seja, no ensino médio, uma andorinha solitária. Se os alunos não conhecerem as riquezas da língua, não entenderão a precisão de um texto filosófico. A primeira parceria é, pois, com o professor de português. É parceria de mão dupla, porque a filosofia também pode ajudar, com os conceitos, a estudar a literatura. Como estudar o romantismo sem a filosofia romântica - uma filosofia que vá além das generalidades sobre Madame de Stael visitando a Alemanha? As outras parcerias podem variar. Penso na história, associando a filosofia com a política, a cultura, as descobertas; nas ciências, discutindo o "espírito científico" e suas mudanças no século 20 e 21; até na educação física, pois os filósofos pensaram muito o corpo (e muito contra o corpo...). Podemos desenhar programas de filosofia a partir dessas parcerias. Só receio uma filosofia sem aliados - e isso porque duas ou três horas semanais, o que me parece o mínimo razoável, é pouco, se não ressoarem no resto do ambiente. (Para comparar, no clássico tive três horas de filosofia por semana no 1.º ano, quatro no 2.º e cinco no 3.º. Era a matéria mais presente. No científico, ela aparecia só duas horas semanais, no 2.º ano). Também, desde que se preserve um conteúdo duro que seja filosófico, simpatizo com discussões sobre temas da vida atual. Mas essas discussões, nascendo da política ou da cultura ou do comportamento, não podem dispensar conteúdos filosóficos nem se pulverizar: gosto da idéia de ciclos de filmes, que dialoguem entre si, falando, por exemplo, na condição social dos personagens, no amor que vivem, na vinda do imigrante, na luta contra a opressão. Há muito espaço para pensar e, portanto, para a filosofia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Doutor em filosofia, Renato Janine Ribeiro é professor titular do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-7857383107916747511?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/7857383107916747511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/02/o-ultimo-voo-da-andorinha-solitaria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/7857383107916747511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/7857383107916747511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/02/o-ultimo-voo-da-andorinha-solitaria.html' title='O último vôo da andorinha solitária'/><author><name>Rafael Issa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YC7uVi-fBTk/TF7jeF869LI/AAAAAAAAAtw/mYrUQDfu4cs/S220/CIMG7800.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2030036160669715559.post-3010049009972152404</id><published>2009-02-17T13:59:00.023-03:00</published><updated>2009-02-18T15:44:55.301-03:00</updated><title type='text'>Bento XVI e os bispos que negam o holocausto: As verdades e mentiras que foram ditas na mídia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SZruooWiC-I/AAAAAAAAABU/neL0ahfWZ3k/s1600-h/arton2618-db913.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303813892976282594" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; cursor: pointer; height: 99px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SZruooWiC-I/AAAAAAAAABU/neL0ahfWZ3k/s320/arton2618-db913.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Papa Bento XVI, no final de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Janeiro&lt;/span&gt; levantou a excomunhão dos bispos da Fraternidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Sacerdotal&lt;/span&gt; São Pio X, e suscitou uma grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;polêmica&lt;/span&gt;. Afinal um destes Bispos o sr. Dom &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Willamson&lt;/span&gt;, afirmou anteriormente em uma entrevista a uma emissora de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;TV&lt;/span&gt; sueca que o holocausto nunca existira e mais: que os 6 milhões de mortos nas câmaras de gás não passavam na verdade de 300.000. A atitude de Bento XVI parecia provocar um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;grande&lt;/span&gt; cisma entre judeus e católicos, pois, como pode o chefe supremo da Igreja, o sucessor de Pedro, acolher novamente tais bispos e no caso específico Dom &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Williamson&lt;/span&gt; que nega uma das maiores atrocidades &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;já&lt;/span&gt; cometidas pelo homem? Estaria o papa, com a decisão de levantar a excomunhão destes bispos também fechando os olhos para tal tragédia?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;mídia&lt;/span&gt; - que nada entende de religião - contribuiu e muito para esta grande confusão. Porque ela fez o óbvio: juntou a atitude do Papa com as palavras do bispo e qual o resultado? Várias críticas sobre a já muito criticada Igreja Católica Apostólica Romana, onde todos principalmente os intelectuais se baseavam em notícias de jornais como as que vou apresentar a seguir para apresentar suas críticas; sem contar o povo judeu que queria cortar relações com os católicos, justamente por tais declarações de tal bispo e que por coincidência &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ou&lt;/span&gt; não do destino aconteceram ao mesmo tempo do levantamento da excomunhão de cada um deles. Segue a seguir algumas das "manchetes" dos jornais sobre o assunto do qual tratamos e seus respectivos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;links&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PAPA REABILITA BISPO QUE NEGA O HOLOCAUSTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;http://www.abril.com.br/noticias/mundo/papa-reabilita-bispo-nega-holocausto-247650.shtml&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;REABILITAÇÃO DE BISPO QUE NEGA O HOLOCAUSTO REVOLTA OS JUDEUS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3471069-EI312,00-Reabilitacao+de+bispo+que+nega+Holocausto+revolta+judeus.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DECISÃO DO PAPA DE REABILITAR BISPO QUE NEGA O HOLOCAUSTO RECEBE VÁRIAS CRÍTICAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1125357&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos agora, de posse de tais "manchetes", ir em busca da verdade e perceber o quanto é perigosa uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;mídia&lt;/span&gt; desinformada. Como eu disse no início, a decisão do Papa em levantar a excomunhão de tais bispos juntou, como diz o ditado: "a fome com a vontade de comer", pois ela aconteceu logo após as declarações do tal bispo e provocaram esse verdadeiro "alvoroço" pois todos se voltaram contra a Igreja Católica e com certeza criticaram, sem é claro saber como tudo aconteceu.&lt;br /&gt;Iniciemos nossa reflexão em busca da verdade voltando no tempo, mais precisamente no dia 11 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Outubro&lt;/span&gt; de 1962, quando sob o papado de João &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;XXIII&lt;/span&gt; iniciou-se o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Concílio Vaticano II.&lt;/span&gt; Este concílio se caracterizava como um "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;aggiornamento&lt;/span&gt;" e um "retorno ás fontes", ou seja , a Igreja sentia a necessidade de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;atualização&lt;/span&gt;, o que não significa que a palavra de Deus também precise, pois ela é perene e imutável mas sim adaptá-la - podemos dizer assim - ás novas necessidades que a própria Igreja precisava corresponder e o "retorno ás fontes" significava uma redescoberta das riquezas espirituais nos primórdios da Igreja. Mas, essa nova visão que a Igreja buscava não agradou a alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;setores&lt;/span&gt; tradicionalistas da Igreja, como por exemplo o fim da missa ser celebrada em latim, com o surgimento da chamada "missa nova", das comunidades religiosas formadas na grande maioria das vezes por leigos consagrados mas, tendo sempre como responsável um sacerdote ou um bispo, dentre outras.....Por mais que não houvesse agradado alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;setores&lt;/span&gt; da Igreja um Concílio deve ser obedecido, caso contrário, ocorre uma excomunhão automática, que também ocorre quando a pessoa &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;não&lt;/span&gt; aceita um papa eleito de forma legítima, afastando-se assim da unidade da Igreja.&lt;br /&gt;No caso referente a excomunhão dos bispos em questão, ela não aconteceu em nenhum dos dois casos e sim porque receberam a ordenação episcopal, ou seja, o chamado ao bispado sem o chamado do Santo Padre, como manda a lei da Igreja. Nesse caso também ocorre uma excomunhão automática, onde a Igreja ao notar tais fatos torna pública a excomunhão. Agora que sabemos qual foi o motivo da excomunhão dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, convido a entendermos o motivo pelo qual o Papa chamou-os de volta a unidade da Igreja.&lt;br /&gt;A excomunhão é a pena mais grave imposta pela Igreja Católica a um fiel, ela pode acontecer de várias maneiras, e também não significa a perda do vínculo espiritual com a Igreja, a não ser em casos da perda da fé. O Santo Padre, recebeu um pedido do prelado desta Fraternidade pedindo a anulação desta excomunhão em 15 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Dezembro&lt;/span&gt; de 2008, pedido esse feito após um longo período de diálogo com a Sé Apostólica,  e decidiu por cancelar a pena de excomunhão que fora aplicada a estes bispos que, na carta enviada ao pontífice declaram estar convictos de que são Católicos e que reconhecem o Papa Bento XVI, como sucessor de Pedro e chefe da Igreja fundada por Jesus Cristo. É bom deixar claro que apesar do cancelamento da excomunhão estes bispos ainda não estão em comunhão plena com a Igreja e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;ainda não&lt;/span&gt; podem exercer o ministério episcopal. Segue abaixo o link da carta da Congregação dos Bispos, escrita pelo prefeito da congregação Cardeal Giovanni &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Battista&lt;/span&gt; :&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;http://212.77.1.245/news_services/bulletin/news/23251.php?index=23251&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;lang&lt;/span&gt;=&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;it&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto posto, vemos então o real motivo o Papa Bento XVI anulou a sentença de excomunhão dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Isso a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;mídia&lt;/span&gt; não divulga não porque não quer, mas, porque não sabe!!!! Não tem interesse em saber, o que interessa na verdade é vender jornais, promover o ódio e polemizar.&lt;br /&gt;É claro que o holocausto existiu, e é mais claro ainda que o tal bispo errou (e muito!) ao negar tal fato, mas a opinião dele não é a opinião da Igreja. Agora, este mesmo bispo que disse tal besteira, se retratou e pediu desculpas, mas infelizmente, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;mídia&lt;/span&gt; não pode noticiar e por quê? Por que não vende!!! Segue abaixo o link referente o pedido de perdão ao Santo Padre, do Bispo Dom &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Williamson&lt;/span&gt;, que também se encontra no site &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Dinoscopus&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;em style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;htt&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;p://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;subsecao&lt;/span&gt;=igreja&amp;amp;artigo=pedido-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;perdao&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;williamson&lt;/span&gt;〈=&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;bra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Portanto, vemos que não somente neste caso, mas em outros casos, em outras esferas da sociedade recebemos na maioria das vezes as notícias pela metade. No caso da religião isso se torna ainda pior, pois muitos que leram ou ouviram tais notícias se voltaram contra a Igreja Católicos - incluindo aí muitos católicos - que provavelmente tomaram decisões influenciados pelo fervor das notícias. Assim, se você que lê este artigo e continua em dúvida os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;links&lt;/span&gt; estão aí para comprovar; agora se você que lê este artigo e não é católico e disse que o Papa é a imagem do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;demônio&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;sic&lt;/span&gt;), reveja as formas pelas quais se informa, pois muitas vezes o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;demônio&lt;/span&gt; veste terno e gravata e apresenta telejornais!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SZwsWBNCJgI/AAAAAAAAABc/49K09D56QbQ/s1600-h/IMG_4065.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304163217927448066" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 72px; cursor: pointer; height: 64px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SZwsWBNCJgI/AAAAAAAAABc/49K09D56QbQ/s320/IMG_4065.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Walmir&lt;/span&gt; Cardoso é graduando em filosofia pelo Centro Universitário Assunção - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;UNIFAI&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2030036160669715559-3010049009972152404?l=humoreideias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://humoreideias.blogspot.com/feeds/3010049009972152404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/02/bento-xvi-e-os-bispos-que-negam-o.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/3010049009972152404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2030036160669715559/posts/default/3010049009972152404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://humoreideias.blogspot.com/2009/02/bento-xvi-e-os-bispos-que-negam-o.html' title='Bento XVI e os bispos que negam o holocausto: As verdades e mentiras que foram ditas na mídia.'/><author><name>Walmir Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15132311949920466753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_wDP_dgvoPaw/SXtq_DUNflI/AAAAAAAAAAk/NpSUDGoQp
